Espaço de partilha e divulgação das atividades da Biblioteca Escolar da Escola Secundária Rainha Dona Amélia
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Top 5 - Os leitores (3º Período)
7º ano:
1. Bernardo Ribeiro;
2. Beatriz Alves Gorgulho;
3. Sofia Allen;
4. Manuel Mª Neves;
5. Mafalda Nascimento.
8º ano:
1. Leonor Récio Correia Duque;
2. Raquel Ferreira da Silva;
3. Branca Salter Cid;
4. Leonor Récio Correia Duque;
5. Leonor Bettencourt.
9º ano:
1. Joana Paiva;
2. Vasco Morais;
3. Tomás Ramos;
4. Inês Barros;
5. Catarina Ventura.
Ensino Secundário:
10º ano:
1. Maria Rita Pereira;
2. Joana Gonçalves;
3. Sara P.
4. Maria do Carmo Vaz Antunes;
5. Rugiatu-Suma.
11º/ 12º anos:
1.Inês Duque;
2. Luís Spínola;
3. Sofia Sequeira;
4. Caetana Fernandes Thomaz;
5. Maria do Carmo Romeira.segunda-feira, 15 de junho de 2015
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Semana das Artes - Ilustração / Textos (X)
Texto: |Vasco Castanheira|11ªD|
Desenho:|Sara Saraiva|12ºD|
Escola Secundária Rainha Dona Amélia|Semana das Artes |
Semana das Artes - Ilustração / Textos (IX)
O mar está dentro de mim. Nas minhas veias, é ele que corre
e não sangue; as minhas lágrimas são água salgada. A minha alma é um rio. A
minha raiva, um temporal. A minha serenidade, um lago. (Em Alqueva, os mortos
estão debaixo de água.) Amo todos os sítios do mar. O meu povo não é, não, este
que aqui vedes. Meu povo é o gentil do oceano, é esse que canta canções de
sereia, sem ser mau, e não entende, nem quer entender, os mistérios e as
maldades da terra. (Entre os cavalos-marinhos, um cemitério. Ao pé das algas
castanhas, grandes do tamanho do mundo, uma escola. Ali, no banco, carcomido
pela água, conheci eu a minha mulher.)
Há uma razão muito clara e muito
evidente para ser o mar azul e a terra castanha: é que o mar é purificação,
inocência, primordial essência e a terra é casa de pecado, é gases, é
dissimulação. Sujam meu oceano só de o imaginarem. A água é o meu lar. Quando
chove, estendo a cara ao firmamento e é esse o meu amor. Sei que o mar também
me ama. Habito nas tuas grutas, habito nas tuas falésias e a minha vida é
olhar-te e rezar para que nunca sejas corrompido. Rezo à baleia e rezo ao
polvo.
Não sei quem são esses deuses sangrentos da terra nem me importo com
eles. (Que fazes aqui, mergulhador? Não é bom que aqui estejas…) Amo-te mar; a palavra mar está na palavra amar. O meu suicídio
é o deserto. Recebe-me na maré-cheia, na seca, nas ondas, e recebe-me também no
gelo.
Acolhe-me em ti porque a água é o meu sangue e o meu quarto não tem teto
para poder sentir-te quando vens. Se os meus olhos fossem de alguma cor que não
azul, pintava-os em pinceladas fingidas de Turner. Da minha boca só saem
palavras salgadas e as pessoas da terra não entendem o que não é doce ou ácido.
Das minhas mãos só se vêem as tuas transparências. As minhas unhas são basaltos.
(Vim ver a minha mulher.) Tu secares é eu secar. (O banco verde permanece
sozinho à beira da barragem. Nada há entre ele e a água). Prometo que o mar
corre dentro de mim.
Texto: | Sofia Sequeira|11ªB|
Desenho:|Caetana F. Thomaz|12ºD|
Desenho:|Caetana F. Thomaz|12ºD|
Escola Secundária Rainha Dona Amélia|Semana das Artes |
Semana das Artes - Ilustração / Textos (VIII)
As ruas estreitas e
arejadas podiam estar preenchidas com pessoas que andam sonhadoramente ao sol
idílico, mas não estão. Onde se encontram, não sei; talvez no campo,
aproveitando o tapete verde de uma ou outra colina. Sei que as ruas estão
vazias. Sim. Intensamente vazias. Nem pombos me fazem companhia debicando as
frestas entre as pedras.
Ao fundo, avisto um
rio azul, brilhante, com uma leve ondulação provocada por um navio de três
mastros, esguio, sublime, com as suas pálidas velas desfraldadas.
No meio de uma calma
tão pura, numa destas ruas floridas, ouço um som metálico, um som agudo e fino,
familiar, propagando-se nos carris frios que atravessam o alcatrão escaldante.
Vem aí um som de
madeira, amarelo, imponente; é o elétrico lisboeta em todo o seu esplendor!
É esta a beleza
infinita de Lisboa, livre e
desordenada, tão inspiradora… Aqui tenho
o nosso elétrico, amigável companhia, numa visita pela
cidade que de todas é a que todos acolhe, com um calor saudável e terno, na
cidade de luz, banhada pelo
manto azul que nos lançou à descoberta…
Eis o rasgo de poesia
desenhada, pintada com um pincel.
Texto: | João Pedro Duarte|11ªF|
Desenho:|Caetana F. Thomaz|12ºD|
Desenho:|Caetana F. Thomaz|12ºD|
Escola Secundária Rainha Dona Amélia|Semana das Artes |
Semana das Artes - Ilustração / Textos (VII)
Medo. Morte. Medo de Morte. Medo da Morte. Morro de medo da Morte.
Pessoas andam pela nossa vida. A correr. Outras a passar.
Umas de relance. Vêm e vão. Vão e vêm. Ficam? Algumas sim. Poucas. Quase
nenhumas. Tão dependentes. Tão habituadas a pedir ajuda. Não há quem nos ajude
a fugir da morte. Não há quem morra connosco. Quando morremos, morremos
sozinhos. Se morrer quero morrer contigo. A morte sem ti é muito mais
assustadora
Texto: | Leonor Prisca Martins Ferreira|10ºH|
Desenho:|Sara Saraiva|12ºD|
Desenho:|Sara Saraiva|12ºD|
Escola Secundária Rainha Dona Amélia|Semana das Artes |
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