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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Conteúdos na rede (Uma obra de arte por dia) - (IV)

Uma obra de arte por dia - Interpretar o real!
A terminar o mês, ainda Amadeo de Souza-Cardoso!
A Imagem Irradiante parece-nos um foco de luz que ele próprio descreveu em palavras, essa iluminação da alma oculta. Amadeo foi mais que um pintor, foi uma figura fascinante que importa conhecer melhor, pela correspondência que deixou e que aqui se deixa um exemplo:
"Ontem falei no espelho, o que me sugere
hoje a ideia de falar na imagem.
Mas não é a imagem reflectida que
eu quero acentuar, é a imagem
irradiante, aquela que poderei
comparar ao disco do sol que ilumina e aquece.
A imagem do espelho
é aparente, exterior nunca
por ela pode decifrar um
só traço daquilo
a que eu chamo a minha
alma oculta.
Ao passo que a imagem
irradiante é a que como
o sol se infunde
para nos iluminar a tal
alma oculta".
Amadeo de Souza-Cardoso (2008). Catálogo Raisonné. Lisboa: Assírio& Alvim, p. 37
Pintura – Guitarra, Cera s/ tela, 35 x 29cm, c.1916
Doação de D. Lúcia de Souza-Cardoso
‪#‎Umaobradeartepordia‬

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Conteúdos na rede (Uma obra de arte por dia) - (III)

Uma obra de arte por dia - Interpretar o real!
Edgar Degas é em certo sentido um dos representantes do movimento Impressionista. Desenvolveu a sua atividade na segunda metade do século XVIII e primeiros anos do século XIX. Com Monet, Cézanne e Renoir, Degas e outros pintores procuraram apresentar as suas obras a público nascendo uma forma de representação que marcaria a pintura no século XIX. Embora o Impressionismo tenha cultivado a arte de pintar ao ar livre, a vida real observada Degas procurou mais a ficção nas suas representações pictóricas e a sua pintura foge às características tradicionais do Impressionismo. Participou em exposições do grupo, mas as suas cores e temáticas fugiam um pouco ao que os restantes elementos faziam e procurou desenvolver um sentido de vanguarda. Na sua pintura as personagens desenvolvem-se em atmosferas muito expressivas, de um realismo notável e com uma capacidade de nos comunicar emoções de forma brilhante.

Edgar Degas, Bailarina no palco, 1878
Musée d'Orsay, Paris
#Umaobradeartepordia

terça-feira, 7 de junho de 2016

Conteúdos na rede (Uma obra de arte por dia) - (II)

Uma obra de arte por dia - Interpretar o real!

A Primavera, quadro de 14470/80 de Sandro Botticelli é uma das referências da Arte do Renascimento. Quadro de extrema beleza, onde vemos as Três Graças e Flora com o seu vestido florido. É um quadro de memória da escola de Florença, das atmosferas delicadas. O quadro tem um significado filosófico relacionado com a simbologia da Primavera. Botticelli na fase final da sua vida abandonou este tipo de pintura, por influência de Savoranola, e embora perdesse popularidade por esses anos finais (início do século XVI) foi recuperado no século XIX como um pintor de grande nível.

SAndro Botticelli, A Primavera (1470/80) 
Galleria degli Uffizi - Florença
#Umaobradeartepordia

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Conteúdos na rede (Uma obra de arte por dia) - (I)

Uma obra de arte por dia - Interpretar o real!


As estátuas são formas humanas onde fazemos repousar um sentido de perfeição, uma pureza de linhas capaz de guardar no tempo os nossos ideias de beleza, a revelação de emoções que queremos exprimir em dias mais sucessivos que a vida que nos é dada viver. Ter sido é a referência da posteridade, essa incapacidade de admirar o exposto sem se saber realmente como se foi, o quanto se foi. Mas isso pouco importa para os admiradores do futuro, os que vierem de séculos por nascer. Por agora vive numa eternidade, este nu brilhante desenhado na pedra como uma carícia continuada de mãos e pó deslizando em formas construídas. A estátua é um momento de solidão, o contorno das emoções desenhadas na pedra, a perfeição de um sentido vivo, imaginado, pensado. A estátua oferece-se à eternidade como a plenitude de um momento sagrado, quando a beleza apenas existia. Quando a vida se aproximava só, ainda sem tentações de tempo. A estátua tem múltiplas vidas, desde que se vai formando pela mão do escultor que compreende o seu material, o formaliza em conceitos de substância até que ela própria ilumina o real e a vida dos que a contemplam. A estátua estará exposta ao ruído do mundo, às tentativas devoradoras do tempo e como a vida de qualquer humano sofrerá adoração, admiração ou indiferença.
Estátua de David (1504) – Miguel Ângelo, Galleria dell’Accademia, Florença.
#Umaobradeartepordia