quinta-feira, 3 de abril de 2025

Ainda a propósito dos Direitos Humanos...

 No âmbito da atividade promovida pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas "Pensar o mundo: que desafios?" e em articulação com a abordagem dos Direitos Humanos, as turmas de 7º-3ª e 7º-4ª elaboraram um Dicionário denominado "Inimigos dos Direitos Humanos ... de A a Z". Os alunos da turma 9º-1ª fizeram os "Bilhetes de Identidade" de Ativistas dos Direitos Humanos". Estes trabalhos foram realizados no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento com a docente Isabel Alarcão e Silva.

Aqui fica o convite para virem ver estes trabalhos  de alunos.



A Coordenadora da Biblioteca Escolar: Ana Cristina Tavares



segunda-feira, 24 de março de 2025

O medo e a angústia existencial - laboratório sensorial

 No âmbito do laboratório sensorial, a realizar-se a 27 de março, integrado na Semana das Ciências Sociais e Humanas,  divulgamos, de seguida, um texto sobre a temática do medo e da angústia existencial:


                                

"Sobre o Medo (parte I): Uma perspetiva filosófica

Exploração filosófica de uma situação:

Onde moro atualmente, embora seja litoral, jamais ouvi falar de um ataque de tubarões. Portanto, nenhum evento traumático relacionado com esses animais jamais me ocorreu nem a qualquer pessoa próxima de mim. Assim, se eu demonstrar este medo, ele aparecerá como um evento aparentemente injustificável, e inclusivamente, por qualquer fator externo.

Naturalmente, esta questão pode ser um ponto de partida para entender  “o quê” e as causas da fobia ou do medo. Esta reflexão, portanto, concentrar-se-á em entender o que é o medo, por que o sentimos e como vencê-lo. E para tentar entender o problema, recorri à literatura que me foi mais acessível, partindo de uma perspetiva filosófica-teórica para uma visão psicológico-prática. Esta reflexão, portanto, terá duas partes, sendo esta primeira dedicada a uma perspetiva filosófica do assunto.

Pois bem, podemos dizer que o medo é uma das nossas emoções mais básicas, estritamente associada ao nosso sentido de autoproteção e sobrevivência. O corpo humano reage instintivamente ao perigo, à aparência do perigo ou simplesmente à crença do perigo, levando-nos em direção à fuga.

Fugir, afastar-se, correr para longe de forma a esquecer o que nos perturba é a raíz de qualquer vivência profunda como seja o medo

: “é especialmente daquilo de que foge que a presença corre atrás” revelando o que se esconde de uma forma mais profunda – que eu me sinto ameaçado, perdido ou desencontrado de mim mesmo.

Encontramos em Heidegger a reflexão mais próxima sobre o modo fundamental como o medo se faz ver: na ação.

Basearemos as ideias que se seguem tal como se apresentam no capítulo sexto da sua obra Ser e Tempo.Sabe-se que a preocupação mais profunda de Heidegger não se concentrou na existência em si, mas no ser, mais especificamente no esquecimento do ser. Para ele, o homem cotidiano (do século XX) mantém-se numa situação de encobrimento do seu ser, por isso, não possui uma compreensão profunda da sua própria existência. E essa tendência para o encobrimento, o equívoco, a banalidade que este filósofo colocou pela primeira vez ligando-o ao problema do “esquecimento de si e do ser”.

 De acordo com a análise que M. Heidegger faz, os gregos, dedicavam-se à questão do ser, mas, ao longo do tempo, o homem foi-se afastando do ser para se fixar nos entes. E isso levará Heidegger, não surpreendentemente, a encontrar na superação ou mesmo na “destruição” da tradição filosófica clássica uma solução.

Todo o problema central , na visão heideggeriana, gira em torno do conceito de Dasein (o ser-aí ou o ser-no-mundo). O Dasein, normalmente traduzido para o português como “o ser- aí ou o aí do ser”, é aquilo que confere ao mundo o caráter de mundo, e aqui o mundo tem uma definição diferente da conceção moderna estabelecida em Descartes. Falar de “ser-no-mundo” em Heidegger pressupõe vários graus: a quotidianeidade; o modo impróprio de existir em contraponto com o ser autêntico e o cuidado bem como a resolução a ser si mesmo. E é aqui que o medo e a angústia mostram a sua função fundamental.

 Ao concentrar-se em explicar os aspetos existenciais que constituem o Dasein como ser no mundo, Heidegger viu-se diante da questão existencial fundamental, - qual é, afinal, o sentido da existência humana, o traço constitutivo da existência do Dasein no qual residirá a totalidade do ser da existência humana, por outras palavras, a própria essência humana. Ele encontrará esse traço totalizante que define a essência do ser humano justamente no conceito de angústia, buscando o nexo ontológico entre angústia e medo, admitindo que entre ambos existe um parentesco de grau, por isso aparecem, na maior parte das vezes, inseparáveis um do outro. No entanto, o medo é mais concreto e emocionalmente mais identificável que a angústia.

Essa distinção que Heidegger faz entre angústia e medo leva-nos à conclusão de que o meu medo de tubarões tem muito pouco a ver com tubarões. Heidegger diz que, ao contrário do medo, a angústia não vê um “aqui” e um “ali” determinados, de onde o ameaçador surge. É justamente quando o ameaçador não se encontrar em lugar nenhum que se anuncia a angústia. Ela não sabe o que é aquilo com que se angustia. No entanto, “em lugar nenhum” não significa um nada meramente negativo: “o ameaçador dispõe da possibilidade de não se aproximar a partir de uma direção determinada, situada na proximidade, e isso porque ele já está sempre 'por aí', embora em lugar nenhum. Está tão próximo que sufoca a respiração e, no entanto, encontra-se em lugar nenhum”.

Podemos, portanto dizer, de uma forma simples, que o medo parece mais concreto e determinável na sua origem ou causa enquanto a angústia é indeterminável e coloca-nos perante o abissal nada.

No caso da psicologia, o medo e a angústia terão uma carga traumática que, repetida, levará a uma defesa e fechamento do ser humano que, numa atitude de fuga, não será capaz de lidar com esse trauma sem ajuda.

Aliás, Heidegger, trabalhando e dando Seminários a psiquiatras (ver Seminários de Zollicon), discutirá as formas como o medo e a angústia podem levar o ser humano a perder-se da sua essência, sendo “ o CUIDADO” a categoria existencial que restituirá o sentido à totalidade do seu “ser-no-mundo”.

O que Heidegger explicita é que o medo vai muito além da situação em que uma pessoa teme ser atacada por tubarões, ou morrer afogada, ou viajar de avião; é um estado diante do mundo ou um modo de lidar com o mundo, perante o qual os tubarões, a água e os aviões estariam aí, senão como figuras quase irrelevantes, sobretudo, como representação/sinal daquilo que se verdadeiramente se teme.

Aquilo de que se tem medo é sempre um ente intramundano que, advindo de determinada região, torna-se, de maneira ameaçadora, cada vez mais próximo, diz o autor alemão. Medo é a angústia imprópria, entregue à decadência do “mundo” e, como tal, a angústia em si mesma, está ainda velada. Na angústia, o ser aí como existente sente-se no “estranho”. Estranheza significa “não se sentir em casa”, não estar “familiarizado com...”. O não sentir-se em casa deve ser compreendido aqui, essencialmente e ontologicamente, como o fenómeno mais originário, que nos afasta do nosso ser e do ser enquanto tal.

A angústia, para Heidegger, em comum acordo com Kierkegaard, tem um quê existencial essencialmente humano. Ela é mais que um fenómeno psicológico e ôntico; ela tem uma dimensão ontológica, pois remete-nos para totalidade da existência como ser-no-mundo. Só o homem se angustia, só o homem existe e só o homem pode ter uma compreensão do ser. Kierkegaard dirá que o desespero e a angústia revelam a nudez do ser humano a si mesmo. A diferença entre os dois autores vai residir no fato de que, em Kierkegaard, a angústia revela o nosso ser finito, o nada de nossa existência diante da infinitude de Deus, do caráter eterno de Deus, enquanto que,  em Heidegger, a angústia revela-nos o sentido existencial da finitude do homem – põe-nos diante do NADA.

“É na angústia que a liberdade de ser para o poder-ser mais próprio do Dasein se mostra numa dimensão originária e fundamental.” ( Ser e Tempo)

O filósofo alemão descreve, igualmente, o sentimento de apavoramento de que falava Pascal com o sentimento de angústia, e sugere que a angústia é fundamental para que se alcance a verdade. A busca da verdade não deve ser estática, passiva, contemplativa, mas movimentada pela ação; a ação de ir vivenciar o Nada, o desconhecido, o medo. O medo, assim, impele o homem a abandonar a passividade e abrir-se para o desconhecido e abissal, lutando contra os seus instintos mais elementares.

Para Heidegger, o medo não é algo a ser evitado, mas faz parte do nosso ser mais profundo. O obscuro, o desconhecido, o temido, é onde propriamente encontramos a nossa essência como seres humanos. Somente abrindo-nos em direção ao medo, e enfrentando-o, conseguiremos, de facto, conhecer-nos e superar-nos a nós mesmos. Esta pode ser, talvez, uma diferenciação própria do Dasein, uma capacidade do ser que reside não apenas em estar no mundo, mas de ser-no-mundo, de estar envolvido no mundo, compreendido no mundo. E o medo da morte encontra aqui uma posição especial, pois coloca-nos em face, ou com a eternidade, ou com a total falta de sentido, o que foi, por sua vez, brilhantemente, comentado por Pascal.

Uma pausa para observar uma coisa interessante: parece que essa diferença entre Heidegger e Kierkegaard e entre Heidegger e Pascal, que parte justamente do fato de que Kierkegaard e Pascal buscam explicar a angústia a partir da eternidade, do caráter eterno de Deus, ao passo que Heidegger busca uma explicação mais fenomenológica da “disposição existencial”, como vulgarmente designamos “o sentir-se” explica. É difícil encontrar, uma abordagem filosófica sobre o medo, fora de pressupostos teológicos, senão em Heidegger. A impressão é que, para a maioria dos estudiosos sobre o assunto, Heidegger conserva o pensamento estritamente filosófico, “puro”, enquanto os autores que o influenciaram, como Kierkegaard e Pascal, “se afastam” da filosofia para encontrar refúgio na “teologia”, o que representa uma espécie de retrocesso filosófico.

 Heidegger considera que o pensamento Onto-teológico, que esteve na base da Metafísica tradicional, foi incapaz de se abrir em direção à eternidade e ao Ser, ocultando o pensamento do homem que o limitou na sua existência a este mundo, aparente, banal e orientado para o “ruído”, “ a conversa banal” ou “ a rotina do hábito”.

Notas:

Para obter uma compreensão melhor da visão de Kierkegaard sobre a angústia, recomendamos a leitura da sua obra “O Conceito de Angústia”, lembrando, claro, que também temos uma lista de leitura do autor. Sabendo que a maioria das questões que preocupam as pessoas estão na maioria relacionadas ao "medo da morte", faremos esta reflexão não mais em duas, mas em quatro partes. A segunda parte trará a visão de Pascal sobre a importância de se “antecipar a morte” e de se investigar a natureza mortal ou imortal da alma; na terceira parte traremos conceitos e conselhos práticos sobre o medo e como dominá-lo, inspirados numa abordagem menos analítica e mais psicológica sobre o tema; e na quarta falaremos de medos relacionados com a infância que podem influenciar na vida adulta."

A continuar...

Texto da Profª Isabel Nunes de Sousa (Filosofia)




A Profª Bibliotecária: Ana Cristina Tavares

sexta-feira, 21 de março de 2025

Celebração do Dia da Poesia e Camões - trabalhos do 9º-4ª

Nas comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões e na celebração do Dia da Poesia, continuamos a refletir sobre a importância do primeiro nas criações poéticas que se seguiram. Terão os poetas posteriores reconhecido o talento de Camões? Apreciem os cartazes  dos alunos do 9.º 4.ª, criados a partir de poemas escritos por Almada Negreiros, Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner, António Gedeão, Alexandre O'Neill e Manuel Alegre, e tirem as vossas conclusões.

Boas leituras!" (Profª Carla Coelho - Português)

Aqui ficam os primeiros dois cartazes produzidos pelos alunos e outros se seguirão em breve:





A Profª Bibliotecária: Ana Cristina Tavares

quinta-feira, 20 de março de 2025

Dia Mundial da Poesia - mural digital

 Para comemorar o Dia Mundial da Poesia, que se comemora anualmente a 21 de março, os alunos do 11.º A1, 11.º C2, 11.º E1 e 11.º H1 foram convidados, no âmbito da disciplina de Português,  a partilhar os seu poemas preferidos, construindo um mural de poesia que podem ler, seguindo a ligação.




BOAS LEITURAS!

Aqui fica o nosso agradecimento aos alunos e à Profª Carla Coelho por esta partilha e aproveitamos para mostrar também um poema visual, feito  a partir de poemas de Fernando Pessoa e que também foi realizado por alunos de outra escola: 



(Fonte da imagem: http://blograficoesfd.blogspot.com/2019/06/blog-post_19.html)



A Profª Bibliotecária: Ana Cristina Tavares













quarta-feira, 19 de março de 2025

Direitos Humanos na Constituição Portuguesa

 

        Queres aprender mais sobre os Direitos Humanos e como a Constituição Portuguesa protege a igualdade? Então, visita a exposição na Biblioteca Escolar, onde podes apreciar os magníficos trabalhos de ilustradores portugueses sobre os Direitos Humanos.
         Depois, aprofunda o tema com o trabalho interativo no Genially, onde poderás explorar de forma dinâmica diversos direitos como o direito à família, saúde e habitação, os direitos das mulheres e das pessoas com deficiência. Assim, poderás refletir sobre o teu papel na defesa dos Direitos Humanos. Será que estás a proteger e incentivar a defesa destes direitos?
      Para assinalar o teu compromisso com a igualdade e a inclusão, não te esqueças de tirar uma selfie na moldura disponível na Biblioteca Escolar. 
 
Equipa da Biblioteca Escolar
Ana Cristina Silva (História)

segunda-feira, 10 de março de 2025

Exposição - Pensar o mundo: que desafios?

Com o tema aglutinador "Pensar o Mundo: que desafios?", o Departamento de Ciências Sociais e Humanas promove um conjunto de atividades ao longo do mês de março, proporcionando momentos de reflexão e debate sobre questões fraturantes na sociedade atual.

Estão previstas conferências com especialistas sobre temáticas da atualidade, visitas de estudo e inúmeras exposições. Na Biblioteca Escolar destacam-se os projetos de Cidadania e Desenvolvimento acerca da “Interculturalidade” e “Um Mundo de Curiosidades”, este com a colaboração da disciplina de Geografia. A disciplina de Economia A apresenta maquetes criativas sobre o tema "Desbravando horizontes: A Economia como laboratório criativo", enquanto em Geografia focam-se os “Biomas Terrestres”. Iniciativa das disciplinas de Economia C e Geografia C, os visitantes poderão visualizar ao pormenor a maquete "Museu da Água – Reservatório de Memórias – O passado que move o futuro".

Adicionalmente, decorrerão exposições como “Pensar o Mundo através da Arte” das disciplinas de Filosofia, Português e Economia A. Alusivas aos Direitos Humanos estarão camisolas ilustradas sobre o assunto em "Veste os Direitos". A exposição interativa "Direitos Humanos na Constituição Portuguesa" e "Voar pelos Direitos", com papagaios de papel ilustrados pelos alunos por iniciativa da disciplina de História. A salientar a exposição fotográfica " A Geografia que somos" e o “Laboratório sensorial” de Filosofia.

Texto da Profª Ana Cristina Silva (História)

Aqui ficam imagens alusivas à exposição no espaço da BE e um convite para uma selfie na moldura dos "Direitos Humanos":











A Equipa da Biblioteca Escolar: Ana Cristina Silva (História), Tereza Santos (Filosofia) e Ana Cristina Tavares (Coordenadora da BE)


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Ainda as "Cartas de Amor com Camões"

O prometido é devido!

Como talvez se recordem , na quinta-feira, dia 13 de fevereiro, realizou-se na Biblioteca Escolar a atividade "Cartas de amor com Camões" com uma turma de 8º ano. A sessão foi dinamizada pela docente de Português, Laura Oliveira e pela professora bibliotecária, Ana Tavares.

  Os alunos,  em pequenos grupos, escreveram SMS que foram afixados num placard e cartas de amor que, agora, disponibilizamos para leitura. 

Aqui fica o nosso agradecimento à turma do 8º-2ª, que se empenhou  permitindo a concretização desta atividade no âmbito da comemoração do V Centenário do Nascimento de Camões - "Camões, engenho e arte".

EIS AS CARTAS DOS GRUPOS:


Querida Joana,

A tua presença faz-me sentir indiferente, a tua beleza é um íman que atrai tudo a ti. Vais na rua e és o brilho, o teu olhar torna-te especial.

Joana, estou a enviar-te esta carta, pois com palavras não sou bom, eu sei que podes pensar que não sou digno do teu amor, mas olha, eu sou uma boa pessoa, esforço-me e dedico-me para conseguir a tua atenção. O desejo de te ter ao meu lado é irresistível. Passo todas as horas, todos os minutos e os segundos a pensar em como gosto de ti.

 Com esta carta, espero que tu decidas não pela beleza, mas pelo amor. Olha-te daqui a dez anos e imagina com quem quererias estar. Sem te pressionar, espero abraçar-te para chorar, mas não de tristeza. Chorarei de amor e felicidade, porque tenho a fé de que um dia estaremos juntos.

Do teu admirador secreto.  

(Anónimo)


                                                                                                                        13/02/2025  

             Querido Sam,

Esta carta foi escrita para ti, pois, pelo menos para mim, tu és importante.   

Tu és carinhoso(a) e dás-me conforto; independentemente das ações que cometo, não julgas, apenas ouves.

Por mais que tenhamos altos e baixos, o que é normal, conseguimos sempre superá-los pois a tua presença faz me sentir a pessoa mais feliz.

Para além disso, és divertido(a) e fazes-me esquecer de todos os meus problemas.     Para mim os teus olhos brilham como uma noite estrelada.

Concluindo, és a pessoa mais especial que conheço, e só te posso agradecer por te ter conhecido.

 

Com amor, António, Carlota, Cristina, Diana. 



   Meu amor, 

   Ultimamente, ando perdido nos meus sentimentos a pensar no nosso amor. Lembrei-me de, quando eramos jovens apaixonados e felizes, com a vida tranquila. 

  Hoje em dia, sempre que estou sozinho e começo a pensar, és sempre tu que me vens à cabeça. Com isto, quero dizer que cada vez te amo mais... 

  No entanto, não sei se ainda sentes o mesmo por mim. Gostava de ter a oportunidade de nos reencontrarmos, como nos velhos tempos, jovens e sem preocupações. Mesmo que a resposta seja negativa, quero que saibas que sempre te vou amar. 

  Gostei muito da nossa juventude e queria poder voltar atrás no tempo, nem que fosse apenas um minuto! 

 Francisco A., Francisco G. , Hanna A., Henrique M. 

  13/2/2025 


                                                                                 13 de fevereiro de 2025, Lisboa

   Querido E.T.,

    Espero que a tua viagem esteja a correr bem.

   Estes dias têm sido muito difíceis sem ti para me animar, sinto saudades dos teus abraços e da tua presença. Não sei como é o amor no teu planeta, talvez tenha um significado diferente do meu, talvez o meu coração bata num ritmo estranho para ti, ou talvez as minhas palavras sejam um ruído para os teus ouvidos, mas na mesma continuo a amar-te. Espero que também sintas o mesmo amor profundo que eu sinto. Espero que também sintas, de alguma forma, a energia que me liga a ti.

    Um grande beijinho do teu amor. 

Maria V., Mariana N., Miriam S. e Matilde L.



                                                                   Quinta feira, dia 13 de fevereiro de 2025 


Meu amor:  

Venho-te dizer que tenho sentido uma grande paixão por ti. Desde que te conheço  que queria passar este dia dos namorados contigo.  

A minha paixão descontrola-se quando penso em ti e fico cada vez mais ansiosa por ver a tua cara. 

Sempre que te afastas eu sinto-me solitária. Sonho com o nosso reencontro e depois acordo com saudades. Não tenho mais coração para saudades, agora só tenho tempo para ti. 

Esta paixão não pode nem vai ser ignorada. Vou procurar-te pelo mundo inteiro. 

Para todo o lado que eu for contigo, não me vou embora sem ti. Nunca mais te abandono, nem te deixo ser ignorada. 

Amo-te muito e não quero perder-te na minha vida, porque tu és o ar que eu respiro, a luz do meu dia, o meu raio de sol favorito, a esperança que me faz acordar todos os dias. 

Amo-te muito, 


(Anónimos)



                                                                Lisboa, 13 de Fevereiro de 2025 

Cara paixão, 

 

O meu amor por ti não tem palavras; 

Encontrar algo para te descrever; 

É como andar por mil estradas. 

 

A tua beleza é como uma flor; 

Quando de vejo; 

Sinto amor. 

 

A tua personalidade é divina; 

És simpática, amorosa, que maravilha! 

 

Recuso-me a falar contigo apenas por carta; 

Quero encontrar-te; 

Talvez na quarta? 

  

Com amor e carinho,  

Inês P., José R.,  

Leonor C. e Lourenço S.



Meu amor, 

Daqui de longe, vim por este meio transmitir o amor que sinto por ti. 

Desde que nos conhecemos, sempre soube que não era só uma amizade, era muito mais do que isso. 

Daí em diante, a minha vida tem vindo a melhorar, contigo sempre ao meu lado, olhando em ti a beleza do mar.  

Os teus olhos azuis jamais conseguirão refletir tudo o que sinto por ti. 

Então só quero, onde quer que vás, guarda-me sempre bem junto a ti. 

O nosso amor é arte, não é só paixão, o meu amor por ti permanecerá sempre no meu coração. 

Só quero que saibas, que no último raiar do dia, o meu amor não se extinguirá. 

Com muito amor no meu coração despeço-me. 

 

Ass: Pilar C.; Rita S.; Rodrigo C.; Tiago R.; Vivente C.





A Profª Bibliotecária: Ana Cristina Tavares