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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Para ti

Ao que és:
Não reajo;
Resigno-me apática...
Tens razão.
Sou insensata.
Nunca tocas-te na minha mão.
Sou ingrata?
NÃO!
Sou um nada.
Perco-me numa constante;
Vivo enganada;
Dissolvo-me nesta podridão;
E fico calada...
Nada sei ou saberei.
Não há pureza!
Há maldade!
Não há destreza!
Há impiedade!
Nesta fome efémera,
Que destrói, rasga e profura!
Não espera, desespera!
Sim, este é o meu fim...
Degradante e silencioso.
Já não esperas por mim?
Sou nada.
Sou?

Ser é assim.

Sara Tomás de Melo Barreira Pinela, nº24, 11ºH1

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Decadente

A decadência do meu corpo,
A tortura da vida,
De  um ser morto...
Homem miserável, corrompido,
Sem um porto...
Perde o sentido,
E é morto.
Já vivi...
Para tudo, para ti.
Resta-me fugir  e partir,
Desta amargura de um incontornável fim...
Sim! Estou aqui:
Abrindo minhas asas,
Olhando o que me rodeia...
É o meu castelo de marfim!
O único que esperara por mim...
Adeus imperfeito humano.
Existência degradada...
Que sempre permanece na sua,
Exaustão rebelada
De querer e não ter...
De ser, mas, não poder.

Sara Tomas de Melo Barreira Pinela, nº24, 11ºH1

sexta-feira, 3 de junho de 2016

O sentido está em ti

Gosto do silêncio, da cumplicidade de grupos reduzidos, da harmonia da natureza, das sinfonias que brotam da selva, do pequeno que é grandioso...

E ficar. Ficar aqui, assim, a observar a intensa escuridão da noite, sob um céu estrelado, de uma galáxia, num imenso universo.

Criar a minha própria criação com este olhar profundo sob o verdadeiro sentido, sob a verdadeira existência de um ser renascido, por si próprio, todos os dias como pela primeira vez.

Apaixono-me pelo que me rodeia, pelo que entra em mim, pelo que eu me permito conhecer, pelo que eu deixo tornar-se parte de mim, como o horizonte sem fim que vejo, as minhas caminhadas sob a intolerante chuva, o vento que me toca todas as manhãs, poderoso e livre.... Perdi o fôlego.

Onde estou? Permaneço aqui na nova vida de cada dia. Na madrugada quente de um verão, de um ano, de um século, de um tempo, deitada num verdejante relvado irlandês, na areia de uma praia das Caraíbas, na Torre de Pisa, num arranha-céus Nova-iorquino ou numa autoestrada francesa, eu existo. Estou em tudo o que vejo, tudo o que sinto, tudo o que toco, eu sou a realidade, sou um mundo, um tudo e nada, sou um ser sublime, crio vida, faço vida, sou o meu próprio fim, sou o que me fiz.

Sara Tomás de Melo Barreira Pinela, nº24, 11ºH1