sexta-feira, 29 de maio de 2015

Exposição de Geografia



Durante esta última semana de maio tem estado a decorrer uma exposição de trabalhos promovida pela disciplina de Geografia. Nesta exposição estão em divulgação trabalhos realizados pelos alunos do Básico e Secundário sobre a Terra como ecosistema e algumas das principais características do planeta em termos sociais, culturais e humanos. 

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Campanha - Vamos ajudar o Nepal (II)

A ES Rainha Dona Amélia,no dia 20 de maio, deu por terminada uma campanha que tinha como objetivo reunir dinheiro para ajudar na recuperação do património cultural danificado dos últimos terramotos no Nepal, e teve um sucesso nunca antes visto!

Devido à sua localização geográfica, o centro de Lisboa, esta escola é beneficiada com uma grande mistura de culturas e alunos vindos de vários países. Entre esses alunos estava um nepalês. “Quando vi os noticiários o que se passava senti que tinha que agir e fazer alguma coisa para o meu país”, conta Sharad Poudel, o impulsionador da campanha, “Tive a sorte de já ter agendada uma apresentação sobre o meu país e a sua cultura para a minha turma. 

Depois desse dia, todos os alunos ficaram entusiasmados com a ideia de poder ajudar, e foram eles que divulgaram a campanha”. A campanha terminou com uma sessão formal na biblioteca da escola, onde alunos, professores e funcionários viram quais os frutos do seu trabalho conjunto. Iniciada no dia 11 de maio, conseguiu até o dia do seu fim uma quantia próxima dos mil euros, o record já alguma vez angariado na ESRDA, onde este tipo de ações são comuns.

“Estou muito feliz por ver como a minha escola respeita a diversidade cultural e a riqueza da cultura do meu país. Esta campanha tornou-se uma inspiração e um grande passo para tornar todas as pessoas da escola mais solidárias”, concluí o aluno. Agora, o dinheiro já foi entregue à cruz vermelha e esta encarregar-se-á de o usar para o propósito que foi recolhido. 
Parabéns ao Sharad e a todos o que o ajudaram, pois provaram que são os alunos que (também) fazem as escolas!

http://www.forum.pt/wtf-animadores/16230-facebook-id-1ac554eee273a9d04dfe7ef061f4e05a

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Semana das Artes - Ilustração / Textos (IV)

Gostei muito de alguns quadros e por essa razão fui mesmo bastante difícil ter de eleger um...
Admira-me pelo facto de ter, curiosamente, decidido escrever sobre um trabalho que é passível ser aquele que tem menos cor (literalmente, está só a carvão) e aquele que, "ignorantes", como nós, tendem a classificar como mais simples, ou, pelo menos, não tão "elaborado", como os outros (não desprezando de qualquer maneira ou forma o esforço e mérito de cada um.
Enquanto andava para a frente e para trás no corredor, foi uma questão de segundos, até ter decidido interiormente que aquele seria então, o tal! O rapaz representado prendeu-me. Parei pela simples razão de que me apetecia parar. Ficar lá só a olhar. O rapaz estava lá, a olhar para nós, a sorrir um sorriso que completava um olhar donde emanava toda a paz do universo, todo um "à vontade" envolvente, toda uma atmosfera descontraída e convidativa a sentirmo-nos em paz com ele. 
A sensação de tranquilidade que me assombrou naquele instante foi tão impressionante que o meu único desejo era estar, naquele momento, frente / a / frente com lel, humano, de carne e osso, na vida real. Conhecê-lo.

Texto: | Catarina| 10º H | Desenho: | a identificar|... | 
Escola Secundária Rainha Dona Amélia|Semana das Artes |

Leituras na Biblioteca - Pessoa (os Heterónimos)

Ser pessoa é amar o que se vê, é sentir o "ser", é não haver limites para a grandeza, é ser feliz na tristeza e perceber o que somos. Ser pessoa é querer mais do que se tem, é querer ser livre, beber a inocência e viver a presença do real. Ser pessoa é amar o ridículo, é escrever o sentimento e sentir o que vê, desenhando paisagens. É ser insignificante como o pó, mas ao mesmo tempo presentem no vento, é ser harmonia ministrada pelo maestro e seguir as regras. Ser pessoa é ser espontâneo nas decisões da vida e ter ideias que suportem os sonhos.
| Natália Brito| 10º A|  

Todos nós, cada um de nós somos uma multiplicidade de pessoas, um mundo de personalidades. É vago e raro definirmo-nos. Não somos um conjunto fechado, mas sim aberto, não somos nada apenas apresentamos traços de qualquer coisa. Somos um conceito em constante mudança e evolução. 
| Carolina Mateus| 10º A|

Ser pessoa é antes de mais existir. É em termos filosóficos uma incógnita. Ser pessoa é mais do que ser sensível, é ser racional, do ponto de vista intelectual e moral. É ser um sol que  ilumina o seu próprio mundo. É ser um dicionário que só é composto por sentimentos.
| ....| 10º A|

Imagem - O menino que era muitos poetas. Pato Lógico/ICNM.2014

(Alguns dos textos construídos numa sessão com alunos do 10º Ano sobre a Heteronímia  de Pessoa). 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Semana das Artes - Ilustração / Textos (III)

Eu escolhi este trabalho que retrata uma zona de Lisboa, o Bairro Alto. Nesta zona podemos encontrar elétricos e aspetos típicos da nossa cidade. Penso que o autor do desenho estava a pensar nas casas, nas ruas e no ambiente que conhecemos e que na altura dos santos populares é muito divulgado. Vemos no desenho dois elétricos e percebemos uma atmosfera que retrata espaços da cidade de Lisboa muito peculiares. Por outro lado, não era como os outros, quase todos desenhados a lápis de carvão, este tinha cores, alegria e brilho. Escolhi também este trabalho porque eu adorava viver nesta zona, a forma das casas, as inclinadas e estreitas ruas, o pitoresco, tudo é fascinante!
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De todos os desenhos da exposição que vi, escolhi este, o dos elétricos, que representa a vida urbana de Lisboa que acolhe a tradição, a alegria de viver, as cores e o movimento típicos de hoje e de outrora da nossa bela cidade. 

Texto: | Marta Santos/Pedro Mendes| ... | Desenho: | Caetana Fernandes Thomaz |12.ºD | 
Escola Secundária Rainha Dona Amélia|Semana das Artes | 

Leituras na Biblioteca - O poema do menino Jesus (II)

Deus, dizem que é omnipresente.
Mas eu sou aquele que ainda não o sente, pelo menos a cem por cento.
Mesmo não sendo o maior cristão, sabendo que não há certeza, procuro a razão.
Vivendo, eu acredito e entendo.
Sem Ele, tudo é impossível, mas confesso que é difícil acreditar não vendo.
Por mais que o tempo passe, aquilo que vai crescendo são as dúvidas no meu pensamento.
Como não há certezas, vivo com o que entendo. O mundo é fruto de Deus, é assim que o compreendo.
Francisco Gouveia, 10º A.

Na minha opinião cada pessoa tem a sua própria visão das coisas, neste caso do menino Jesus. Na minha opinião, eu posso criar a minha própria imagem e a personalidade dele, pois nunca o vi nem o conheci. Devemos respeitar a história e a opinião dos outros, bem como a cultura do País. Com a sua história, conhecemos uma forma de ser pessoa e isso implica pensarmos no interior e exterior de cada um.
Bruno, 10º A

Não  concordo com a visão que Fernando Pessoa, pela voz de Alberto Caeiro, dá do menino Jesus. Penso que Jesus foi alguém que veio ao mundo para se sacrificar por nós. Aceito a visão de Pessoa, mas não concordo com ele, nem acredito que possa ser verdade. Desde pequena, que tive uma vida católica muito ativa. Na minha opinião, Fernando Pessoa caracterizou o menino Jesus daquela maneira porque assim o achava. Fê-lo para demonstrar que muitas pessoas apenas pensam em Deus quando precisam de algo. O poema do menino Jesus foi uma forma que ele usou para revelar esse "pensamento" que muitas vezes as pessoas têm.
Mafalda / Marta, 10ºA

Leituras na Biblioteca - O poema do menino de Jesus (I)

(...) Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe. 

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão 
E olha devagar para elas.

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é por que ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre.
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.

Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.


Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam ?

Alberto Caeiro, "Poema do menino Jesus". Poemas de Alberto Caeiro.