segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O mar de Sophia: 10ºA - Profª Teresa Santos

Depois de perder
E não saber mais o que fazer,
Desisti de viver
Apenas por estar a sofrer.

Só, assim, percebi
Que mesmo não vivendo
sem ti

Mantenho a tua memória
em mim
Revivendo os instantes atá ao fim.

Catarina Rebelo - 10º A

2ª sessão da Formação Pordata

Na sexta-feira passada, dia Ontem, dia doze de dezembro, os alunos do 10º G tiveram uma sessão promovida pela Pordata. Esta 2ª sessão correu  bem, tendo os alunos ficado a conhecer o tipo de dados organizados desde a década de sessenta em Portugal e o modo como podem ser consultados para qualquer pesquisa que tenham de realizar. Foram feitas várias questões e sugeridas formas de encontrar e interpretar a informação, especialmente pelas metodologias dinâmicas que o site proporciona a quem o consultar. Foi dada uma apresentação pelos aspetos que a nível dos municípios ou da Europa que podem ainda ser pesquisados.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O Mar de Sophia: (10º A) - Profª Teresa Santos

A minha casa é o caminho do mar. Nele me vejo refletida. Nele me afogo e envolvo. Com todos os seus instantes de límpida perfeição e pureza me acolhe, embala e enrola nas ondas de areia. A minha casa é o caminho do mar. Nele moro em toda a minha plenitude; flutuo com o meu inteiro ser. O mar é um infinito maior que os outros infinitos, há muito retido pelo brilho dos meus olhos, adotado  pela minha alma e roubado pelo meu coração. A minha casa é o caminho do mar.

Carolina de Magalhães Mateus - 10º A

O mar de Sophia - (10º A) - Profª Teresa Santos

Constantemente pensamos no nosso futuro e das coisas que não fizemos e podíamos ter feito, do que ficou por fazer e do ficou por dizer. Quanto mais somos chegados a alguma coisa e quanto mais tempo passarmos ao lado dela, mais saudades sentiremos quanto mais longe estivermos. Nunca nos sentimos realizados e nunca achamos que fizemos o nosso melhor. Então Sophia, num futuro, voltará para recuperar todo o tempo perdido. As pessoas falam no futuro para fugir ao presente, e nesta pequena frase o futuro está em grande destaque.

Marta  Santos - 10º A 

O mar de Sophia (10º E) - Comentários - Profª Teresa Santos

 Acho que Sophia ao ver que o mundo tinha tantos elementos negativos, com tantas coisas más, olhava para o mar e via uma serenidade ao ponto de afirmar que a sua casa é o caminho do mar, um caminho calmo, sereno, sem fim. ( autor a identificar)

O mar de Sophia - (10º E - Ilustração) - Profª Teresa Santos

Mar, metade da minha alma é feita de maresia



Ilustração de um poema de Sophia (Filipa Almeida - Inês Saraiva) - 10º E 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Leituras ... A Estrela

"Um dia à meia-noite, ele viu-a. Era a estrela mais gira do céu, muito viva, e a essa hora passava mesmo por cima da torre. Como é que não a tinham roubado? Ele próprio, Pedro, que era miúdo, se a quisesse empalmar, era só deitar-lhe a mão. Na realidade, não sabia bem para quê. Era bonita, no céu preto, gostava de a ter. Talvez a pusesse no quarto, talvez a trouxesse ao peito. E daí, se calhar, talvez a viesse a dar à mãe para enfeitar o cabelo. Devia ficar-lhe bem, no cabelo.

De modo que, nessa noite, não aguentou. Meteu-se na cama como todos os dias, a mãe levou a luz, mas ele não dormiu. Foi difícil, porque o sono tinha muita força. Teve mesmo de se sentar na cama, sacudir a cabeça muitas vezes a dizer-lhe que não. E quando calculou que o pai e a mãe já dormiam, abriu a janela devagar e saltou para a rua. A janela era baixa. Mas mesmo que não fosse. Com sete anos, ele estava treinado a subir às oliveiras quando era o tempo dos ninhos, para ver os ovos ou aqueles bichos pelados, bem feios, com o bico enorme, muito aberto. (...)

Assim que se viu na rua, desatou a correr pela aldeia fora até à torre, porque o medo vinha a correr também atrás dele. Mas como ia descalço, ele corria mais. A igreja ficava no cimo da aldeia e a aldeia ficava no cimo de um monte. De modo que era tudo a subir. Mas conseguiu - e agora estava ali. Olhou a estrela para ganhar coragem, ela brilhava, muito quieta, como se estivesse à sua espera. E de repente lembrou-se: e se a porta estivesse fechada?"

Vergílio FerreiraA Estrela, Quetzal
(a pensar na noite em que especialmente procuramos a estrela, capaz de nos iluminar)