Mostrar mensagens com a etiqueta Semana da Leitura 2017. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Semana da Leitura 2017. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Semana da leitura (VII)

"Um dia, eu disse: vamos brincar à beleza das coisas que se pensam, como as que se lêem. Porque as coisas que se lêem precisam de ser pensadas. E ela perguntou: as que existem ou as que não existem? E eu disse: todas. As coisas todas que pudermos imaginar." (1)

A última publicação que deixamos é talvez o momento  que mais importa numa Biblioteca. A realização de uma atividade de partilha de leitura e compreender pela sua evidência que são as pessoas e neste caso os utilizadores de uma Biblioteca o que mais importa. O tempo dos fundos documentais passou um pouco, pois importa privilegiar a utilização colaborativa do espaço.

Ainda da semana da leitura, o registo de uma atividade de leitura com alunos do 8º ano. Uma atividade modesta, mas que nos devolve uma ideia que é preciso cultivar, como algo precioso, fazer acreditar os mais novos que os livros são objetos que acontecem dentro nós, que fazem nascer mundos, que podem nos ajudar a desenhar algo de belo em nós e na identificação do mundo. E sobretudo, que eles são instrumentos preciosos que nos levam ao pensamento. Eles nos conduzem ao nosso próprio interior.

(1) Valter Hugo Mãe. (2015). "O rapaz que habitava os livros". Porto: Porto Editora, página 95.

Semana da leitura (VI) - Peregrinação

"– De quem gostas mais homem solitário? De teu pai, de tua mãe, de tua irmã, ou irmão?
– Não tenho pai, nem mãe, nem irmãos.
– Dos teus amigos?
– É uma expressão de que não sei o sentido.
– Da tua pátria?
– Não sei onde está situada.
– Da beleza?
– Amá-la-ia se a conhecesse, e a sua imortalidade.
– Do oiro?
– Odeio – o tanto como vós a Deus.
– Então que amas tu, singular estrangeiro?
– Amo as nuvens… as nuvens que passam… lá longe… as maravilhosas nuvens! "(1)

Podemos juntar os elementos e sonhar com um movimento. Fundir na montanha uma elevação, como quem se eleva, como quem se prepara para uma tempestade e ainda assim desenhar uma transformação. Foi isso que Félix Tournachon ou Sarah Bernhardt tentaram cumprir, viajar perto do sonho, experimentar o balonismo, aceder às zonas perto das mais “altas regiões”. Os balonistas foram construtores de um impensado, mensageiros das nuvens, definiram-se como aeronautas e deram ao seu tempo um instante da mais bela forma de liberdade, a que se compatibilizava com os elementos na atmosfera. 

Victor Hugo considerou essas experiências do balonismo como nuvens à deriva; essas personagens mensageiros das nuvens, actores de um progresso, de um milagre que desafiava tudo. Tournachon dedicou-lhe a vida e registou nas suas tentativas do balonismo um ideal de modernidade, um mundo novo feito da fotografia, da electricidade e da aeronáutica. O mensageiro das nuvens era um revolucionário, não o dos programas políticos, mas o que desafiava o próprio sentido da realidade, o fundamento de pássaros e anjos. Sarah Bernhardt, a actriz de fim de século, mulher de emoções e aventuras ao realizar experiências de balão definiu essa liberdade suprema nestas palavras, “não há silêncio, mas sombra do silêncio”(2). Tournachon descobriu como mensageiro das nuvens uma felicidade espacial de silêncio, onde as pobres forças humanas estão ausentes, e onde uma verdadeira dimensão da saúde se concretiza no corpo e na alma. Deixou-nos essa expressão de sabedoria “a altitude reduz todas as coisas às suas proporções relativas à Verdade”. (2)

(1) – Charles Baudelaire. (2007). “O estrangeiro”, in Poemas em Prosa. Coimbra: Alma azul. Imagem: © – 雨アガル。
(2) – Julian Barnes. (2013). Níveis de vida. Lisboa: Quetzal.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Semana da leitura (II) - A escola a ler

Semana da leitura (V) - Peregrinação [Peregrinação X]

Para mim, peregrinação é um caminho religioso feito a pé por cristãos para demonstrar a sua fé. Em Portugal toda a gente conhece esta palavra, como um caminho feito até ao santuário de Fátima realizado pelos peregrinos. A peregrinação pode ser a realização de uma viagem e não ser religiosa, desde que seja um caminho com um sentido, em busca de algo.
Peregrinação é quase sempre um sinal de fé.
Peregrinação é um caminho a pé em busca de si mesmo.
........, N.º .., 7.º4.ª
.....

Peregrinação significa caminhada. Nos nossos sonhos embarcamos numa peregrinação pelo caminho que mais gostamos, como gostamos e com quem mais gostamos. Aí tudo parece perfeito, até um dia em que acordamos e percebemos que a verdadeira peregrinação começa. Largamos tudo e todos para seguir em frente nesta longa caminhada que é a vida.
Uma longa peregrinação com momentos maiores do que outros, mais perigosos, mais sentimentais. mas ainda assim , a peregrinação continua. Com ela aprendemos lições que iremos levar mesmo na morte, até voltarmos à vida outra vez. 
........, N.º .., 7.º4.ª
.....

Peregrinação... o que me suscita na cabeça quando ouço esta palavra?
Milhões de pessoas que largam tudo durante dias, semanas, até mesmo meses para chegarem ao encontro de Deus. Do Minho a Fátima só para ver o Papa no centenário... Em grupo, ou até sozinhos...
Pessoas que chegam ao seu destino estafados, sem força nas pernas, sem fôlego, mas com uma coisa que não se perdeu na caminhada, a fé.
Cada pessoa que faz uma Peregrinação, de certeza que tem fé a transbordar no coração.
Luís Marino, N.º 17, 7.º4.ª
.....

Quando dou uma volta ao mundo vejo o que se passa. o que me rodeia. Eu peregrino até ao futuro, vou desde o que estou até ao que vou ser. Não posso deixar de peregrinar por aí, sozinha, fazer algo que não se vê, que apenas nós vemos. No outro mundo a viagem é maior, enfrentar sozinha, a minha mente, o meu coração.
Descobrir o que vai e o que vem dentro de mim.
A viagem não me deixa sozinha.
A viagem espera por mim, o mundo está  a ver-me, pois faço parte dele, não posso esperar, tenho de ver o que há à minha volta.
Sim, eu peregrinei e vou peregrinar.
........, N.º .., 7.º4.ª
.....

Semana da leitura (IV) - Peregrinação [Peregrinação IX]

Cada pessoa pode interpretar a palavra “peregrinação” à sua maneira. Umas podem interpretar sendo um caminho de natureza religiosa, como um modo de meditar.
Para mim a peregrinação mais importante é aquela que é feita com o espírito, fora do mundo material. Na minha opinião se toda a gente peregrinasse “na sua alma”, o mundo tornar-se-ia num lugar melhor para o ser humano residir.
Rui Eduardo Reis Félix, N.º 27, 7.º4.ª
.....

Para muitos esta palavra peregrinação tem a ver com um local específico, Fátima, um local de oração. Peregrinação para mim, significa muito mais, pois toda a gente tem um objectivo de vida. No fundo, na vida há quem se perca no seu caminho e todos temos de o descobrir. Assim, peregrinamos para nos descobrirmos.
……………, N.º …, 7.º4.ª
….

A peregrinação para uns é ir a um local de culto, um santuário, como Fátima e exprimir a sua religiosidade. Para outros, ela é uma viagem. Para mim, ela é uma palavra estranha que significa igualmente viagem. Mas viajar para onde? Para quê? Uma viagem para descobrirmos quem somos ou simplesmente ir de um país para outro. Uma viagem em busca de amor, ou de uma família, de um filho, ou de uma esposa. Mas para quê peregrinar se temos tudo aqui perto de nós?
Patrícia S., N.º …, 7.º4.ª
…..

Peregrinação é realizar um caminho que nos faz sair da chamada zona de conforto, ir em busca de um sentimento mais profundo, algo que nos preencha, que nos leve longe e procurar um bem-estar interior.
Margarida Lopes, N.º 18, 7.º4.ª

…..

Semana da leitura (III) - Peregrinação [Peregrinação VIII]

O meu último ano tem sido uma viagem, não no espaço, mas no espírito. Todas as experiências que tenho vivido, desde viagens e diferentes lugares e feitas com diversas pessoas levaram-me a construir uma viagem interior. Essa viagem interior, que poderia chamar Peregrinação ajudou-me a crescer e mudou a minha perspectiva, em relação ao que se passa à minha volta.
Penso que todos nós devemos ver as experiências que temos e o que vivemos, como uma viagem na qual aprendemos a viver o melhor possível e a descobrirmos o melhor de nós mesmos.
Tomás Teixeira, 11º A1, Nº 20
.....
Toda a nossa vida é uma Peregrinação, uma viagem. Alguns de nós têm a sorte de ter uma bússola para se guiar, outros acabam por se perder. Alguns são "transportados" ao longo da viagem, outros têm de caminhar com os próprios pés. A verdade é que existem muitos caminhos, mas poucos nos levam ao destino certo. Aliás, será que somos nós que escolhemos o nosso destino?
Talvez, já esteja tudo "programado" por algo superior a nós. Podemos decidir caminhar sozinhos ou acompanhados? Será essa escolha feita por nós, ou por algo que nos é exterior?
Acho que existe um círculo de elementos que nós controlamos e outro à nossa volta que nós não controlamos.
A nossa missão nesta vida é esforçarmo-nos para chegarmos ao destino que nós queremos, e parar as vezes que for preciso, mas nunca desistir. Devemos ter uma atitude de abertura e descontraída face aos nossos problemas., pois existem pessoas com dificuldades bem superiores às nossas.
Rita Barata, 11º A1, nº 15
.....
Nós podemos viajar de várias maneiras. Viajar espiritualmente, fisicamente ou na na nossa imaginação. Durante os nossos sonhos nós viajamos para um outro mundo criado por nós, pelo nosso subconscientem, criando espaços, narrativas, histórias. Desta maneira não viajamos no sentido em que nos deslocamos, de um sítio para o outro. Deste modo o nosso corpo continua no mesmo sítio, enquanto a nossa mente nos transporta para um outro sítio diferente. Durante a nossa vida nós viajamos, não só nos sonhos, mas também fisicamente, Quando viajamos para outro país, aprendemos sobre a sua cultura e costumes, expandindo assim a nossa mente, sendo isso também uma forma de viajrmos interiormente. Na nossa vida experienciamos vários acontecimentos que nos ajudam a nos construir interiormente, viajando pela nossa mente e criando princípios e ideias que nos fazem como pessoas, nos fazem a nós próprios.
Lúcia Oliveira, 11º A1, Nº 10
...