sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Filme do mês - Star wars: o despertar da força

Regressou a saga passada numa galáxia muito longínqua, num tempo há muito decorrido e com a mesma ideia de luta do bem e do mal, com todas as suas referências de aventureiros e resistentes a uma ordem universal despótica. É o regresso de Guerra das estrelas, uma saga de quatro décadas e que num novo episódio convida antigos e novos espetadores para uma aventura por sistemas e mundos desconhecidos. 

O episódio VII - O despertar da Força é realizado por J.J. Abrams revela o recurso primordial a cenários reais, com poucos efeitos de recurso a imagens de computador. Nele regressam as personagens de Han Solo desempenhada por Harrison Ford, ou a prinecesa Leia com a participação de Carrie Fisher, ou ainda o mítico Luke Skywalker na representação de Mark Hamill.

Comprada pela Disney à LucasFIlm o projeto conseguiu dar corpo a uma história que estava quase terminada dando-lhe uma nova narrativa que se opõe entre a maléfica Primeira Ordem e a Resistência que corajosamente luta por uma República de direitos. Com processos semelhantes volta-se a discutir os conceitos do bem associados à coragem e à verdade e o mal ligados ao poder absoluto e à destruição. O filme ressuscita a saga no seu sentido essencial e é realmente um filme de fição científica a ver.

É um filme de culto para os que cresceram com o seu imaginário no fim da década de 70, mas também uma oportunidade para ver um filme de aventuras impregnado de conceitos que vale a pena pensar. Não tem os conceitos de bem e mal tão desenvolvidos como em episódios anteriores, mas coloca de igual modo uma questão essencial - as escolhas que fazemos e a consciência que temos disso e de como se relaciona com a vida ou com a sua ausência.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O estrangeiro - livro da semana


Título: O Estrangeiro
Autor: Albert Camus
Edição: ..ª
Páginas: ...
Editor: Livros do Brasil
ISBN: ...
CDU: 821.133.131"19".3-1"19"



Sinopse: O Estrangeiro, primeiro livro de Albert Camus ficou como a sua obra de referência e um dos livros marcantes para refletir sobre a sociedade contemporânea e em particular a do século XX. Publicado no tempo da 2ª guerra mundial daria a possibilidade de acesso ao Nobel da Literatura em 1957 a Albert Camus. Partindo do falecimento da mãe, situação que sempre na vida nos acaba por acontecer é gerada uma narrativa que levará  a personagem a contar-nos um conjunto de acontecimentos que o conduzirão a um processo de enfrentar a lei e a justiça. 

Narrado na primeira pessoa, vemos uma personagem de nome Meursault a contar a sua vida que se defronta com uma realidade sem sentido. A ideia de uma existência humana conduzida pelo absurdo, marcado pela ausência de uma demonstração afetiva de preocupação pelos outros conduziu a uma aproximação de Camus a Sartre. Todavia importa reconhecer que Camus não seguia as ideias do Existencialismo, mas procurava pensar o absurdo em que as vidas humanas se organizavam.

Colocado perante as questões do julgamento, Meursault não procura interpretar os seus atos, mas falar apenas o que pensa sem se preocupar com o resultado dessas afirmações. Os seus diálogos com o padre para uma procura de sentido moral são recusados e tudo configura  um não sentido da existência humana. Sem valores de referência Meursault dá-nos uma imagem de um niilista que é absorvido pela existência com profunda indiferença. A indiferença de Mersualt é a denúncia de quem não aceita os valores morais de uma sociedade. É no fim o abandono a que cada ser humano acaba por sentir perante regras morais que não compreendem essa verdade interior de cada um. 

Mersault é o protagonista, mas nós não sabemos se ele se afirma como um herói ou um anti-herói. As suas palavras não se albergam na razão ou num sentimento, apenas um sentido niilista de valor passivo. Na ausência de uma explicação existe apenas a descrição do que se vive, um desespero que procura encontrar uma verdade. E é essa procura pelo leitor, cujo significado não encontra que torna o livro tão fascinante. Numa paisagem quente, abrasiva de luz queremos compreender um estrangeiro e não conseguimos, queremos datar um processo de análise e não é possível, como não o é possível esquecê-lo. O Estrangeiro é em muitas configurações cada um de nós em trânsito num tempo absurdo de significado.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Comemoração do nascimento de Vergílio Ferreira

Recomeçar


Recomeçar com os caminhos da imaginação, juntando ideias, inquietação, criando formas de expressão, onde a criatividade tenha formas originais, perto do que sonhamos ser. Recomeçar para descobrir e exprimir o pensamento crítico na construção da cidadania, nas suas múltiplas expressões.

Imagem, Nate Williams, in http://www.n8w.com/newweb/index.php