quinta-feira, 11 de junho de 2020

Livro de Horas no Museu de Arte Antiga




Apresentamos outro trabalho, produzido durante o período de confinamento, pela aluna Maria Luísa Perdigão do 9º ano. Esta fez uma viagem virtual ao Museu Nacional de Arte Antiga mostrando-nos o Livro de Horas do rei D. Manuel como resposta ao desafio lançado pela sua docente de Português, Berta Ferreira.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Biombos Namban por Leonor Almeida



Ficamos a conhecer os biombos Namban, guiados nesta visita virtual pelas palavras de Leonor Almeida, aluna do 9º ano que realizou este trabalho no âmbito da disciplina de Português durante o período de confinamento e como resposta ao desafio da Professora Berta Ferreira.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Quinta das Lágrimas por Leonor Pegado



Durante o período de confinamento, vários alunos do 9º ano, no âmbito da disciplina de Português realizaram trabalhos subordinadas ao tema: "Uma obra de arte - 5 minutos" como resposta ao desafio lançado pela sua docente de Português, Berta Ferreira. Aqui fica esta viagem virtual à Quinta das Lágrimas, conduzida pela aluna Leonor Pegado.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Padrão dos Descobrimentos por Francisca Freitas



Em tempo de confinamento social, a aluna Francisca Freitas guia-nos pelo Padrão dos Descobrimentos e sua simbologia literária e histórica. Este é mais um trabalho de Português orientado pela Professora Berta Ferreira.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Viagem virtual pictórica com Gonçalo Tacão.



O aluno Gonçalo Tacão faz uma viagem virtual pelo Museu Nacional de Arte Antiga dando-nos a conhecer a pintura anónima intitulada "Inferno". Este trabalho de Português orientado pela docente Berta Ferreira foi realizado durante o período de confinamento social.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Fonte Bicéfala, Leonor Viegas, 9.º ano



Vamos apresentar, nos próximos dias, uma série de trabalhos realizados por alunos do 3º ciclo, na disciplina de Português, nos domínios da Oralidade, da Leitura e Educação Literária, no âmbito do estudo de Gil Vicente, "Auto da Barca do Inferno, e de Luís de Camões, "Os Lusíadas", por alunos do 9.º 3.ª e 9.º 4.ª, em período de confinamento social em que as viagens pelos livros e pelos museus se faziam a partir de casa. Estas tarefas foram orientadas pela docente Berta Ferreira.
O 1º desses trabalhos intitula-se "Fonte Bicéfala" e foi realizado pela aluna Leonor Viegas.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

A moura encantada do castelo de Tavira - lenda tradicional

A noite de S. João é, como toda a gente sabe, noite de mouras encantadas. Segundo uma antiga tradição, vinda do tempo longínquo da conquista do Algarve, há em Tavira uma moura que, à meia-noite da noite de S. João, aparece nas ameias do castelo chorando a sua triste sina de encantada.
Quem sabe não será essa moura a filha de Aben-Fabila, o célebre governador de Tavira, que no dia da tomada do castelo se não encontrou nem entre os vivos, nem entre os mortos? Alguns dizem mesmo que naquele momento que se seguiu ao terrível combate, Aben-Fabila, súbdito do grande Almansor, desapareceu para poder encantar a sua filha querida no Alcácer, esperando, mais tarde, tornar vitorioso ao seu castelo e desencantar a mourinha. Porém, a verdade é que nem D. Paio Peres Correia, nem ninguém em todo o Algarve, voltou a pôr os olhos no bravo Aben-Fabila.
A tradição conta-nos esta lenda, como muitas outras, em verso, e por isso vou recitá-la tal como a cantam:


Meia noite além ressoa

Cerca das ribas do mar
Meia noite já é dada
E o povo ainda a folgar.
Em meio de tal folguedo
Todos quedam sem falar
Olhos voltam ao castelo
Para ver, para avistar
A linda moura encantada
Que era triste a suspirar.


- Quem se atreve, ai quem se atreve

Ir ao castelo e trepar
Para vencer o encanto
Que tanto sabe encantar?
- Ninguém há que a tal se atreva
Não há quem em mouros fiar
Quem lá fosse a tais desoras
Para só desencantar
Grande risco assim correra
De não mais de lá voltar.
Ai que linda formosura
Quem a pudera salvar!
O alvor dos seus vestidos
Tem mais brilho que o luar
Doces, tão doces suspiros
Onde ouvi-los suspirar ... ?
Assim um bom cavaleiro
Só se estava a delatar
Em amor lhe ardia o peito
Em desejos seu olhar.
Três horas eram passadas
Neste continuo anceiar
Cavaleiro de armas brancas
Nunca soube arreceiar
Invoca a linda mourinha
Mas não ouve o seu falar
Nada importa a D. Ramiro
Mais que a moura conquistar
Vai subir por muro acima
Sente os pés a resvalar
Ai que era passada a hora
De a poder desencantar! ..


Já lá vinha a estrela d'alva

Com seus brilhos a raiar
No mais alto do castelo
Já mal se via alvejar
A fina branca roupagem
Da linda filha de Agar.
Ao romper do claro dia
Para mais bem se pasmar
Sobre o castelo uma nuvem
Era apenas a pairar
Jurava o povo, jurava
E teimava em afirmar
Que dentro daquela nuvem
Vira a donzela entrar.
D. Ramiro d'enraívado
De não poder-lhe chegar
Dali parte e contra os mouros
Grande briga vai armar,
Por fim ganha um bom castelo
Mas. .. sem moura para amar.

Pode também ouvir esta lenda seguindo a hiperligação:http://www.truca.pt/raposa_textos/historia_140_moura_tavira.html

Fonte: estudioraposa.com    (lenda recolhida por Fernanda Frazão)