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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Até já ...

É o ponto final do trabalho de uma equipa da Biblioteca e de uma ideia múltipla sobre ela e que aqui se desenvolveu durante três anos letivos, de setembro de 2014 a junho de 2017. Publicaram-se um pouco mais de oitocentos posts, dos quais cinquenta pertenceram aos alunos. Materiais em diferentes suportes, texto áudio, vídeo, por onde se tentou articular com os conteúdos / áreas de estudo de diferentes anos. Biblioteca Rainha  tentou ser uma plataforma digital, onde se trocaram ideias, experiências, vivências e emoções. 

Divulgaram-se atividades, iniciativas e alimentaram-se projetos relacionados com a leitura e com o digital. Usou-se a palavra para imaginar, sonhar, transformar ideias, valores e pensamentos. Tentámos reescrever com as memórias de diferentes pessoas, as palavras e os sonhos de poetas e criadores, a que juntámos muitas experiências feitas com e pelos alunos.  Estas ideias e valores foram vistos neste espaço de tempo por mais de seis mil pessoas e consultadas mais de vinte mil páginas. Sobre a qualidade do que foi feito será melhor que os o analisem, pois eles está online e pode sempre ser avaliado. 

Um desejo final. Que a ideia não se perca e que outros saibam-lhe dar continuidade e melhorá-la com novas abordagens. A Biblioteca como espaço de utilização dos alunos e o seu reconhecimento como valor essencial ao serviço das pessoas é aquilo que melhor fica como suporte para que ela seja uma componente essencial da escola. Aos que nos visitaram e sobretudo aos professores e alunos que colaboraram neste espaço digital, testemunho de uma experiência colaborativa, um muito obrigado. Desejo pessoalmente a todos felicidades para os dias a seguir, e como disse Sophia que eles sejam possíveis de construir algo de belo e de substantivamente justo.

Imagem: “O mensageiro das nuvens”, Ana Marchand, Técnica Mista, 2007, Exposição Catálogo Giefarte, Lisboa, 2007.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Uma Biblioteca... entre os livros e as pessoas...

Uma Biblioteca Escolar é um espaço de construção de uma intimidade com as palavras, de afeto com os livros e de apoio à aprendizagem pelos recursos que estão disponíveis e pelas atividades que se promovem. Uma Biblioteca é isto e um pouco mais. Deve ser um espaço de pessoas, um espaço de comunidade. Nos últimos três anos letivos foi isso que tentou ser. Falou-se sempre em coletivo, pois é dele que deve nascer uma participação colaborativa daquilo que nos importa.

Os textos do blogue (perto de oitocentos nestes três últimos anos) foram identificados quando se publicaram mensagens ou trabalhos dos alunos. Os outros textos foram na grande maioria por mim escritos, o que nem é muito positivo, pois seria desejável que uma larga fatia de elementos desta comunidade participasse com as suas ideias. O Rainha em Folha, A Cozinha Experimental, os textos dos alunos e as apresentações de biografias no Caderno Digital foram a exceção.

Nunca achei que fosse preciso colocar o meu nome porque sempre me pareceu que a Biblioteca deve ser um espaço de todos. Da coleção às pessoas é o sentido de uma Biblioteca. Um texto por mim escrito: Salvador Sobral - Uma canção de milagre nas estrelas, levantou a algumas pessoas um sentido de desconforto. Embora me pareça excessivo aquilo que ouvi e em algumas das formas como foi feito, deu-se a possibilidade de o eliminar, ou que alguém quisesse exprimir alguma ideia sobre a sua temática que fosse diferente. Foi sempre a procura de participação aquilo que se tentou dinamizar em diferentes níveis e abordagens.

Devido a estas dificuldades e por sugestões recebidas, colocarei o meu nome nos textos por aqui publicados nos últimos três anos. Farei isso se o conseguir realizar, até 31 de julho, visto que são muitos textos.  Nas publicações de introdução de códigos HTML não farei essa alteração, até porque foram todos revistos pela equipa da Biblioteca. 

Sempre achei que eles, os textos e as publicações realizadas eram um modo de abordagem de uma Biblioteca. Tenho pena que com tanto tema estudado e abordado, em tantas e diversas disciplinas e, com o mundo a fazer-nos questionar sobre tanto assunto não se consiga trazer a voz escrita e o pensamento dos diversos elementos da comunidade educativa. Reconheço ampla e completamente o que escrevo e não queria fazer disso uma afirmação, porque o que mais importa é um sentido de um espaço essencial.  Foi apenas o que se tem procurado fazer. Abrir caminhos de pensamento.

Autor do texto: - Profº Bibliotecário - Luís Campos -