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quinta-feira, 3 de março de 2016

Das palavras de Vergílio (XXIII)

Aquele que nunca se tenha debatido com o pensar não consegue reconhecer a verdadeira liberdade da mente, bem como a sua força. É isto que torna o simples pensamento, o mais pequeno dos olhares, o mais leve toque, o mais baixo dos sons, no maior dos dilemas presentes na mente. É nestes pequenos momentos que aparecem incertezas e cabe-nos a nós decifrá-los ou de os deixar com dúvidas.


      João Récio, "Pensar o quê?", 11º C2; Imagem: Copyright - Heidi Berger

Das palavras de Vergílio (XXII)

Descartes afirmava que o pensamento está na essência do Homem e Vergílio dizia, " - não penses muito". Parecem duas ideias contraditórias, duvidosas, sombrias. Até um pouco parvas. Acho que o que Vergílio nos quis dizer foi fazer um apelo sentido e profundo. Um apelo à sensibilidade, ao essencial, a algo instintivo, não premeditado, a fazer o bem, num sentido natural, do modo como respiramos, como seja um dos nossos sentidos.

Não penso!
Não vou pensar.
Não penso, sinto.
Não penso, vejo.
Não penso, respiro.
Não penso, como.
Não penso, ando.
Não penso, não sonho.
Não penso, não vivo.
Não penso, sobrevivo.
Não penso, não existo.

Madalena, "Pensar", 11ºH1
Imagne: Copyright - Amanda Cass

Das palavras de Vergílio (XXI)

O que é viver? Existir já é viver? Quando é que começa a vida?
Existi a partir do momento em que abandonei o ventre da minha mãe, mas ainda não vivi muito.
Tenho momentos em que vivo, são poucos os que me fazem sentir viva. Dezasseis anos e tão pouco vivida, tanto para se viver.
Qual a essência da maçada que é viver? Qual o fundamento? Qual o objectivo?
Talvez não haja. talvez seja para ser descoberto por nós. talvez não seja o mesmo para todos os seres pensantes e vivos.
Eu existo. Vivo. Mas ainda pouco vivi. Espero morrer bastante vivida.

Leonor, "A vida", 11º H1
Imagem: Copyright - BethLandim

quarta-feira, 2 de março de 2016

Das palavras de Vergílio (XX)

Não penses muito. Vive. Pensando crias problemas. Aparecem dúvidas. A vida é curta. Tens de aproveitá-la. Não percas tempo a pensar. Faz o que sentes, o que te faz feliz. Escreve. Redige em palavras o que te vai na alma, escreve sem pensar, mas escreve. E vive. Preocupa-te em encontrar a tua felicidade. A felicidade pura que te faz agir sem pensar nas consequências. Constrói momentos grandiosos. Não penses. Sem pensares, vives melhor.

Inês, "Pensar", 11º C1; Imagem - Copyright: ppixie-deviantart

Das palavras de Vergílio (XIX)

Pensar o quê? Pensar no futuro? Pensar na morte? Pensar na nossa existência? Pensar no que nos rodeia, pensar no que envolvemos com a nossa vida? Pensar em nada. Pensar no que pensamos, perdermo-nos no pensamento. Perdermo-nos em assuntos relevantes, arte, filosofia, política e encontrarmo-nos em aspetos banais. Pensar nas rochas soltas, nas ondas que rebentam e no céu que começa a ganhar tonalidades rosas. Pensar no velho que desaparece na areia e nos pensamentos superfulamente complexos que ocupam a sua mente. Pensar na maneira como ele vê a mesma praia que eu através de uma perspetiva distinta. Eu vejo-o e penso-o. Pensar. Para quê? Para ver as rochas e as ondas e o céu. Pensar para viver. Pensar para existir.

Marta, "Pensar o quê?", 11º H1
Imagem: Copyright - Radin Badrnia

Das palavras de Vergílio (XVIII)

Somos seres galardoados com a possibilidade de viver, de nos exprimirmos, de criarmos a nossa identidade e essência. Temos tanto para fazer, uma vontade imensa de criar e desenvolver os nossos sonhos e esperanças, mas e o tempo? Chega-nos?
Não passamos de uma efemeridade física; um produto que nasce e morre, repetindo-se assim até ao fim dos tempos. Deparamo-nos com este ciclo vicioso. E vale a pena todo o esforço que possamos fazer, se somos tão curtos? Vale! Todos nós precisamos de encontrar a nossa essência, pois todos, inevitavelmente anseiam deixar uma marca no nosso mundo, superando assim o típico "nascer" e "morrer". Precisamos de viver, de largar na realidade e na história a nossa arte pessoal.
Afinal, para quê? habitarmos se não nos demonstramos?
Necessitamos de dar um sentido estético à nossa pessoa, de exprimirmos as nossas vivências e sentimentos e sermos aquele ser... tudo o que soubermos exprimir...

Mariana, "Vida. Esteticismo", 11º H1

Das palavras de Vergílio (XVII)

Respirar. Pensar. Aprender.
Algumas das coisas que o ser humano sabe ser possível, mas de certa forma nunca pensou.
É sinistro, assustador e fascinante saber que nos foi dada esta oportunidade de experienciar algo tão belo como a vida, algo tão simples e ao mesmo tempo tão complexo e impressionante.
Viver é saber, aprender, rir, chorar, pensar, julgar, cantar... é tudo o que nos faz agir e aproveitar o pouco tempo que aqui temos.
O tão pouco tempo em que... em que... de facto são tantas as coisas que se fazem, enquanto vivemos e tantas vezes procuramos uma essência que não sabemos definir. O que é de facto viver? Não sei, tenho apenas de aceitar este desafio e viver com isso.

Filipa, "Estar vivo". 11º H1

terça-feira, 1 de março de 2016

Das palavras de Vergílio (XVI)

Ser em mim. Um sublime nada. Vergílio Ferreira, escritor, filósofo, humano, apaixonado pela solidão, porquê?
Se sozinhos, no vazio temos a tendência inata de lutar para preencher esse vazio, porém, para tal é necessário o vazio da solidão... A distância do mundo, da vida, do real é uma solidão, mas a verdade é que se refletirmos bem, poderemos estar fechados do mundo, no quarto da nossa casa, porém, nunca estaremos sozinhos na turbulência do nosso pensamento.
O humano, ser insignificante num enorme universo pode aprisionar-se do mundo sensível e aparentar viver uma irresistível solidão, porém, este ser está condenado à ideia da solidão, pois vive na barulhenta e incontrolável razão.

Sara, "A solidão", 11º H1
Imagem: © – Liudmila Prokofeva

Das palavras de Vergílio (XV)

O ser humano vive numa roda viva de emoções e nem sempre há espaço para o silêncio. Para parar. Parar. Num mundo onde não há tempo a perder, podemos darmo-nos ao luxo de parar e pensar? Podemos pensar naquilo que somos? Estamos a ser aquilo que queremos, ou somos aquilo que temos de ser? Somos genuinamente felizes, ou apenas nos acomodámos à nossa triste rotina? Paramos para pensar nas pessoas com que nos cruzamos e naquelas que permanecem na nossa vida? 

Temos de nos ouvir, temos de ouvir o silêncio, temos de ouvir a noite. É triste que o ser humano apenas reflita sobre a sua vida nas intermitências da morte... É triste.

Maria, "Silêncio da noite", 11º C2
Imagem: Copyright - Lucynda Lu

Das palavras de Vergílio (XIV)

Eu chamo-me pairar,
Uma pessoa que não quer pensar,
Que se deixa viver sem argumentar,
Vive a pairar.

É um método legítimo de viver,
Cada um é e faz como bem entender,
Mas algum dia há de ser,
Há de se aperceber,
Que não pensar não é viver.

Não há vida sem pensamento,
Vida assim não tem fundamento
Vida sem acento.

Pensar...
Pensar, Pensar, Pensar...
É quase como princípio escolar!
Não há como falhar.

Mas há aqueles casmurros,
Que acham uma maçada pensar,
Para isso felizes seriam sendo portas ou muros.

Maçada?
Não pensar.
Pensar? Viver.

Maria, "A maçada de pensar", 11º C2
Imagem: Copyright - Boris Bajcetic

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Das palavras de Vergílio (XIII)

Viver é tão relativo como o belo. Não posso estar viva se não tenho razões para viver, apenas sobrevivo. Estar vivo é difícil, viver é difícil. A maioria das pessoas apenas sobrevive neste mundo. Ficam presas à rotina e não contemplam o que a Terra tem de melhor. Um ator, de que eu gosto muito, ensinou-me que devemos aproveitar a vida ao máximo, "sugar o tutano da vida", aproveitar o dia como se fosse o último - "Carpe diem".Eu  estou vivam eu vivo cada dia como se fosse o "úktimo dia bom". O sentido da vida é encontrar a razão para a viver.

Marta, "Estar vivo", 10º C2

Das palavras de Vergílio (XII)

Todos nós pensamos. Todos os dias pensamos sobre as coisas que nos rodeiam. A dúvida consiste naquilo em que pensamos. Na forma como interpretamos o nosso pensamento e o pensamento dos outros. Mas será que o pensamento nos leva a uma conclusão direta? Por vezes não. Por vezes o pensamento leva-nos a não encontrar uma conclusão, leva-nos a um mistério, a uma indeterminação.

Inês, "Pensar o quê?", 11º C2
Imagem: Copyright - Azuto

Das palavras de Vergílio (XI)

Afundando-me na minha profunda tristeza e procurando aquela felicidade que nunca conheci, olhando para o céu azul e ouvindo a música do país frio, tendo esperança que um dia consiga libertar-me da minha solidão, tendo consciência que o meu desejo mais forte pode não ser razoável, olhando para o céu azul e ouvindo a música do país frio, penso que um dia aparecerá um fabuloso sorriso, bem carinhoso. Nesse dia, o meu desejo mais forte será realizado e sairei da minha profunda solidão.

Rugiatu, "A solidão", 10º C2

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Das palavras de Vergílio (X)

O silêncio estala no ar branco, os pássaros calam-se na sombra das ramadas. O silêncio da noite, o momento verdadeiro, pensativo, tranquilo. A ausência de som e a presença de humanidade, de pensamento. O silêncio no qual apenas se ouve a voz da terra, do profundo interior, do espírito, da verdade, da divindade do homem. Este breve momento no qual o sujeito é completamente íntegro. Reflete, julga, interpreta-se. Procura a autenticidade e a procura de respostas. O silêncio da noite é o que nos faz ser realmente humanos, racionais e ter sentimentos.

Inês, "Silêncio da noite", 11º E2; Imagem - © : ambientwalrus

Das palavras de Vergílio (VIII)

Uma das principais ferramentas do ser humano é o ato de pensar. Desenvolvemos o nosso raciocínio, abrimos o nosso horizonte e não ficamos tão "fechados" no nosso pensamento e, de certa forma, o diálogo ajuda-nos a libertar e a partilharmos as nossas ideias com o mundo. Agora, quantas vezes o pensamento já foi o nosso inimigo? Virou-nos as costas quando mais precisávamos. Ficámos baralhados com o excesso de palavras que flutuam na nossa mente, e deixamos que elas tomassem conta de nós. Muitas das vezes não é necessário pensar muito, deixar apenas que a nossa fé e alma tomem o rumo da nossa vida, pode ser um dos pilares para a nossa felicidade.

Mariana, Não penses muito", 11º A1
Imagem - Copyright: Inna Blar

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Das palavras de Vergílio (VII)

A solidão é algo inexplicável, quando se sente.
É o cansaço.
É abandono.
Nada parece real.
Parece um breve momento.
Nunca acaba.
É uma sala escura. Por entre a ranhura da porta vê-se um risco de luz, como se estivéssemos presos num canto.
Como se abríssemos a boca, mas nada saísse.
Ninguém que nos ouve. Estamos sós.
É um beco sem saída, sem rumo, sem sentido.
É o desespero total, é a alma vazia. É um buraco sem fim, onde caímos na tentação de procurar a felicidade. 
Caímos, e não batemos no fundo. Caímos, caímos, mas nada parece funcionar. 
Não nos sentimos como antes, estamos sem a doce voz que nos conforta antes de dormir.
É a falta de integração.
É uma sociedade distante.
É um sorriso baço e desfocado.
São olhos penetrantes.
É uma estrada com curvas sem fim.
A consciência está num ciclo sem fim.
Nada faz sentido.
Estamos sós.

Mercês, "A solidão", 10º C2

Das palavras de Vergílio (VI)

Não penses muito num mundo onde o pensar não te ajuda, não te une,... Não penses muito num tempo onde um porquê básico completa o teu desejo, te guia... Utiliza essa capacidade, essa atitude, essa garra, para mudar o que ainda não mudaste, fazendo o que ainda não fizeste e, talvez, atingir aquilo que ainda não atingiste. Usa essa "digestão" da tua mente para resolver o que precisa de ser resolvido, para o que se apresenta como realmente importante, ultrapassando "as pequenas pedras" que te impedem de começar e te obrigam a pensar no que não precisa de ser pensado, segue o "não penses muito" e pensa só no que verdadeiramente importa, pensa por ti.

João Saúde, "Não penses muito", 10º C2
Imagem: © – m-ban. – 白の習作。

Das palavras de Vergílio (V)

Silêncio da noite, quando tudo é nada.
É no silêncio da noite que te soltas, é nesse silêncio que por nulos segundos tu és tu. 
É nesse silêncio que tu te ouves, que te fazes sentir.

No silêncio da noite consegues sonhar, consegues pensar, sem que te seja criticado alguma coisa.
É no silêncio da noite que falas com quem te ouve mas não te vê, é nesse silêncio que essas pessoas são o teu meio mais reconfortante.

No silêncio da noite fazes as tuas maiores decisões e tens as tuas melhores ideias.
Silêncio da noite, este que me ouve.

Maria, "Silêncio da noite", 11º A1

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Das palavras de Vergílio (IV)

É durante a noite que o mundo cai a nossos pés, quando a perceção da vida nos aparece clara e distintamente. É na paz do silêncio que nos encontramos e encaramos a vida, aquilo que temos de enfrentar. No silêncio da noite, quando estamos sós, podemos pensar e temos a oportunidade de sentir com mais intensidade. Não existem distrações. 

Existimos apenas nós e a nossa vida: as mágoas, os arrependimentos, as tristezas sem fim; o que a vida representa para nós e a oportunidade de nos guiarmos através dela.
Existem as nossas ações e os nossos sonhos.

É no silêncio da noite que ganhamos coragem e que podemos ser nós próprios, tomar as nossas decisões. É no silêncio da noite que nos apercebemos da realidade e de tudo o que perdemos. É também no silêncio da noite que compreendemos a nossa felicidade e o que a vida nos ofereceu.

Catarina, "Silêncio da noite", 11ºC1
Imagem: Copyright - Beyond-Somewhere


Das palavras de Vergílio (III)

Na noite o silêncio é mais puro.
(...) "Silêncio da noite",11º C1; Imagem - Noite estrelada - Vincent van Gogh