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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Difusão documental (16.17) - (VII)

TítuloDo céu caiu um anjo (Estados Unidos – 1946)
Direção: Frank Capra
Roteiro: Frances Goodrich; Alberta Hackett
Fotografia: Russell A. Cully
Elenco: James Stewart, Dona Reed, Jessica Chastain, ...
Duração: 130 min. 

Frank Capra foi um dos grandes realizadores de Hollywood, quando esta ainda era uma fábrica de sonhos à escala da vida humana. It´s a wonderful life, ou na tradução portuguesa, Um anjo caiu do céu é a história de um homem e de uma comunidade americana, no início do século XX. É a narrativa de um homem preocupado com  o sentido da justiça e da nobreza de valores e que por diferentes causas parece não conseguir manter esse perfil de vida. A narrativa decorre no Natal e o nosso homem por exaustão de dificuldades físicas, mentais e financeiras parece apenas votado a uma ruína pessoal e da sua família.

Não acreditando em milagres decide colocar um fim à sua vida. Um anjo, Clarence impede-o de saltar para um rio gelado. Clarence precisa de ganhar as suas asas de anjo e mostra a George a sua importância naquela comunidade, o que ela teria perdido sem a sua ação pessoal. Convencido, George regressa a casa e descobre que aqueles que ajudou no passado estão prontos para serem solidários com ele, produzindo o tal milagre e ajudando Clarence a ganhar as suas asas.

It´s a wonderful life é o mais importante filme de  Frank Capra e um dos mais deslumbrantes da sua carreira. Embora a ação decorra no Natal não é um filme sobre o Natal, mas sobre o encantamento que as vidas humanas podem ter. Embora não tenha tido grande sucesso comercial na América, quando foi estreado, o tempo dar-lhe ia a importância que tem tendo-se transformado num filme de culto. A sua temática de que o bem sempre prevalece que era uma das temáticas de Frank Capra dá-nos um sopro de esperança em tempos de grande individualismo. 

It´s a wonderful life é uma parábola sobre um tempo, sobre uma América, sobre uma sociedade que perdemos, mas que permanece muito relevante por ser um hino à vida, à solidariedade e ao amor. É um filme que nos lembra que a vida de cada um, a sua existência é o reconhecimento de significado para as coisas com que lidamos, é a significação que cada um pode encontrar na própria vida. 
Filme disponível para requisição na Biblioteca.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Difusão documental (16.17) - (V)

Título: The tree of life (Estados Unidos – 2011)
Direção: Terrence Malick
Roteiro: Terrence Malick
Fotografia: Emmanuel Lubezki
Elenco: Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain, ...
Duração: 118 min.

Filme que dividiu as opiniões, entre a crítica e o público. A Árvore da vida é a quinta longa metragem de um realizador enigmático, Terrence Malick. O filme teve a Palma de Ouro e obteve  três nomeações para os Óscares da Academia: melhor filme, melhor realizador e melhor fotografia.

O filme é uma narrativa de uma família do Texas, Estado Unidos da América nos anos cinquenta e é conduzida por uma memória, o protagonista do filme, a partir da idade adulta. Esta personagem olha para o passado, lembra  a sua infância, o seu crescimento, a sua família, o irmão que morreu na guerra e procura um significado para a existência da vida. Nesta procura de significado regressa um ponto fundador, as origens dos cosmos e a evolução da vida na Terra.

O filme procura observar o que é a vida, o que a fundamenta e propõe uma viagem em que a narrativa familiar procura formular ecos sobre o tempo e o espaço. Procura pensar essa não referência temporal e espacial, tentando obter uma cumplicidade de natureza cósmica. Entre a natureza, o seu esplendor e mistério, o valor de sublime que ela concentra e a graça espiritual, como crescemos? E com que imagens criamos um sentido de vida num mundo moderno, em transformação acelerada, em decomposição de valores e realidades quotidianas? 
 
Um filme diferente, difícil e reflexivo sobre a vida. Filme disponível para requisição na Biblioteca.  

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Difusão documental (16.17) - (II)

TítuloRan (Japão/França – 1985)
Direção: Akira Kurosawa
Roteiro: Akira Kurosawa, Hideo Oguni, Masato Ide (baseado em peças de William Shakespeare)
Elenco: Tatsuya Nakadai, Akira Terao, Jinpachi Nezu, Daisuke Ryû, Mieko Harada, Yoshiko Miyazaki, Hisashi Igawa, Pîtâ, Masayuki Yui, Kazuo Katô
Duração: 162 min.


Descrição: Ran é uma das grandes obras-primas do cinema. Pela sua importância optou-se por fazer um destaque isolado desta obra adquirida pela escola e disponível no fundo documental da Biblioteca. O filme é baseado no texto teatral de Shakespeare Rei Lear. Ran desloca a ação para o Japão do século XVI, ainda em período feudal. Um senhor de nome Hidetora que é o patriarca do clã Ichimonji, decide aos 70 anos, dividir o reino entre os três filhos: Taro, Jiro e Saburo. As consequências desta divisão irão a Akira Kurosawa construir um fresco de uma imensa beleza, onde discute questões essenciais à natureza humana, como a glória, o poder, a ambição, o amor, a solidão.

O filme compõe visualmente uma luta entre os descendentes de Lorde Hidetora. A trilha sonora, a coreografia desenhada dá-nos um épico que discute como o poder e a glória são parceiros de uma loucura, uma insanidade que nem sempre é descortinado pelos seus agentes. Mais do que uma lírica narrativa inspirada no Rei Lear, Ran foi pensado por Akira Kurosawa durante uma década e há uma combinação perfeita entre ação, som e estética, pois os próprios herdeiros em luta são distinguidos por diferentes cores.


O amarelo de Taro, o vermelho de Jiro e o azul de Saburo, são muito metafóricas com a ação. Cores que exaltam o calor, o sangue, ou uma abordagem mais pacífica. Hidetoraé apresentado de branco, uma fusão de diferentes cores, onde aparece simbolicamente uma flecha, como sinal da fusão desejada. Uma flecha sozinha pode ser destruída e mesmo a sua junção pode ser surpreendida a qualquer momento pelo inesperado.

Influenciado por Shakespeare Kurosowa introduz um elemento feminino que nos faz lembrar Lady Mcbeth, aqui assumida em Lady Kaede, esposa de Taro. Ela conduzirá a ambiguidade nos sentimentos e ajudará a precipitar esta tragédia, que é o desmonoramento de um senhor feudal, pois Ran significa isso distiúrbio, rebelião, revolta. Um filme de grande qualidade disponível para requisitar na Biblioteca.