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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A vida humana (V)

O Documentário que é espelho da humanidade

O documentário “HUMAN” é a forma da humanidade se expressar como um todo! Engloba vários pontos de vista de variadíssimas culturas e de muitas e muitas pessoas! Talvez seja por isso que enquanto o visionava sentia que fazia parte de algo, parte de uma coisa mil vezes maior do que eu, sendo a generalidade a diferença! São duas mil e vinte entrevistas, em sessenta e três idiomas e de setenta países diferentes que falam sobre o amor, as mulheres, o trabalho, a pobreza, a guerra, o perdão, a homossexualidade, a família, a vida após a morte, a felicidade, a educação, a deficiência, a corrupção e o sentido da vida.
Neste documentário, não existe uma resposta igual a outra. Cada uma das pessoas que fala é memorável, é especial, é única. Resumindo, cada um destes testemunhos se destaca porque é diferente! Aprendemos com as pessoas que falam e, apesar de não as conhecermos, sentimo-nos ligados a elas!
Mostra o que ouvimos falar nas notícias ou nas redes sociais, mas desta vez sem ser distorcido, desta vez é a verdade nua e crua sobre o que é a humanidade! Depois de vermos este documentário,  ficamos a pensar que talvez devamos mesmo cuidar dos que nos rodeiam porque um dia eles não vão cá estar! Eu apercebi-me que os meus atos têm consequências para as pessoas do outro lado do mundo!
O “HUMAN” abriu-me os olhos para esta realidade que é a humanidade e, na minha opinião, penso que a temos de preservar! O “HUMAN” mostra que qualquer um de nós é capaz de fazer a diferença por muito difícil que seja! Deu esperança aos que nele participaram e mostra que neste mundo, que por vezes parece que está perdido, existe, e existirá sempre, algo que permanecerá igual, a singularidade de cada um dos que constitui a humanidade!

Teresa d’Orey

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A vida humana (IV)

Queremos a Bonança

Já notaram que tudo o que acontece de bom é precedido por um período, não diria mau, mas menos bom? Depois da tempestade vem a bonança, é o que dizem. Nós queremos é a bonança.
Já paraste para pensar que só queres a bonança porque há uma tempestade? Quem sabe, talvez não houvesse bonança sem tempestade, ou nem sequer repararíamos na bonança se não vivessemos a tempestade. O tempo de festa é precedido por um tempo de abstinência, o tempo de vida é precedido por um tempo de sacrifício. O tempo de festa e de vida é o nosso real desejo, no entanto, um observador atento reparará que o tempo de sacrifício não é um mau tempo, aliás, encontrará nele algo profundo, essencial para preparar e viver o tempo de abundância. Se todos os tempos fossem de festa, acabaríamos por não valorizar nenhum tempo, todo o tempo seria igual, e perderíamos a alegria de viver.
Não digo para nos atirarmos de cabeça para os tempos de cinto apertado. Reparem que eles acontecem naturalmente.
A primeira estação do ano é o Inverno, que precede a Primavera.

 Madalena Quintela, ex-aluna

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A vida humana (III)

Fevereiro, tempo de ser melhor pessoa, de encontrar os outros, de ser mais irmão, de construir pontes e renovar o olhar que pode ser mais humano, mais valente, mais além de cada um. Um abraço corajoso às feridas, às causas e às razões de ver, dizer e mudar. Ao privilégio de saber ter esperança.

Alepo, o novo sigle do Xutos e Pontapés
 Foi lançada, nas últimas semanas, em jeito de comemoração do 38.º aniversário, a nova música dos Xutos e Pontapés, intitulada Alepo, um tributo à mais martirizada cidade síria pela guerra.
À primeira vista, considero que a nova criação da banda é um grito de preocupação e protesto contra a situação devastadora que se passa em Alepo. Toda a canção apela à consciência do Homem, fazendo-o sentir o sofrimento do povo sírio.

Em relação à letra, sabe-se que é inspirada nas frases da conhecida rapariga síria, Bona. Que descrevia no twitter o que se passava à sua volta, em Alepo. A característica mais gritante é a existência de versos profundos e moralizadores, como por exemplo Diz-me tu se fores capaz/Como se canta pela Paz, que antecedem o refrão. No entanto, noutras partes da canção, aparecem versos soltos e a despreocupação com a rima é de tal modo propositada que, por algumas vezes apenas, parece que estão a dizer as consequências da guerra em voz off, com a melodia lenta típica do rock português a acompanhar.

Outro dos aspetos negativos diz respeito à produção do videoclip, considero o uso das imagens do sofrimento das crianças e dos adultos de Alepo para efeitos comerciais uma situação abusiva, pois viola a privacidade do povo em sofrimento.
Não obstante estes aspetos negativos, creio que a música é um testemunho efetivo e concreto de compaixão, o qual apoio totalmente, pois no fundo diz ao mundo que o povo português não é indiferente a este drama que flagela um povo há cinco anos e que parece não ter fim.

João Oliveira, n.º 11, 10.ºC1

A vida humana (II)

"Alepo
sei o que fazer,
sei o que dizer,
não tenho casa
ferido e com medo
não durmo há algum tempo
debaixo de fogo
sem abrigo
cada minuto parece a morte

- quero viver!

a neve cai
estou doente
não tenho água limpa
não tenho remédios
vai piorando
a cada hora que passa
vai matando
mais depressa do que uma do que uma bomba
Alepo, Alepo
cada minuto parece a morte

- quero viver, não quero morrer!

procuro abrigo entre os escombros


sombras trazem
feridos em ombros
e de repente
estala uma AK
vomita cápsulas enquanto mata
- quero viver, não quero morrer!


Alepo, Alepo
quando é que acaba a matança
Alepo, Alepo
decapitaram até esperança
Alepo, Alepo
diz-me tu se fores capaz
Alepo, Alepo
como se canta pela paz."

A vida Humana

Uma ideia para os próximos meses com a regularidade possível. A da imaginação, e a de pensar os outros, de estabelecer essa relação com o outro, a fonte da cidadania, o que Hannah Arendt sublinhou como a ponte para a existência humana, o pensamento.  O que pensamos e o que sentimos sobre o que somos, a Humanidade que nos compõe e os outros, o que sentimos com eles numa viagem feita num espaço único, o universo que nos foi oferecido? 
Com esta etiqueta (Direitos Humanos (16/17) falaremos no fundo de nós. Publicaremos materiais, textos, explorando ideias e deixando as palavras possíveis. Aquelas que o pensamento nos permitir construir, a dos alunos e a de todos os que quiserem colaborar.