quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

"Charlie ou retrocesso"

O mundo acontece lá fora e aqui. Ainda bem!
Há opiniões, há pensamentos, há ideias. Há letras e palavras que se cruzam em páginas do real, novas, atuais; memórias dos dias.

Charlie ou retrocesso
“Pode parecer algo presunçoso o que vou dizer mas prefiro morrer de pé a viver de joelhos”
                                              Charb, jornalista da publicação Charlie Hebdo, depois do atentado de 2011

“Sonha e serás livre de espírito, luta e serás livre na vida”
                                                                                        Che Guevara

Abstenho-me de descrever os atentados, nos quais morreram alguns dos nosso verdadeiros mártires, porque o leitor conhecê-los-á tão bem como eu, mas julgo existirem dois pontos de análise fundamentais: a questão da liberdade de expressão e o fomento do extremismo (europeu) pelo extremismo (islâmico).
Tem-se defendido que determinados termos não devem ser discutidos porque facilmente melindram alguém. A verdade é que tudo o que dissermos é suscetível de insultar. A isenção é impossível.
“O nosso limite são os outros”. E se o limite dos outros for uma religião na qual as mulheres não têm direitos? Não posso criticá-lo?! É meu dever fazê-lo! Concordo com Mandela, mas criticar não é desrespeitar e esta crítica, creio, pode conduzir à libertação dos implicados, ao encorajamento do seu espírito crítico, da reflexão sobre si mesmos.
A liberdade de expressão, que não é o incentivo ódio-crime, desejavelmente punido judicialmente – não deve ter limites (o que não significa que seja moral dizer tudo). É quem se deixa afetar por um desenho que tem um problema, não quem o desenha.
Não há palavras para descrever este ataque, mas pior será se ele levar à regressão do Ocidente. A discussão acerca dos limites da liberdade de expressão é sugestiva. A Oxford Editora proibirá as publicações em que o porco surja como personagem (o conto Os Três Porquinhos, por exemplo) pois podem ser considerados ofensivas por muçulmanos e judeus; Marine Le Pen sugeriu o regresso da pena de morte; fala-se me fechar a Europa, ignorando os que nela veem a única possibilidade de uma existência digna.
Isto não pode acontecer. A Europa não pode ceder, tem de continuar a ser o continente da justiça e da liberdade que, apesar de tudo, tem sido.
Todos temos de, sem hipocrisias, ser Charlie, apontar os nossos defeitos (ou deixar que no-los apontem, os humoristas) e diminuí-los. Tentar um mundo mais livre, justo e tolerante, no qual se possa discutir tudo e se encoraje e respeite a liberdade dos outros, é nosso dever moral.
A escolha é: Ser Charlie ou aceitar o retrocesso.

Je suis Charlie!

Sofia Sequeira, 11.º B

Boletim Bibliográfico

Boletim Bibliográfico - (fevereiro) - Luís Sepúlveda

Patagónia Express - Livro da semana

Título: Patagónia Express
Autor: Luís Sepúlveda
Edição: 1ª
Páginas: 149
Editor:Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04369-6
CDU: 821.134.2(83)-992"19/20"

Sinopse: Os índios da Patagónia mantiveram uma longa relação com a quila e não só pela bondade da sua utilização como igualmente pelas suas virtudes de trágico e infalível oráculo. Sempre que floresceu a quila advieram tempos de dor e desolação. A sua flor é de uma intensa e premonitória cor vermelha, e os Tehuelches calculavam a sua idade consoante o número de vezes que a tinham visto florescer. Os que foram testemunhos daquele portenho mais de duas vezes tinham certamente muito que contar ao calor das fogueiras.
    Hoje restam poucos Tehuelches e Mapuches na Patagónia. São sobreviventes que, agarrados à sua dignidade, decidiram não ser maisum simpático pormenor étnico para diversão dos turistas, e vivem e excercem uma espantosa cultura de resistência e de memória de ambos os alados da cordilheira dos Andes. As restantes etnias sucumbiram perante as regras de um processo cujos frutos ninguém é capaz de definir, e delas mal persistem as recordações ou testemunhos reunidos por alguns estudiosos que realizam o seu trabalho vigiados pelos preconceitos e a suspeita. É muito difícil escrever a história dos vencidos, mas a quila continua lá, crescendo nos desfiladeiros, unida pelos invernos ao errante destino dos gaúchos pobres.
    Quando o mês de março encurta os dias, as abetardas cruzam o céu fugindo aos rigores invernais e o vento amontoa as nuvens nos vales, então os gaúchos reúnem os rebanhos de reses e empreendem a subida em direcção à cordilheira, para a estação do inverno. Não são muitos os bovinos nessa terra débil onde primeiro pastaram os guanacos e que mais tarde foi pisada por milhões de ovelhas na época dourada da lã. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Memória de Charles Darwin

Evolution Made Us All from Ben Hillman on Vimeo.

É uma das formas possíveis de compreender o Homem, a Vida e o Universo. Não é definitiva, mas tem em si possibilidades significativas. Desde os Gregos que o Homem procura compreender a sua natureza, mas também o que o envolve, o meio natural, através de equações que possam ser sistematizadas pela razão. 

Entre os criadores e pensadores de diferentes tempos que contribuíram para o alargamento da Ciência, um tem especial destaque, Charles Darwin. As ideias de Darwin abriram campos novos na ciência. Da Biologia, à Medicina e à Antropologia ele fez avançar a Ciência, que mais não é que a procura racional de compreender o mundo e os seus fenómenos. 

O campo científico contemporâneo é-lhe devedor na formulação do seu próprio pensamento. Um video que nos lembra a importância das suas ideias quando olhamos o universo e a natureza humana. Lembramos a sua teoria da evolução, no dia do seu nascimento.

Concurso nacional de leitura - fase distrital

 Já são conhecidas as obras para a fase distrital do Concurso Nacional de Leitura. 

Ensino Básico - 3º Ciclo:
Título 1: O Princípio da Noite
Autor: Tiago Patrício

Título 2: Um Crime no Expresso do Oriente 
Autor: Agatha Christie 






Ensino secundário
Título 1 : Rio homem
Autor: André Gago

Título 2: Crónica dos Bons Malandros
Autor: Mário Zambujal

Boas leituras para os alunos selecionados!


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Dia da Internet Segura

Neste dia a Biblioteca em colaboração com algumas turmas do 7º ano e o seu professor de Informática comemoram este dia com um conjunto de atividades. Foi feita uma apresentação digital com um conjunto de itens:
- Apresentação / reflexão sobre alguns alertas relacionados com situações concretas de privacidade e segurança de dados na internet; 
- visionamento de alguns vídeos (publicação de fotos / download de programas)
- apresentação de situações relacionadas com a ética e os modos de comunicar na net. Foram distribuídos alguns folhetos sobre esta temática, com indicações úteis sobre a segurança na net. A encerrar a atividade foi proposto um questionário que procurou saber os conhecimentos apreendidos pelos alunos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O caminho da esperança - livro da semana

Título: O caminho da esperança
Autor: Stéphane Hessel / Edgar Morin
Edição: 1ª
Páginas: 66
Editor: Planeta
ISBN: 978-989-657-273-0
CDU: 316.42

Sinopse: 
"Nunca a humanidade juntou tanto poder a tanta desordem, tantas inquietações, tantos brinquedos, tanto conhecimento e tanta incerteza. A inquietação e a futilidade partilham os nossos dias entre si. 
Devemos perguntar o que faz pior, hoje em dia, à alma dos homens: a paixão cega que nutrem pelo dinheiro ou a impaciência febril de que sofrem" (...)

Na nossa sociedade falta empatia, simpatia e compaixão, substituídas por indiferença e ausência de cortesia entre pessoas que vivem muitas vezes no mesmo bairro, no mesmo prédio. Dizer bom-dia a um desconhecido significa reconhecê-lo, em termos humanos, digno de simpatia. Do mesmo modo, falta compreensão no seio das empresas, das famílias. 

Quando a missão se reduz à profissão, falta amor nos cuidados médicos, nos hospitais e no ensino, quando, como disse Platão. "para ensinar é preciso amor", is tó é devemos amar o conhecimento e aqueles a quem o passamos. Como muito bem disse Axel Honneth "é graças à experiência do amor que cada um de nós pode aceder à confiança em si próprio". A forma suprema do reconhecimento do próximo é o amor."

(Um livro sobre a chamada crise em que centros políticos e financeiros insistem em impor a milhões de pessoas, mas que é sobretudo um déficit espiritual e moral. Um pequeno livro sobre essa necessidade de acordar do estado de "olhos abotoados", na expressão singular de Miguel Torga.)