Um poema por dia - a imaginação para iluminar ou compreender o real!
"Quando, de volta, viajares para Ítaca
roga que tua rota seja longa,
repleta de peripécias, repleta de conhecimentos. (...)
Roga que tua rota seja longa,
que, múltiplas se sucedam as manhãs de verão.
Com que euforia, com que júbilo extremo
entrarás, pela primeira vez num porto ignoto!
Faze escala nos empórios fenícios para arrematar mercadorias belas;
madrepérolas e corais, âmbares e ébanos
e voluptuosas essências aromáticas, várias,
tantas essências, tantos arômatos, quantos puderes achar.
Ítacas, de Konstantinos Kaváfis.
#Umpoemapordia
Espaço de partilha e divulgação das atividades da Biblioteca Escolar da Escola Secundária Rainha Dona Amélia
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Pop- up (livros de outros séculos)
A Biblioteca Nacional tem exposição até nove de setembro uma mostra de Pop-Up do século XIX e XX.
....
Para ti
Ao que és:
Não reajo;
Resigno-me
apática...
Tens razão.
Sou
insensata.
Nunca
tocas-te na minha mão.
Sou ingrata?
NÃO!
Sou um nada.
Perco-me
numa constante;
Vivo
enganada;
Dissolvo-me
nesta podridão;
E fico
calada...
Nada sei ou saberei.
Não há
pureza!
Há maldade!
Não há
destreza!
Há
impiedade!
Nesta fome
efémera,
Que destrói,
rasga e profura!
Não espera,
desespera!
Sim, este é
o meu fim...
Degradante e
silencioso.
Já não
esperas por mim?
Sou nada.
Sou?
Ser é assim.
Sara Tomás de Melo Barreira Pinela, nº24, 11ºH1
O livro - Livro da semana
Não é fácil ser um livro. (...)
Poderia dizer, com toda a justificação, que somos uma espécie ameaçada - à beira da extinção, na verdade. E, se tal acontecesse, seria uma perda incalculável porque não somos uma espécie comum. A destruição de um qualquer género e, claro está lamentável, mesmo que não passe de um raminho absolutamente irrelevante do tronco maciço da evolução um qualquer beco sem saída. Mas quando uma das únicas formas de vida inteligente que alguma vez pisaram este mundo se vê confrontada com o desaparecimento, trata-se de uma verdadeira catástrofe evolutiva.
Ninguém com um mínimo de inteligência pode negar que, além da humanidade, nós os livros, somos os únicos seres inteligentes à face da terra. De facto, uma análise imparcial concluiria certamente que, de uma maneira geral, a nossa reivindicação é a mais correcta. Para começar, embora estejamos simbioticamente unidos aos humanos, poderíamos, em última instância, viver sem eles. Para que é precisamos deles, exactamente?
Para nos lerem? Trata-se de uma atividade recreativa que os beneficia apenas a eles, não a nós, de todo. Enquanto atividade física só nos causa danos - vários tipos de danos.
E poderiam eles passar sem nós? Deus nos livre! Sem livros, qual seria a condição da raça humana? Continuariam a arrastar-se no mesmo estado, primitivo e miserável, em que os encontrámos quando aparecemos, há cinco mil anos: uma espécie conhecida pela sua capacidade de esquecer mais rapidamente as coisas do que as memorizar. Não estivéssemos nós à mão para oferecer a nossa abnegada ajuda na tarefa de memorização, não tivéssemos nós memorizado em seu nome, estes pobres seres não teriam qualquer história.
Teriam esquecido praticamente tudo. E como poderia alguém apresentar-se como um indivíduo inteligente, se não recordasse o seu próprio passado, incluindo o passado recente? Ao contrário dos seres humanos, contudo, nunca esquecemos nada. Quando aprendemos algo, esse algo permanece connosco para sempre, inexpugnável. (...) Então quem é superior? O atirador de paus e pedras, talvez?
Mas isso não é tudo. Os humanos não são apenas esquecidos, são também pessoas de breve e fraca concentração. Em suma: as suas mentes dispersam-se. Na maior parte das situações não pensam, de todo; quando o fazem, teria sido melhor se não o houvessem feito. Para a maioria das pessoas, a vida passa sem que uma ideia brilhante - ou mesmo inteligente - lhes atravesse a mente. No caso dos raros indivíduos que são capazes de encarrilar, mais ou menos, as suas ideias, os seus preciosos pensamentos depressa ganhariam asas e voariam para longe, se não no-los confiassem para que os guardássemos.
Somos, agora, o repositório de que tudo o que o seu circo de cem mil milhões de palhaços - que é mais ou menos o número que por aqui passou desde que desceram das árvores - conseguiu alinhavar com grande custo, tanto em trabalho como em dor. Se alguma vez decidíssemos negar-lhes acesso a esse armazém de conhecimento, teriam de começar tudo do zero. (...) Torna-se, assim, claro que é do interesse das pessoas não colocar os livros em perigo. Pelo contrário, deveriam cuidar de nós; deveriam proteger-nos e defender-nos, pois nunca lhes fizemos outra coisa a não ser o bem. Somos o seu parceiro simbiótico: damos prodigamente e quase nada pedimos em troca.
Mas ninguém é tão engenhoso como os humanos a conceber a sua própria queda. São tão bons a fazê-lo, de facto, que temos de nos perguntar como terão sido capazes de sobreviver durante tanto tempo às suas tendências autodestrutivas. O seu comportamento põe em causa o próprio conceito de evolução. Em suma: só quando não conseguiram deitar de facto, a mão aos livros é que não lhes fizeram mal. E, sem ceder à paranóia, não é óbvio que se trata de uma conspiração - de uma flagrante conspiração, na verdade - dos humanos contra os livros? Uma conspiração que remonta ao momento do nosso aparecimento neste planeta.
(O que pensa um livro sobre o que sente um livro na sociedade humana com o modo como é tratado por leitores, livrarias, alfarrabistas, editores e bibliotecas? Zoran Živković dá-nos um livro escrito com grandes doses de humor e sátira, em que o Livro é o principal protagonista da narrativa. Livro e sociedade humana conjugam-se para ler o Homem, a sua vaidade e ambição, a sua cultura e inteligência. Como último livro da semana deixamos uma proposta recente sobre o próprio sentido mais íntimo do que é o Livro).
Zoran Živković. (2016). O Livro. Cavalo de Ferro.
(O que pensa um livro sobre o que sente um livro na sociedade humana com o modo como é tratado por leitores, livrarias, alfarrabistas, editores e bibliotecas? Zoran Živković dá-nos um livro escrito com grandes doses de humor e sátira, em que o Livro é o principal protagonista da narrativa. Livro e sociedade humana conjugam-se para ler o Homem, a sua vaidade e ambição, a sua cultura e inteligência. Como último livro da semana deixamos uma proposta recente sobre o próprio sentido mais íntimo do que é o Livro).
Zoran Živković. (2016). O Livro. Cavalo de Ferro.
Dicas para os exames...
Os exames são sempre um ponto maior de stress para os alunos. Processo que decorre pela procura de um
desempenho que materialize os que sabe e que se traduza num resultado que permita o
grande objectivo - entrar num curso superior. Deixamos aqui algumas sugestões
redigidas a partir de um texto publicado no Jornal Expresso, em 2014 e
sintetizadas pela Psicóloga Teresa Alves Soares.
- Programar o estudo e controlar a execução desse plano: Traçar objectivos é meio caminho andado para os atingir. Gastar algum tempo a pensar e organizar os dias de trabalho até ao exame, ou seja, fazer uma listagem das matérias prioritárias e planear dominá-las, com horários e objectivos traçados, semana a semana e dia a dia. No final de cada dia, gastar cinco minutos a verificar o que se fez e o que não se fez e o que é preciso fazer para recuperar. Estudar bem exige disciplina.
- Testar o que se sabe: a avaliação, através de exercícios e de testes, é um auxiliar importantíssimo do estudo. Pensar sobre como responder e saber o que se errou, são fundamentais para aprendizagem.
- Voltar atrás quando não se percebeu uma parte da matéria. Fingir que se podem saltar obstáculos, não resulta, é um erro tremendo!
- Decorar e perceber, perceber e decorar: a memorização ajuda à compreensão e a compreensão facilita a memorização.
- Optar pela estratégia mais fácil, nem sempre é o melhor: saber, dominar as matérias dá trabalho e nem sempre é fácil.
- Perante o exame, não desanimar, nem desistir: Perante a dificuldade, persistir! Quando a resposta não é óbvia, reler a pergunta e pensar um pouco mais sobre a resposta. Às vezes é preciso algum tempo entre ler a pergunta e ter uma ideia da resposta. Quando vos parecer que a resposta é demasiado fácil, não deixem de responder ou não pensem que é um truque. Acontece que algumas respostas até são simples.
- Acrescentamos que ajuda muito, dormir bem na noite anterior e ter uma alimentação adequada, durante o período de estudo.
BOM TRABALHO!
"Ser Português..."
Os Portugueses têm algum medo de ser portugueses. Olhamos em nosso redor, para o nosso país e para os outros e, como aquilo que vemos pode doer, temos medo, ou vergonha, ou «culpa de sermos portugueses». Não queremos ser primos desta pobreza, madrinhas desta miséria, filhos desta fome, amigos desta amargura. Os Portugueses têm o defeito de querer pertencer ao maior e ao melhor país do mundo. Se lhes perguntarmos “Qual é atualmente o melhor e o maior país do mundo?”, não arranjam resposta. Nem dizem que é a União Soviética nem os Estados Unidos nem o Japão nem a França nem o Reino Unido nem a Alemanha. Dizem só, pesarosos como os kilogramas nos tempos em que tinham kapa: «Podia ter sido Portugal…» E isto que vai salvando os Portugueses: têm vergonha, culpa, nojo, medo de serem portugueses mas «também não vão ao ponto de quererem ser outra coisa».
Revela-se aqui o que nós temos de mais insuportável e de comovente: só nos custa sermos portugueses por não sermos os melhores do mundo. E, se formos pensar, verificamos que o verdadeiro patriotismo não é aquele de quem diz “Portugal é o melhor país do mundo” (esse é simplesmente parvo ou parvamente simples), mas, sim, de quem acredita, inocentemente, que Portugal «podia ser» (ou ter sido) o melhor país do mundo e (eis a parte fundamental, que separa os insectos dos cicofantas) «tem pena que não seja», uma pena daquelas que ardem para toda a vida nos peitos profundos das pessoas boas.
Ser português não é nem a sorte com que sonhamos (não queriam mais nada — nascer logo uma coisa boa!) nem o azar com que vamos azedando. Ser português é um «jeito que se aprende». Não é coisa que vá à bruta ou à má fila. Não é bem que vá a bem (precisa de ser ajudado), mas também não é mal que vá à bruxa. Ser português não é tanto ser feito à imagem de Deus, como os outros povos (todos eles felizes), como estar, à partida, «feito». Cada vez que nasce um ser humano e olha para o bilhete de identidade e verifica que calharam os pedregulhos e os pêsames da portugalidade, diz logo “Pronto — estou feito — sou português”. Devia ter juízo. A única coisa que o absolve é ter, também, razão.
Ser português é «difícil». O resto do mundo não compreende que os Portugueses são especiais, diferentes, bastante giros, bem-educados, antigos, espertos, casos sérios. O resto do mundo acredita sinceramente que o mundo seria exatamente o mesmo sem os Portugueses. Para a grande maioria da população da Terra, a própria «existência» de Portugal é uma surpresa. E não se julgue automaticamente que se trata de uma grande surpresa ou, sequer, de uma surpresa «boa». É mais uma surpresa do género “Ah, sim?”. Como quem aprende que o «baseball» teve origem nos «rounders ingleses». Ah, sim? Que giro! Agora sai da frente do televisor que eu quero ver se este Babe Ruth era tão bom como diziam. Para o resto do mundo, os feitos dos Portugueses não pertencem à história fundamental do Universo. Pertencem, quando muito, à secção dos passatempos, do “Não me digas!” e do “Acredite se quiser”. Ser português é um ser delicado. Ser português não é «ser humano». É ser que tem muito para fazer só para ser «vivo».
Os políticos dizem que é preciso andar para a frente, modernizar, desenvolver, «mudar» Portugal, presumivelmente para melhor, porque este (nisto estão todos de acordo) não presta. Os poetas sonham com países que nunca existiram ou existirão, ou que já existiram e jamais existirão outra vez. Ninguém está contente com o que é, ou com onde está, ou com o que tem. Os Portugueses, o povo, a nação, os ditos, os implicados, envolvidos e lixados, esses nem ideia têm ou fazem — para eles a própria noção de Portugal foi um raio de ideia para começar. Mas o que é preciso não é nem tão drástico nem tão espetacular. O que é preciso é «continuar» Portugal.
Continuar Portugal não é uma ação delicada, ou uma campanha urgente, ou uma tarefa que exija o sacrifício de todos os cidadãos. É simplesmente continuar a perguntar, a barafustar, a amaldiçoar o dia em que se nasceu desta cor, nesta pele, com este coração mole e fácil de apertar e espremer. Continuar Portugal é acreditar que a vida seria pior sem ele, pior se a Europa começasse pela Espanha, pior se fôssemos suíços ou belgas ou finlandeses. Continuar Portugal é ser português e dizer “Pronto, que se lixe, o que é que eu hei-de fazer?”. E acreditar na diferença que faz a nossa maneira de ser, e de sermos portugueses, como um cardiologista acredita que o coração foi feito para continuar a bater.
E foi. E, o que é mais engraçado, continua!
Miguel Esteves Cardoso. (2013). Os Meus Problemas. Porto: Porto Editora.
Revela-se aqui o que nós temos de mais insuportável e de comovente: só nos custa sermos portugueses por não sermos os melhores do mundo. E, se formos pensar, verificamos que o verdadeiro patriotismo não é aquele de quem diz “Portugal é o melhor país do mundo” (esse é simplesmente parvo ou parvamente simples), mas, sim, de quem acredita, inocentemente, que Portugal «podia ser» (ou ter sido) o melhor país do mundo e (eis a parte fundamental, que separa os insectos dos cicofantas) «tem pena que não seja», uma pena daquelas que ardem para toda a vida nos peitos profundos das pessoas boas.
Ser português não é nem a sorte com que sonhamos (não queriam mais nada — nascer logo uma coisa boa!) nem o azar com que vamos azedando. Ser português é um «jeito que se aprende». Não é coisa que vá à bruta ou à má fila. Não é bem que vá a bem (precisa de ser ajudado), mas também não é mal que vá à bruxa. Ser português não é tanto ser feito à imagem de Deus, como os outros povos (todos eles felizes), como estar, à partida, «feito». Cada vez que nasce um ser humano e olha para o bilhete de identidade e verifica que calharam os pedregulhos e os pêsames da portugalidade, diz logo “Pronto — estou feito — sou português”. Devia ter juízo. A única coisa que o absolve é ter, também, razão.
Ser português é «difícil». O resto do mundo não compreende que os Portugueses são especiais, diferentes, bastante giros, bem-educados, antigos, espertos, casos sérios. O resto do mundo acredita sinceramente que o mundo seria exatamente o mesmo sem os Portugueses. Para a grande maioria da população da Terra, a própria «existência» de Portugal é uma surpresa. E não se julgue automaticamente que se trata de uma grande surpresa ou, sequer, de uma surpresa «boa». É mais uma surpresa do género “Ah, sim?”. Como quem aprende que o «baseball» teve origem nos «rounders ingleses». Ah, sim? Que giro! Agora sai da frente do televisor que eu quero ver se este Babe Ruth era tão bom como diziam. Para o resto do mundo, os feitos dos Portugueses não pertencem à história fundamental do Universo. Pertencem, quando muito, à secção dos passatempos, do “Não me digas!” e do “Acredite se quiser”. Ser português é um ser delicado. Ser português não é «ser humano». É ser que tem muito para fazer só para ser «vivo».
Os políticos dizem que é preciso andar para a frente, modernizar, desenvolver, «mudar» Portugal, presumivelmente para melhor, porque este (nisto estão todos de acordo) não presta. Os poetas sonham com países que nunca existiram ou existirão, ou que já existiram e jamais existirão outra vez. Ninguém está contente com o que é, ou com onde está, ou com o que tem. Os Portugueses, o povo, a nação, os ditos, os implicados, envolvidos e lixados, esses nem ideia têm ou fazem — para eles a própria noção de Portugal foi um raio de ideia para começar. Mas o que é preciso não é nem tão drástico nem tão espetacular. O que é preciso é «continuar» Portugal.
Continuar Portugal não é uma ação delicada, ou uma campanha urgente, ou uma tarefa que exija o sacrifício de todos os cidadãos. É simplesmente continuar a perguntar, a barafustar, a amaldiçoar o dia em que se nasceu desta cor, nesta pele, com este coração mole e fácil de apertar e espremer. Continuar Portugal é acreditar que a vida seria pior sem ele, pior se a Europa começasse pela Espanha, pior se fôssemos suíços ou belgas ou finlandeses. Continuar Portugal é ser português e dizer “Pronto, que se lixe, o que é que eu hei-de fazer?”. E acreditar na diferença que faz a nossa maneira de ser, e de sermos portugueses, como um cardiologista acredita que o coração foi feito para continuar a bater.
E foi. E, o que é mais engraçado, continua!
Miguel Esteves Cardoso. (2013). Os Meus Problemas. Porto: Porto Editora.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Conteúdos na rede (Uma leitora por dia) - (III)
Uma leitora por dia - celebrar os momentos íntimos da leitura!
Na cultura medieval as representações da Anunciação eram pouco comuns. Foi durante o Renascimento, quando a sua representação já não era uma raridade que surgiu uma das mais emblemáticas. Trata-se da Anunciação pintada por Simone Martini, de 1333. A figura de Maria aparece numa imagem sobressaltada, quase a recusar o encontro com o anjo, aconchegando o manto ao peito e mantendo o livro aberto, no sítio onde a leitura tinha sido interrompida. Estamos perante um livro de Horas. Estes livros eram utilizados como objectos pessoais de devoção e também serviam para ensinar as crianças a ler. O quadro de Simone Martini é muito importante porque introduz algo novo - a ideia e o conceito que marcará o ambiente das mulheres culturas no fim da Idade Média. Justamente, a leitura em silêncio, a procura de palavras que sirvam um estudo que é solitário, mas que permite construir ideias próprias. O sobressalto de Maria é o sobressalto de interrupção da leitura. Nesse sentido é um quadro sobre a leitura e sobre uma nova forma de construir momentos de intimidade e assim também pensamentos.
Simone Martini, A Anunciação (1333) - Uffizi - Florença -
#Umaleitorapordia
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