sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Literacia dos media - Iniciativa 7 dias 7 dicas

Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) em parceria com a Direção-Geral da Educação (DGE), a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e a Comissão Nacional da Unesco (CNU) promove a iniciativa/concurso 7 dias, 7 dicas. Esta iniciativa procura estimular nos alunos a produção de conteúdos / ideias / sugestões sobre os media, em suporte digital. 
O conteúdo dos trabalhos é composto por alertas, recomendações ou conselhos expressos numa linguagem direta e clara, onde cada aluno ou grupo de alunos deve elaborar 7 (sete) dicas sobre um e só um destes temas:
– 7 dicas para usar os media na sala de aula e na biblioteca
– 7 dicas para promover a segurança online
– 7 dicas para respeitar os direitos de autor
– 7 dicas para promover a inclusão e a cidadania digitais
– 7 dicas para proteger os dados pessoais
– 7 dicas para manter a reputação online
– 7 dicas para evitar a dependência online
São admitidos trabalhos individuais ou de grupo com o máximo de 3 alunos. Cada trabalho deve estar associado a um docent, que terá  a função de orientador. Os trabalhos podem ser apresentados nos seguintes formatos: vídeo – avi, flv, mpeg e wmv; apresentação eletrónica – ppt e pptx; cartaz – pdf.
Os trabalhos de cada escola, no máximo de um por tema e por categoria, devem ser enviados pela Biblioteca, até ao dia 8 de abril de 2016. Os alunos autores do trabalho vencedor de cada categoria serão distinguidos individualmente com um tablet ou um cartão oferta de valor equivalente.  Deixa-se aqui o Regulamento completo.


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Nós somos feitos de átomos ou de histórias?


Nós somos constituídos por átomos e por histórias, Os átomos são os constituintes de toda a matéria e também nos constituem a nós. Porém, uma pessoa sem histórias, sem memórias, não pode ser feliz. As nossas histórias completam-nos, fazem de nós o que somos. Como? Temos de passar por experiências que marcam a nossa vida, só assim poderemos aprender e compreender o mundo e a humanidade (o que pode ser uma missão impossível!). Com as experiências, reconhecemos erros, a nossa ignorância, as nossas incapacidades. Esta compreensão leva à correção, à melhoria, ao saber, à interrogação. Somos sempre feitos de átomos e de histórias, constituintes da nossa humanidade, da nossa vida.

| Catarina Ventura| 10.º C1 |


Somos feitos de átomos, mas são as histórias que nos tornam quem realmente somos. Sem histórias éramos todos iguais, sem ideias novas e sem vontade de mudar. Pois, sem histórias, quer as que já vivemos ou as que nos contam ou lemos, não teríamos aquela vontade de saber mais, aquela necessidade que temos de inovar nas nossas vidas. As histórias conduzem-nos a viver novas aventuras. Sem histórias seríamos apenas um monte de átomos sem utilidade. Teríamos vida de pouco significado: seria o nascimento, a vida e a morte sem qualquer evolução. Sem histórias perderíamos tudo o que somos interiormente. 

                                                                                                          | Martim| 10.º C1 |

Penso que somos claramente feitos de átomos. Mas isso é completamente irrelevante comparado com o que as histórias fazem de nós. Somos manipulados e influenciados de todas as maneiras possíveis por histórias. E é tão bom que assim seja. Tornamo-nos leitores compulsivos, discípulos da leitura. Para mim a leitura é algo que deve nascer connosco ou então nunca fará parte de nós. Podemos aprender a gostar, mas nunca fará parte de algo que nos é essencial. Sou e sempre fui uma apaixonada pela leitura e não há nada tão belo como a ideia de que o paraíso possa ser uma biblioteca. Não há nada tão lindo como comparar os pássaros pendurados nos fios de eletricidade com a pontuação de uma frase invisível.  


                                                                                        | Beatriz Conceição | 10.º C1 |

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Dia Internacional das Bibliotecas Escolares

O Principezinho - Livro da semana

Uma vez, quando eu tinha seis anos, vi uma imagem magnífica num livro sobre a Floresta Virgem, chamado "Histórias Vividas". A gravura mostrava uma jibóia a engolia uma fera. Fiz-vos esta cópia.

O livro sizia que "a jibóia  engole a presa inteira, sem mastigar. Depois não se pode mexer e passa os seis meses de digestão a dorimir." 

Então, pensei e tornei a pensar nas aventuras da selva, peguei num lápis de cor e fiz o meu próprio desenho. O meu desenho número 1. Ficou assim:

Fui mostrar a minha obra-prima às pessoas crescidas. Perguntei-lhes se o meu desenho metia medo. As pessoas crescidas responderam-me: "Porque é que um chapéu havia de meter medo?"
O meu desenho não era um chapéu. O meu desenho era uma jibóia a fazer a digestão de um elefante. Para as pessoas crescidas entenderem porque as pessoas crescidas estão sempre a precisar de explicações, fui desenhar a parte de dentro da jibóia. O meu desenho número 2 ficou assim:

As pessoas crescidas disseram quer era preferível eu deixar-me de jibóias abertas e fechadas, e dedicar-me à geografia, à história, à matemática e à gramática. E assim abandonei, aos seis anos, uma magnífica carreira de pintor. Ficara completamente abalado com o insucesso do meu desenho número 1 e do meu desenho número 2. As pessoas crescidas nunca entendem nada sozinhas e uma criança acaba por se cansar de lhes estar sempre a explicar tudo.
Escolhi, portanto, outra profissão e aprendi a pilotar. Conheci grande parte do mundo de avião. E, afinal, a geografia acabou por me prestar bons serviços. Saber distinguir a China do Arizona à primeira vista pode ser bastante útil depois de uma noite a voar sem rumo certo.
Com um trabalho deste género tive, evidentemente, uma data de contactos com muita gente importante. Vivi durante anos e anos no mundo das pessoas crescidas. Vi-as de bem perto. Não fiquei com muito melhor opinião delas. 

Mal encontrava uma com um ar um pouco lúcido, fazia-lhe a experiência do meu desenho número 1, que nunca deitei fora. Queria verificar se realmente era capaz de entender alguma coisa. Mas ouvia sempre a mesma resposta: "É um chapéu". Então, não me punha a falar de jibóias, de florestas virgens ou de estrelas. Punha-me ao seu nível. Falava de bridge, de golfe, de política e de gravatas. E a pessoa crescida ficava toda contente por ter conhecido um homem tão sensato.

Antoine de Saint-Exupery, O Principezinho. Editorial Presença. 32ª edição. 2009

1ª prova - Ensino Secundário (CNL)

 
A primeira prova do Concurso Nacional de Leitura a realizar na fase de escola para o ensino secundário terá como objeto os seguintes livros:

Ensino Secundário: 
A manhã submersa, de Vergílio Ferreira. Bertrand.
Mar me quer, de Mia Couto. Caminho. 

Deixa-se as principais etapas do calendário relativo  à 1ª fase:
Abertura - 20.10.2015
Inscrição - até 08.11.2015
Publicação das listas de Escolas inscritas - até 18.11.2015
!º Fase - Escolas:
Provas nas escolas - até 23.01.2016
Registo dos alunos apurados e das obras lidas - até 23. 01.2016
Publicação das listas de alunos apurados - até 08.02.2016

1ª prova - Ensino Básico (CNL)

 
A primeira prova do Concurso Nacional de Leitura a realizar na fase de escola terá como objeto os seguintes livros:

Ensino Básico:
O meu pé de laranja lima de José Mauro de Vasconcelos. Booksmile.
O Principezinho de Antoine de Saint- Exupéry. Presença.