quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Memória, cidadania e cultura - A Memória nos livros




Os livros dão-nos a memória do que representou em todos os momentos da existência, o Nazismo e a sua ideologia de extermínio a milhões de pessoas. Do trabalho, à vida pública, às relações sociais, à possibilidade de viver em família, aos gestos mais particulares e íntimos de uma pessoa houve repercussões que o gravaram como a mais baixa forma de existência da Humanidade. Deixamos alguns dos possíveis livros que nos dão essa proximidade do que foi o desespero de milhões de pessoas. Alguns deles estão em mostra na Biblioteca na exposição feita para homenagear uma memória e a mais inexplicável história humana.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Firmin - Livro da Semana

Título: Firmin
Autor: Sam Savage
Edição: 1ª
Páginas: 155
Editor: Planeta
ISBN: 978-989-675-001-9
CDU: 821.111(73)-31"20"
Sinopse: "Como conseguiu ele escapar. Da mesma forma que todos nós escapamos. Por milagre".


Firmin é uma comovente alegoria sobre o que significa nascer, crescer e entrar num mundo connosco próprios, com os sonhos para olhar a realidade, vivê-la e se possível transformá-la. Firmin é a alegoria dos sonhadores, dos que acreditam no milagre, em que cada instante novas possibilidades sonham o real, dão-lhe poesia e consistência. Firmin é uma personagem presa num corpo, mas livre no real e no sonho que constrói em cada momento, em cada gesto de sobrevivência, em cada encontro que pela cidade tenta descobrir as cores e os cheiros que o fazem vivo. 

Fimim é uma alegoria sobre como a imaginação, a aventura, o livro pode romper as mais fechadas fronteiras, dando a cada um a participação numa festa que é também um grande desalento - a natureza humana nos seus conflitos mais difíceis. Escrito por quem conhece a vida pelo lá de fora, dos desenquadrados, dos que renascem em geografias descobertas pela ousadia, pela carência e que fazem dos possíveis encontros, a respiração dos objectos partilhados, do sonho de amar o essencial.

Palavras sobre nós próprios, sobre essa revelação do rosto, do perfume no cabelo, do encontro nas mãos, desse encontro sublime pela beleza, mas também a solidão pelas memórias de crepúsculo, sempre com a energia e o contentamento, em que a eternidade se faz em cada momento. Sam Savage também é um dos grandes, ideia dessa metáfora das palavras por tantos que criaram novos mundos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

CNL - 2015/2016: Prova de escola

Apresentamos em baixo os alunos que no básico e no secundário venceram a 1ª eliminatória do Concurso Nacional de Leitura, a partir das leituras realizadas, justamente, O Principezinho / O meu pé de laranja lima e Manhã submersa / Mar me quer. Os resultados encontram-se afixados na biblioteca, mas aqui ficam para uma consulta mais acessível. Deixamos as nossas felicitações aos alunos participantes e desejando que os que vão participar na fase distrital possam ter um bom desempenho.

Básico:
(1º lugar) - Ana Beatriz da Costa Milhano - 9º 5ª;
(2º lugar) - Beatriz Forjas - 9º 2ª;
(3º lugar) - Catarina Alves Moreira de Albuquerque D' Orey - 9º 6ª; 

Secundário:
(1º lugar) - 10º H1 - António Maria Guasch Mourão Segurado Mateus;
(2º lugar) - 10º H1 - Joana Goldschmidt;

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Antologia Poética (Miguel Torga) - Livro da semana

Título: Antologia Poética
Autor: Miguel Torga
Edição: 1ª
Páginas: ...
Editor: D. Quixote
ISBN: ...
CDU: 821.134.3-1"19"

Na terra onde nasci há um só poeta
Os meus versos são folhas dos seus ramos.
Quando chego de longe e conversamos,
É ele que me revela o mundo visitado.
Desce a noite do céu, ergue-se a madrugada,
E a luz do sol aceso ou apagado
É nos seus olhos que se vê pousada.

Esse poeta és tu, mestre da inquietação
Serena!
Tu, imortal avena
Que harmonizas o vento e adormeces o imenso
Redil de estrelas ao luar maninho.
Tu, gigante a sonhar, bosque suspenso

Onde os pássaros e o tempo fazem ninho!

Escritor do mês - Vergílio Ferreira

Vergílio António Ferreira nasceu em Melo, a 28 de janeiro de 1916, e faleceu em Lisboa, a um de março de 1996. Foi escritor, romancista e ensaísta, e estudou no Seminário do Fundão, entre 1926 e 1932, completando os seus estudos na cidade de Coimbra. Licenciou-se em Filologia Clássica na Uni-versidade de Coimbra onde, durante a segunda metade dos anos trinta, tomaria contacto com um neorrealismo emergente. 

Foi professor em Évora (1945-1958) e em Lisboa (desde 1959 e até à sua reforma). Notabilizou-se no domínio da prosa ficcional, sendo um dos maiores romancistas portugueses do século XX. Foi como escritor que mais se distinguiu. 

O seu nome continua, atualmente, associado à literatura, através da atribuição do Prémio Vergílio Ferreira. Em 1992, recebeu o Prêmio Camões. A sua vasta obra, geralmente dividida em ficção (romance, conto), ensaio e diário, costuma ser agrupada em dois períodos literários: o Neorrealismo e o Existencialismo. 
Considera-se que Mudança é a obra que marca a transição entre os dois períodos. Temas como a morte, o mistério, o amor, o corpo, o sentido do universo, o vazio de valores e a arte, são recorrentes na sua produção literária.