A leitura profunda tem vários benefícios para o cérebro. Aqui fica um breve
vídeo ilustrativo dessa temática:
Fonte: BBC News Mundo (texto adaptado)
Profª Bibliotecária: Ana Cristina Tavares
Espaço de partilha e divulgação das atividades da Biblioteca Escolar da Escola Secundária Rainha Dona Amélia
A leitura profunda tem vários benefícios para o cérebro. Aqui fica um breve
vídeo ilustrativo dessa temática:
Fonte: BBC News Mundo (texto adaptado)
Profª Bibliotecária: Ana Cristina Tavares
O livro é um dos objectos raros, por onde se construíram caminhos, fronteiras que fundaram novas realidades. O livro alimenta a imaginação, cria a fantasia e concede-nos a possibilidade de alimentar novos territórios para uma esperança, feita de mundos alternativos aos critérios da econometria. O livro constrói no universo das ideias, um realismo superior à realidade, pois dá-nos as fronteiras ilimitadas da leitura.
"Se queremos escrever livros a sério temos que aspirar ao silêncio e encher os livros de silêncio. O leitor lê as palavras que não estão lá escritas e no entanto estão lá. O que os livros tratam todos é de uma paisagem interior. E é por isso muito difícil falar deles. É sempre a mesma busca.
"Ler torna o mundo melhor. Como, não sei. Ou seja, sei: de várias formas e cada um encontra a sua. É essa uma das graças dos livros, eles são uma mistura de religião e pequena banditagem. Tal como os bandidos nos filmes, os livros pegam em dois fios e, sem precisar de chave, ligam o carro. Quando são bonzitos, religam o leitor ao cosmos. Quando são mesmo bons, baralham e dão de novo. Um poema pode devolver-nos o sentido da vida. Já um romance é capaz de algo ainda mais importante, como ensinar-nos a namorar melhor.
Os livros são um dos objetos primordiais do que podemos chamar uma civilização. Com eles guardamos a memória e as inquietações anteriores a nós, mas também como eles descobrimos que eles nos fazem pensar melhor, afinal que podemos evoluir como pessoas, como sociedade. Apesar dos múltiplos ecráns estamos muito sós, nas palavras que queremos dizer, na voz que não se ouve. Palavras reescritas de uma respiração que se escuta nal sob um domínio, um ruído dominante dos media e de um poder formatado para os lugares comuns.