sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Leituras de natal

    A Biblioteca Escolar, em nome da sua equipa, deseja a toda a comunidade educativa uma feliz quadra natalícia com harmonia, saúde e paz.

   Aqui fica uma sugestão de leitura da obra O Grande Livro do Natal Português para conhecer tradições de todo o país. Eis também imagens da atividade "Leituras de natal" com o 12º C1 e C3 em que foram lidos, em voz alta, poemas e breves textos narrativos de autores portugueses, alusivos a esta quadra.

Até breve!

                                          








Ana Cristina Tavares (Profª Bibliotecária)

domingo, 10 de dezembro de 2023

"As histórias fazem mal às crianças! Ajudam a pensar e a crescer..."

 

“As histórias fazem mal às crianças! Ajudam a pensar e a crescer; e isso é mau!

As histórias fazem mal às crianças! Porque as educam para a palavra; e isso é mau.  Porque, em vez de lhes falarem de médias ou de desvios-padrão, as histórias as sensibilizam para ver o mundo e as pessoas, e as ensinam a conhecer a vida com inteligência e a bondade. Falam-lhes de bruxas ou de duendes e ajudam-nas a compreender a maldade. E a entender que ela não vem nem de Marte nem do Inferno mas de pessoas, em quase tudo, parecidas com o que somos.

As histórias fazem mal às crianças! Porque as ajudam a vislumbrar que elas (as histórias, sim) não se lêem nem com a boca nem com os olhos. Mas com a alma, e isso é mau. Porque faz com que percebam que quem lê interpreta sentimentos e isso torna as crianças muito perigosas. Porque assim, no infantário, elas deixam de ler, unicamente, letras e palavras que mal entendem, repetindo, unicamente (como algumas pessoas generosas, mas insensatas, exigem que elas façam). E torna-as audazes e atentas. E sagazes. Tudo aquilo que quem imagina a escola como um paraíso de crianças sossegadas deseja que não sejam.

As histórias fazem mal às crianças! Porque se elas crescem em torno de personagens sem curriculum, sem nome de família e sem referências e, para mais, de índole duvidosa (como a Carochinha ou o Astérix, o Gato das Botas ou o Tintin, por exemplo) isso é mau. Porque elas também convivem com D. Afonso Henriques, com Humberto Delgado ou com D. Dinis e, de repente, elas não percebem se, também eles, são personagens de histórias de aventuras ou pessoas da família de quem falam sem veneração mas, estranhamente, com orgulho e com ternura.

As histórias fazem mal às crianças! Porque as obrigam a fazer de conta que acreditam nas personagens ou nos enredos, e que tudo se passou, seguramente, e com verdade; e isso é mau. Porque o fazem, unicamente, para não decepcionarem os pais ou outros amigos que lhas contam. E essa bondade, discreta e elegante, é perigosa. Por mais que haja quem garanta, que são as histórias quem, magicamente, torna as crianças mais capazes de... acreditar.

As histórias fazem mal às crianças! Porque lhes dão a luminosidade de escutar e a fantasia e a audácia de imaginar; e isso é mau. Porque lhes permite a arte do encontro e o frenesi de pensar em coro, a uma voz. Tudo aquilo que quem as acha, invariavelmente, hiperactivas ou distraídas receia que elas sejam.

As histórias fazem mal às crianças! Porque as torna livres; e isso é mau. Porque deixam de ser submissas... E, podendo ser perseverantes e abnegadas, leva a que se movam, sobretudo, pela paixão. E em vez de falarem por murmúrios amigos do pessimismo (que é uma forma urbana de desconfiar do futuro) as histórias dão-lhes a História (que faz com que se chegue, no mesmo instante, ao passado e ao futuro). E esclarecem-nas acerca das façanhas dos avós e as dos pais que lhes dão o orgulho (de serem parte de si) e a humildade (de lhes faltar quase tudo para serem como eles) sem as quais nunca se chega à esperança e ao futuro.

As histórias fazem mal às crianças! Porque as torna escutadoras; e isso é mau. Porque em vez de pensarem, unicamente, com a cabeça passam a ouvir com o coração. E ao levá-las da fantasia à palavra, fazem com que vistam, de forma simples e transparente, aquilo que sentem ou o que imaginam. E habilita-as - perigosamente - para não guardarem uma emoção que seja só para elas.

As histórias fazem mal às crianças! Porque todas as histórias são de encantamento; e isso é mau. Porque mesmo as que falam de monstros ou que lhes tragam calafrios, ou até mesmo aquelas que fazem cócegas nas ideias, encantam. Porque as levam a comungar (e só isso é encantar) com sentimentos de que fugimos e com quem os esclarece só para nós. E porque embrulham os medos num enredo e as deixam guiar-se entre eles, pela mão de alguém (que só pode ser carinhoso ou especial), as histórias são perigosas porque tornam as crianças amigas do desconhecido, leais e destemidas. E afoitas, claro.

As histórias fazem mal às crianças! Porque lhe educam o coração e as ligam, sobretudo, a quem as lê; e isso é mau. Porque quem lhes conta um conto se acrescenta a si, num ponto. E desvenda-se e aproxima-se e, com isso, enternece. E leva as crianças a ancorar no seu olhar e, partindo dele, a conhecerem-se por dentro. E torna-as mais amigas da beleza e do brincar. E - muito pior... - torna-as mais engenhosas para conhecer. E, dum jeito misterioso, encaminha-as para considerar que, sejam elas quais forem, todas as histórias parecem ter sido, delicadamente, preciosamente, unicamente... escritas para elas.

As histórias fazem mal às crianças! Porque elas fazem de conta; e isso é mau. Porque põem-nas no lugar do outro (que, nesse mesmo momento, se torna parte de si). E as leva, literalmente, a fazer de... conta (não de número). Isto é, puxa-lhes pela cabeça para que entendam que as histórias se lêem pelas entrelinhas, com tudo aquilo que nos sugerem - subtraia ou multiplique, divida ou acrescente - por mais que não pareça. E são, por isso, mais amigas da matemática do que se supunha.

As histórias fazem mal às crianças! Porque as desarrumam por dentro; e isso é mau. Porque, se for preciso, as histórias são rebeldes (e, em vez de pintas nos is as põem nos és). E nem todas são compenetradas (há quem diga que trazem macacos para o sotão ou que põem minhocas na cabeça). E - pior, ainda - há quem garanta que elas geram nervoso miudinho (que torna as crianças, perigosamente, mais curiosas e mais audazes).

As histórias fazem mal às crianças! Porque ensinam a re-conhecer; e isso é mau. Reconhecer de conhecer outra vez. Reconhecer de conhecer melhor. E reconhecer de estar grato a quem gosta de nós e nos dá ao conhecer ao mesmo tempo. Porque isso as inicia na magia de duas pessoas se co-moverem uma para a outra. Porque só se comove quem se co-move! E essa comunhão torna as crianças sábias e serenas. E só isso faz que, quando escutem, as crianças fechem os olhos para ver.

As histórias fazem mal às crianças! Mas são, ainda assim, a sobremesa do pensamento e a digestão de tudo aquilo que se aprende; e isso é mau. Porque se tornam necessárias e insubstituíveis e lhes dão uma gramática para tudo aquilo que se vive. Porque as educam para que duas imaginações que se puxam uma à outra são como um abraço (e isso faz com que percebam que um abraço são dois colos que se dão um ao outro ao mesmo tempo). E ensinam, como mais nada, que - por mais palpável que seja aquilo que se crie - todo o conhecimento começa numa história e, volta a ela, depois de construído. O que faz com tudo seja, para além do que parece (como as histórias, aliás) um património imaterial da Humanidade.

Por tudo isto, deixem-se de... “histórias”! E contem histórias!

Texto de Eduardo Sá (psicólogo, professor e escritor)

Fonte: https://www.eduardosa.com/blog/a-escola-toda/um-manifesto-contra-as-hist%C3%B3rias/

Profª Bibliotecária: Ana Cristina Tavares

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Soluções - Desafio Matemático de novembro

 

Solução – Desafio Matemático de novembro 2023



Comecemos por descobrir todas as maneiras de dividir 198 pessoas em grupos com 4 pessoas, ou com 7 pessoas. Temos que 198 = 46 × 4 + 2 × 7, o que significa que podemos dividir 198 pessoas em 46 grupos com 4 pessoas e 2 grupos com 7 pessoas. Como mmc (4, 7) = 28 qualquer outra maneira de dividir as 198 pessoas em grupos de 4 ou de 7 pessoas, consiste em acrescentar 4 grupos de 7 pessoas e retirar 7 grupos de 4 pessoas, e assim sucessivamente. Na tabela seguinte mostramos todas as hipóteses, com o respetivo máximo divisor comum.

Grupos de 4

Grupos de 7

mdc

46

2

2

39

6

3

32

10

2

25

14

1

18

18

18

11

22

11

4

26

2

 

Portanto, a única hipótese em que o máximo divisor comum é igual a 1 é com 25 grupos de 4 pessoas e 14 grupos de 7 pessoas. Ou seja, nessa manhã a torre foi visitada por 14 grupos de visitas escolares.

Apliquem-se na Matemática pois em janeiro espera-vos um novo desafio!

 A equipa da Bilbioteca Escolar: António Percheiro e Ana Tavares

terça-feira, 21 de novembro de 2023

"Dez lições para um mundo pós-pandemia" - convite à leitura!

 

FAREED ZAKARIA, Dez lições para um Mundo Pós-Pandemia. Editora Gradiva

     Eis o convite de leitura para os meses de novembro/dezembro!

  Estamos a falar de um dos autores que mais tem refletido sobre o modelo ocidental de democracia. Após a pandemia, novos desafios se colocaram. É importante, por isso, atermo-nos ao essencial e tirar algumas ilações e procurar novas respostas para os problemas.

 A primeira lição é que termos que viver com mais doenças e “pragas” que podem assolar as nossas mais elementares formas de vida. O efeito “cascata” foi sentido por todos. É preciso estar vigilante e não “brincar com o fogo”. Temos várias peças em cima do tabuleiro como sejam, as alterações climáticas, a economia financeira e seu domínio, desigualdade social, guerras, a tecnologia digital e seus impactos, etc. e, no entanto, continuamos a “fechar os olhos” e a viver como se nada se passasse.

 A 2ª lição é que a quantidade e o crescimento em direção a um progresso infinito é um mito que já caiu. A qualidade importa muito mais e tem a ver com uma melhor gestão dos recursos e das potencialidades das pessoas.

 A 3ª lição é que as pessoas contam. Os mercados não são suficientes e numa economia global temos que ter um “contrato social” mais exigente. Não interessa tanto o regime ou ideologia política mas os resultados que os governos podem alcançar numa “governança” para além do PIB (Produto Interno Bruto) que mede a riqueza dos países.

A 4ª lição é que tem que haver uma interação entre o que os técnicos especialistas dizem, no que toca à ciência, e o modo de vida das pessoas. As pessoas têm que se convencer que têm que mudar de hábitos. Se assim não for, a desigualdade social vai ser maior (lição 7). Num mundo digital preparamo-nos, agora, para enfrentar novos desafios, como a Inteligência Artificial (com a biotecnologia incluída) e a revolução no tipo de trabalho ou emprego que tal implicará para as pessoas. Isso reforçará a nossa “humanidade” se formos capazes de apostar no que em nós há de especificamente humano.

 A lição 6 é a máxima de Aristóteles “somos animais sociais”, e perante todos os desafios que se colocam à sociedade contemporânea, temos que “estar unidos”. Na pandemia, apesar das diferenças, o essencial uniu-nos no objetivo de “salvar vidas” e ganhar a batalha contra o vírus. Isso também colocou o enfoque na exigência de mais associação e participação das pessoas e, será um dos modos de reforçar a democracia. O papel da cidade e do campo ganhou outra dimensão. As pessoas querem “qualidade” e exigem respostas, cada vez mais, diversificadas e interativas. A vida social, talvez, se torne mais imperativa, exigindo cidadãos que tomem parte da cidade e menos tecnocrática e competitiva.

A lição 8, é que a globalização vai continuar a confrontar o contrapoder dos países. O que acarreta o risco da lição 9 – o mundo está cada vez mais bipolar. E colocar-nos perante o desafio ancestral da “lei do mais forte”. Seremos cada vez mais humanos, na medida em que conseguirmos ultrapassar estes chavões e valorizar aquilo que nos caracteriza como espécie – termos boas ideias. Quanto mais idealistas melhor!

E tu, o que pensas?

Boas leituras e reflexões!



                                            A equipa da BE

                                    Professora Isabel Nunes de Sousa

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Dia da Filosofia na Biblioteca Escolar

Para celebrar o Dia Internacional da Filosofia, realizou-se hoje, dia 16 de novembro, uma atividade na Biblioteca Escolar com os alunos do 12.º H2. Estes foram convidados a refletir sobre os Direitos Humanos, a questionar a atualidade  e a valorizar o domínio sensorial através do olfato.



Afinal, porque é que as zebras de riscas brancas odeiam tanto as zebras de riscas pretas?







A equipa da Biblioteca Escolar: Tereza Santos e Ana Cristina Tavares











sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Contador de Histórias - Rodolfo Castro.

     Durante a manhã do dia 10 de novembro, 6 turmas de 3º ciclo (7º e 8º anos) tiveram a oportunidade de participar na atividade dinamizada pela Biblioteca Escolar com o Contador de Histórias para jovens, Rodolfo Castro. 

    Assim, de forma humorística e irónica, os jovens  foram alertados para a importância da leitura, do conhecimento e da liberdade de pensamento.

    Eis algumas fotos ilustrativas desses momentos em que se valoriza a tradição oral!







A Profª Bibliotecária: Ana Cristina Tavares

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Desafio Matemático de Novembro de 2023

 

    Recordamos que, na passada terça-feira, dia 07 de novembro, durante a aula de Matemática, um aluno do 8º-2ª,  vencedor do Desafio de outubro, recebeu o Diploma e Prémio do mês de outubro. Essa entrega foi efetuada pela Srª Presidente da CAP, Profª Fátima Lopes, pelo  docente de Matemática e dinamizador  da atividade,  Prof. António Percheiro e pela Profª Bibliotecária, Ana Tavares.


Aqui fica o convite para participarem no Desafio Matemático de novembro! 

A equipa da Biblioteca Escolar: António Percheiro e Ana Tavares