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sábado, 18 de novembro de 2017

Exposição - Arte e Alimentação

Na semana da alimentação (16 a 20 de outubro) montou-se a exposição "Arte e Alimentação" com trabalhos dos alunos do 11ºA1 e 12ºA1. Esta exposição esteve em exibição até ao passado dia 13 de novembro, quando começou a ser montada a exposição "A cultura científica na ESRDA". A exposição "Arte e Alimentação" foi visitada por centenas de alunos, professores e funcionários da ESRDA, que manifestaram admiração pelo excelente trabalho realizado por estes alunos. Agradecemos aos Encarregados de Educação que se disponibilizaram para ver ao vivo o trabalho dos seus educandos. Deixamo-vos agora algumas fotografias desta exposição para que, também aqui, possam apreciar o resultado de um trabalho de grande qualidade desenvolvido pelo Departamento de Artes. Por isso, quero também aqui deixar os meus sinceros parabéns aos professores e alunos de Artes da ESRDA.








sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Semana de alimentação.

Chegou ao fim este evento organizado pela Biblioteca Escolar, Núcleo para a Saúde Escolar, Equipa da Cozinha Experimental e contributos de diferentes departamentos. Ficam algumas fotografias do evento.
















domingo, 15 de outubro de 2017

Semana da Alimentação

No dia 16 de outubro, celebra-se o dia mundial da alimentação. A Biblioteca ESRDA, conjuntamente com o Núcleo de Saúde Escolar, Equipa da Cozinha Experimental e contributos dos diversos departamentos da escola, organizou um vasto programa de eventos. Entre eles destacam-se:

1) Atividades de Leitura na BE dirigida a algumas turmas do 7º, 8º e 9º ano (Almoço Literário);
2) Encontro com o professor Galopim de Carvalho (À Mesa com o professor Galopim);
3) Feira do Livro dedicada ao tema da alimentação, gastronomia, História da Alimentação, Literatura, entre outras temáticas.
4) Exposição de trabalhos do 12º A1.
5) Debates de Filosofia sobre opções alimentares.
Participa!




terça-feira, 16 de maio de 2017

Peregrinação (III)

Peregrinação: que palavra, que imagem, que sonho, que viagem, que pensamento nos conduz por esta palavra? Espinoza dizia que o sentido das coisas derivava de uma proximidade de realidade entre elas. Escolhemos então o que nos aproxima de muitas coisas, do mundo, dos outros. Como o fazemos? Com que linguagem?
#1 – Peregrinação:
 A Peregrinação é uma caminhada à procura do sentido das coisas”
 Luísa Ribeiro Ferreira

#2 – Peregrinação:
 Peregrinação é uma palavra de origem latina que se escrevia, “per agros”. Peregrinação significa a realização de uma viagem por terras distantes ou não conhecidas. Na verdade todos somos estrangeiros. Camus falou num sentido ontológico, mas o próprio Jesus o disse” Eu não sou deste mundo.” 
E nós seremos deste mundo? Pode-se ser um viajante e ir de encontro a um destino previamente traçado. Pode-se ser um flaneur, aquele que caminha, sem saber onde vai chegar. Peregrinação é outra coisa. É realizar uma viagem como um nómada pelo silêncio da paisagem. Assim, a Peregrinação é um caminho para encontrar a nossa própria vida, o encontro com a nossa natureza mortal.

#3 - Peregrinação:
A Peregrinação é vista como uma viagem. Nesse sentido essa viagem é uma metáfora do que vivemos, é como o reconhecimento do mundo, nós de encontro aos nomes das coisas, por nós dados e sentidos. 

Imagens: Copyright - .....
Autor do texto: - Profº Bibliotecário - Luís Campos -

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Encontro com o escritor Tiago patrício (II)




No dia dois de dezembro duas turmas do ensino secundário tiveram a oportunidade de se encontrar com o escritor Tiago Patrício. O encontro realizou-se na Biblioteca e foi dinamizado pela Professora Filipa Barreto e por um jornalista do JL (.........). Falou-se do percurso humano e literário de Tiago Patrício e da sua experiência de duas décadas como habitante de uma aldeia em Trás-os-Montes. Este universo serviu de base ao livro lido pelos alunos, justamente Trás-os-Montes. Foi o primeiro encontro deste ano letivo, neste projeto Leituras com futuro que é uma comunidade de leitores ligados à disciplina de Literatura Portuguesa. A sessão foi muito interessante pelo conhecimento e discussão de um universo desconhecido em pormenor pelos alunos. A leitura realizada permitiu colocar questões pertinentes que serviram de base ao conhecimento de uma região, mas também ao universo literário de um escritor.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

O primeiro modernismo - As vanguardas

Eu trago sempre comigo ilusões, uma juventude forte e inquieta [...] A vida deu-me um destino a cumprir.

A Biblioteca irá promover uma exposição e um conjunto de atividades que vão procurar relacionar Fernando Pessoa e a arte o seu tempo, justamente as Vanguardas. Falaremos do Orpheu, do modernismo como movimento cultural e estético, de Pessoa e da sua poesia, de Almada Negreiros e daremos um destaque significativo a Amadeo da Souza Cardoso. Ele será com Pessoa o centro dessa produção de materiais e de divulgação poética e artística. 

Amadeo de Souza-Cardoso foi uma das figuras mais importantes da pintura portuguesa do século XX e deixou um marco expressivo na cultura portuguesa, pelas possibilidades que criou na formulação das ideias e de como estas poderiam recriar horizontes novos. Sentimos nele o valor do movimento modernista, que conhecemos com a revista Orpheu e com Pessoa, mas chegamos a fronteiras diversas, a que levaria ao expressionismo e ao cubismo. Na verdade, Amadeo inspirou-se no seu meio geográfico, de onde colheu formas e cores a que daria plasticidade com o que encontrou em Paris, para onde partiu, em 1906. 

Manuel Laranjeira, definiu-o como “um artista no significado absoluto do termo" e vemos nele uma força criadora de grande significado, uma preocupação com o trabalho produzido, a superação dos valores burgueses que ele conhecia, a dimensão artística da arte, como forma de transformar o mundo e a vida. 
Amadeo nasceu em Amarante, a 14 de Novembro de 1887, pertencendo a uma numerosa família, com bons recursos económicos. A sua passagem por Espinho permitiu-lhe conhecer Manuel Laranjeira que o incentivou na prática do desenho, que ele explorou, quando entrou em Belas Artes, em Lisboa, em 1905. Em 1906 parte para Paris, onde irá dar continuidade aos seus estudos. A ilustração que se praticava em Paris, fê-lo abandonar a arquitectura, tendo-se dedicado ao desenho de forma plena.

Esta frequência do espaço parisiense deu-lhe a conhecer figuras que o ajudarão a definir-se, como Eduardo Viana, Anglada-Camarasa, ou ainda Gertrude Stein. Em Paris, Amadeo conhece de perto o movimento modernista, aproximando-se de figuras que em diferentes geografias da cor, lhe vão permitir tornar-se o grande pintor que foi. Internacionaliza-se, realiza mostras da sua arte. Primeiro, em 1912, no Salon des Indépendents, e em 1914 no Salon d’Automne.  
Os seus contatos permitem-lhe integrar exposições, fora do circuito de Paris. Participa no Armory ShowExposição Internacional de Arte Moderna, que se realiza em Nova Iorque, Chicago e Boston. Integra o catálogo de Arthur J. EddyCubist and Post-Impressionism, onde se realça a sua plasticidade e cor. Também na Alemanha participou no  I Herbstsalon de Berlim. Passará também por Portugal, com duas exposições, onde vinha na época de verão. 

Amadeo procurou agitar o meio artístico português, com as ideias do manifesto do Futurismo, de modo a romper velhas estruturas, mas o seu sucesso foi limitado. O campo estético não lhe foi favorável e apenas contou com os apoios públicos de Pessoa e Almada, aquando de uma das suas exposições. Morreu em Espinho, em Outubro de 1918. É uma das grandes figuras da História Contemporânea, mas à semelhança dos seus amigos do Orpheu, as suas ideias não foram integradas num país ausente da si próprio. E essa é uma das chaves da permanência do País, pelo esquecimento e pela sua marginal participação numa civilização de desenvolvimento humano. 

terça-feira, 19 de abril de 2016

Memória de Darwin

Desde os Gregos que o Homem procura compreender a sua natureza, mas também o que o envolve, o meio natural. No fundo compreender o universo através de equações que possam ser sistematizadas pela razão. Entre os criadores e pensadores de diferentes tempos que contribuíram para o alargamento da Ciência, um tem especial destaque, Charles Darwin.

A 19 de abril de 1882 celebra-se a memória de Charles Darwin, um naturalista e biólogo inglês que revolucionou o modo como o século XX viria a ver o mundo. Desde cedo Darwin revelou um grande interesse pelos fenómenos naturais. Contactou com naturalistas e com as temáticas da Botânica e da Geologia quando estudou Teologia. A 27 de dezembro de 1831 participou numa expedição à volta do mundo realizado pelo navio de nome Beagle. Durante cinco anos observou fósseis e recolheu amostras da natureza em diferentes locais.

A partir da sua observação construiu uma nova teoria explicativa do mundo natural. A sua teoria ficou expressa no livro A Origem das Espécies, criando desde a sua publicação uma imensa polémica pelas respostas que apresentava. Seria, no entanto, o seu segundo livro, A Origem do Homem que Darwin iria concretizar melhor as suas ideias de que o Homem tinha realizado um processo de evolução a partir de um antepassado comum. Poucos homens influenciaram o conhecimento e a Ciência como Charles Darwin. 

Em 1872 publicaria o seu último livro, A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais, onde procurou mostrar que o corpo e também a mente sofreram um longo processo de evolução. Darwin reformulou, ou podemos mesmo dizer reinventou a Natureza, no sentido em que abriu campos novos. O Evolucionismo, teria grande impacto na formulação de outras Ciências. Da Biologia, à Medicina e à Antropologia ele fez avançar a Ciência, que mais não é que a procura racional de compreender o mundo e os seus fenómenos. O campo científico contemporâneo é-lhe devedor na formulação do seu próprio pensamento. 

As suas ideias levantaram um coro de protestos na sociedade vitoriana. Os fundamentos da sociedade burguesa pareciam levar aqui mais um forte choque. A Igreja foi especialmente dura, pois como séculos antes com Galileu, a abertura de novos horizontes ameaçava a segurança do que se conhecia, do que estava estabelecido. Os primeiros anos do século XX e o seus conflitos mortais evidenciaram a natureza humana de uma forma que as ideias de Darwin e de outros, como Freud, viriam a confirmar da pior maneira.