segunda-feira, 13 de abril de 2015

Escritor do mês - Eça de Queiroz


José Maria de Eça de Queiroz nasceu na Póvoa do Varzim em 1845. Estudou entre o colégio da Lapa, na cidade do Porto, e a Universidade de Coimbra, onde entrou no primeiro ano, em 1861. Aqui, ligou-se a uma geração académica, admiradora das ideias de Proudhon e de Comte. Travou conhecimento com Antero de Quental e iniciou a sua carreira literária, com a publicação de folhetins que mais tarde seriam agrupados nas Prosas Bárbaras (1905).

 Em 1866, formou-se em Direito e passou a viver em Lisboa, onde exerceu a profissão de advogado. Cimentou a sua ligação a Antero de Quental e ao grupo do Cenáculo (1868), após ter dirigido o Distrito de Évora (1867). Em 1869, viajou até ao Egito, para fazer a reportagem sobre a inauguração do Canal do Suez, de que resultará O Egipto, publicado apenas em 1926.

Em 1871, participou nas Conferências do Casino Lisbonense. Entre 1869 e 1870, publicou diferentes obras, tais como Os Versos de Fradique Mendes, O Mistério da Estrada de Sintra, em parceria com Ramalho Ortigão e iniciou a publicação das Farpas. Em 1871, foi nomeado 1.º Cônsul nas Antilhas espanholas, transitando depois para Cuba, onde permaneceu dois anos. Entre 1883 e 1887, refez algumas das suas obras e publicou o Conde D’Abranhos e Alves & Companhia. Em 1874, passou a desempenhar a sua atividade em Inglaterra, foi em Newcastle que terminou O Crime do Padre Amaro (1875), ali ficando até 1878.

 Após esta data, foi para Paris, onde se dedicou à criação literária e onde faleceu em 1900. Em 1888, publicou a sua grande obra Os Maias e foi nomeado Cônsul em Paris. Continuou a escrever diferentes textos e obras, como A Ilustre Casa de Ramires ou a publicação na Revista Moderna, em Paris. 

Eça é um dos maiores escritores de língua portuguesa, sendo em muitos aspetos uma figura que cria um mundo novo que alcança formas novas de exprimir um modernismo na escrita. É um dos escritores mais populares de língua portuguesa. A sua obra evoluiu de uma formulação inicial mais fantástica e influenciada por nomes como Baudelaire ou Heine, presente nos artigos e crónicas, para numa fase posterior se dedicar à crítica das instituições mais tradicionais, preocupando-se com a reforma social, dando-nos belos quadros de “crónicas de costumes.” Na última fase, encontramos uma escrita com mais esperança, com o culto da Natureza e de um certo regresso à simplicidade do homem, como se percebe em A Ilustre Casa de Ramires, A Cidade e as Serras ou a Correspondência de Fradique Mendes.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Poesia nas escolas - porque precisamos dela?


Five Reasons Why We Need Poetry in Schools


Reason #1: Poetry helps us know each other and build community.

Reason #2: When read aloud, poetry is rhythm and music and sounds and beats.

Reason #3: Poetry opens venues for speaking and listening, much neglected domains of a robust English Language Arts curriculum.

Reason #4: Poetry has space for English Language Learners.

Reason #5: Poetry builds resilience in kids and adults; it fosters Social and Emotional Learning. 

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quinta-feira, 9 de abril de 2015

No mês da Poesia


Nos Estados Unidos da América, o mês de abril celebra-se como o mês da poesia. Existe um conjunto de recursos em língua inglesa sobre a poesia. É possível encontrar um conjunto de recursos de grande significado:

  • o valor da poesia como recurso pedagógico;
  • planos de atividades sobre formas der exploração da poesia;
  • o valor civilizacional da poesia;
  • bancos de poemas sobre diferentes, mas essenciais poetas, tais como Walt Whitman, Yeats, Oscar Wilde ou Keats. 
Este recurso educativo está disponível, aqui.

Os Maias - Livro da semana

Título: Os Maias 
Autor: Eça de Queiroz  
Edição: 7ª 
Páginas: 681  
Editor: Livros do Brasil 
ISBN/DL: PT - 80023/94
CDU:  821.134.3-31"18"
Sinopse:  José Saramago disse deste livro e de Eça que se tratava do maior livro escrito pelo maior escritor de todos os tempos. É um retrato de uma família do Portugal de oitocentos, mas também e sobretudo o de um País encostado a uma visão do mundo impreparada para o tempo de transformação das ideias e da sociedade. No tempo conjuntural em que todos vivemos, alguns, muitos conseguem observar a espuma da água que chega à praia, outros vislumbram a onda e o seu movimento, mas muito poucos conseguem compreender o que internamente permite o movimento, o tempo da longa duração. Na vedade, o que impede novas cores e novas possibilidades que a maioria apenas observa. Eça teve essa capacidade. Conseguiu dar-nos em páginas de génio o que nos faz pertencer a um tempo civilizacional e não participar dele, da sua transformação. 

Top 5 - Os leitores (2º Período)

7º ano:
1. Sofia Allen;
2. Manuel Maria Neves;
3. Mafalda Nascimento;
4. Maria João Gomes Teixeira;
5. Duarte Matias.

8º ano:
1. Madalena Cruz Pinto;
2. Diogo Baltazar;
3. Tatiana Raquel Rendeiro;
4. Leonor Récio Correia Duque;
5. Ricardo Pereira.

9º ano:
1. Tomás Ramos;
2. Inês Barros;
3. Catarina Ventura;
4. Joana Goldschmit;
5. João Romão.

Ensino Secundário:
10º ano:
1. Ana Catarina Neves Gonçalves;
2. António Varela Cid;
3. Maria do Carmo Vaz Antunes;
4. Ana Luísa Lopes;
5. Maria Madalena Mascarenhas.
11º/ 12º anos:
1. Ricardo Tomás da Silva;
2. Natália Oliveira;
3. Sandra Ferreira;
4. Caetana Fernandes Thomaz;
5. Francisco Diniz;

Top 10 - Livros (2º Período)


  

  

 
  


terça-feira, 7 de abril de 2015

abril

Celebra-se o vinte e cinco
de Abril de setenta e quatro,
pois Abril é revolução
no ar, sim, como no chão,
onde alguém desenha a giz
a silhueta futura (...)

Abril é também promessa
de tesouros no Estio,
que está longe  (ainda é frio).
águas mil por certo vêm,
mas outros dias já trazem
uma luz azul também.

E este Abril é ainda
o mês em que os livros voam
da minha mão para a rua,
da tua p'rá minha mão,
e das mãos voam p'rós olhos
e dos olhos para a mente
e daí p'ró coração.

João Pedro Mésseder, "Abril", in O Livro dos Meses 
Imagem, Flor de Primavera, Jettie Rosenboon