quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O Outono

Este é o mês em que as folhas
começam a arder devagar.
Nos ramos ainda, a mudança
- verde, dourado, castanho -
até chegar, tão cruel,
o dia em que a folha se solta
e tomba no chão do Outono.

E a saudade principia,
a melancolia do Verão,
o corpo ainda a beber
a última réstia de sol...

E aquela alegria final
de quem recebe nas mãos
a oferenda das uvas?

João Pedro Méeseder, "Setembro". O livro dos meses. Porto: Lápis de memórias.
Imagem: http://english-idylls.tumblr.com/

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Regressando...

Regressar é uma continuação, um esforço suplementar ou pode ser qualquer tipo de recomeço, uma forma de olhar uma ideia original, uma contemplação para novos horizontes? Um bom regresso a todos...

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

C'est en septembre...

Les oliviers baissent les bras
Les raisins rougissent du nez
Et le sable est devenu froid
Oh blanc soleil
Maitres baigneurs et saisonniers
Retournent à leurs vrais métiers
Et les santons seront sculptés
Avant Noël

C'est en septembre
Quand les voiliers sont dévoilés
Et que la plage, tremblent sous l'ombre
D'un automne débronzé
C'est en septembre
Que l'on peut vivre pour de vrai

En été mon pays à moi
En été c'est n'importe quoi
Les caravanes le camping-gaz
Au grand soleil
La grande foire aux illusions
Les slips trop courts, les shorts trop longs
Les hollandaises et leurs melons
De cavaillon

C'est en septembre
Quand l'été remet ses souliers
Et que la plage est comme un ventre
Que personne n'a touché
C'est en septembre
Que mon pays peut respirer

Pays de mes jeunes années
Là où mon père est enterré
Mon école était chauffée
Au grand soleil
Au mois de mai, moi je m'en vais
Et je te laisse aux étrangers
Pour aller faire l'étranger moi-même
Sous d'autres ciels

Mais en septembre
Quand je reviens où je suis né
Et que ma plage me reconnaît
Ouvre des bras de fiancée
C'est en septembre
Que je me fais la bonne année

C'est en septembre
Que je m'endors sous l'olivier.



quarta-feira, 22 de julho de 2015

As merecidas férias...

Até já

E assim se passaram doze meses. Neste espaço procurou-se durante um ano letivo utilizar esta plataforma digital para trocar ideias, experiências, vivências e emoções. Deram-se conta de atividades, iniciativas e projetos. Usou-se a palavra para imaginar, sonhar, transformar ideias, valores e pensamentos.Tentámos reescrever com as nossas memórias as palavras e os sonhos de poetas e criadores, a que juntámos muitas experiências feitas com e pelos alunos.

Uma Biblioteca pode ser um foco de dinamização de uma Escola. Deve-o ser. Chegados aqui e após muitos posts, com publicação de textos, animações e aplicações digitais, interrompemos com um até já. A ideia de partilha, de promoção do livro, da leitura e do currículo foi conseguida no âmbito que a Biblioteca fosse vista e percebida como um espaço essencial. Neste caso quando se reparara em nós, é um bom princípio, quando conduzido pelas melhores razões, que são a da aprendizagem e do conhecimento.

Ficamos satisfeitos por termos conseguido comunicar ideias, sugerir pensamentos, difundir palavras, capazes de nos fazer ultrapassar as limitações da efemeridade do tempo. Alegres por essas apresentações de livros, a comunicação de textos desenvolvidos em determinadas aulas e termos funcionado como ponto de ligação entre diferentes elementos do espaço educativo de uma escola.

As ideias e os projetos que aqui se desenvolveram só foram possíveis ser concretizados pela participação de diferentes elementos da escola. Estabelecemos com alguns uma relação afetiva que foi essencial para o prazer de aqui ter estado e de concretizar iniciativas. Em primeiro plano é essencial destacar a equipa que organizou e dinamizou este ano letivo a biblioteca. Em especial a quem soube conciliar o trabalho e a dedicação com uma certa visão espirituosa no trabalho e na vida, apesar das dificuldades. E claro a quem especialmente soube e sabe tão bem conciliar a criatividade, uma alegria genuína no trabalho, uma solidariedade especial com o que se envolve. Citar nomes seria despropositado.

Sobre a qualidade deste projeto existem muitos observadores que o poderão avaliar. Certamente que ficaram planos por concretizar e ideias para aplicar em defesa do conhecimento. É sempre possível fazer melhor e é esse o desafio para o próximo ano letivo, seja qual for a equipa da Biblioteca. Por nós ele valeu bem o esforço e a dedicação. As Bibliotecas e muito a educação estão carentes de amplas linhas de conhecimento, mas estão também reféns da afetividade e da dedicação. 

A terminar gostava de desejar bons dias de descanso e muitas felicidades a todos. E que como diz Sophia possamos todos no tempo à frente «construir a partir do fundamento», em dias de liberdade a afirmação de cada um. 

Imagem, Jardim da Estrela. Lisboa. 2015.