Espaço de partilha e divulgação das atividades da Biblioteca Escolar da Escola Secundária Rainha Dona Amélia
quarta-feira, 19 de março de 2025
Direitos Humanos na Constituição Portuguesa
segunda-feira, 10 de março de 2025
Exposição - Pensar o mundo: que desafios?
Com o tema aglutinador "Pensar o Mundo: que desafios?", o Departamento de
Ciências Sociais e Humanas promove um conjunto de atividades ao longo do mês de
março, proporcionando momentos de reflexão e debate sobre questões fraturantes
na sociedade atual.
Estão previstas conferências com especialistas sobre temáticas da atualidade,
visitas de estudo e inúmeras exposições. Na Biblioteca Escolar destacam-se os projetos de Cidadania e Desenvolvimento
acerca da “Interculturalidade” e “Um Mundo de Curiosidades”, este com
a colaboração da disciplina de Geografia. A disciplina de Economia A apresenta maquetes
criativas sobre o tema "Desbravando horizontes:
A Economia como laboratório criativo", enquanto em Geografia focam-se os “Biomas Terrestres”. Iniciativa das disciplinas de Economia C e Geografia C, os
visitantes poderão visualizar ao pormenor a maquete "Museu da Água – Reservatório de Memórias
– O passado que move o futuro".
Adicionalmente, decorrerão exposições como “Pensar o
Mundo através da Arte” das disciplinas de Filosofia, Português e Economia A.
Alusivas aos Direitos Humanos estarão camisolas ilustradas sobre o assunto em "Veste os Direitos". A
exposição interativa "Direitos
Humanos na Constituição Portuguesa" e "Voar pelos Direitos", com papagaios de papel ilustrados
pelos alunos por iniciativa da disciplina de História. A salientar a exposição fotográfica " A Geografia que somos" e o “Laboratório sensorial” de Filosofia.
Texto da Profª Ana Cristina Silva (História)
Aqui ficam imagens alusivas à exposição no espaço da BE e um convite para uma selfie na moldura dos "Direitos Humanos":
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
Ainda as "Cartas de Amor com Camões"
O prometido é devido!
Como talvez se recordem , na quinta-feira, dia 13 de fevereiro, realizou-se na Biblioteca Escolar a atividade "Cartas de amor com Camões" com uma turma de 8º ano. A sessão foi dinamizada pela docente de Português, Laura Oliveira e pela professora bibliotecária, Ana Tavares.
Os alunos, em pequenos grupos, escreveram SMS que foram afixados num placard e cartas de amor que, agora, disponibilizamos para leitura.
Aqui fica o nosso agradecimento à turma do 8º-2ª, que se empenhou permitindo a concretização desta atividade no âmbito da comemoração do V Centenário do Nascimento de Camões - "Camões, engenho e arte".
EIS AS CARTAS DOS GRUPOS:
Querida Joana,
A tua presença faz-me sentir
indiferente, a tua beleza é um íman que atrai tudo a ti. Vais na rua e és o
brilho, o teu olhar torna-te especial.
Joana, estou a enviar-te esta
carta, pois com palavras não sou bom, eu sei que podes pensar que não sou digno
do teu amor, mas olha, eu sou uma boa pessoa, esforço-me e dedico-me para
conseguir a tua atenção. O desejo de te ter ao meu lado é irresistível. Passo
todas as horas, todos os minutos e os segundos a pensar em como gosto de ti.
Com esta carta, espero que tu decidas não pela
beleza, mas pelo amor. Olha-te daqui a dez anos e imagina com quem quererias
estar. Sem te pressionar, espero abraçar-te para chorar, mas não de tristeza. Chorarei
de amor e felicidade, porque tenho a fé de que um dia estaremos juntos.
Do teu admirador secreto.
(Anónimo)
13/02/2025
Querido Sam,
Esta carta foi escrita para ti, pois,
pelo menos para mim, tu és importante.
Tu és
carinhoso(a) e dás-me conforto; independentemente das ações que cometo, não
julgas, apenas ouves.
Por mais que tenhamos altos e
baixos, o que é normal, conseguimos sempre superá-los pois a tua presença faz
me sentir a pessoa mais feliz.
Para além disso, és divertido(a)
e fazes-me esquecer de todos os meus problemas. Para mim os teus olhos brilham como uma noite estrelada.
Concluindo, és a pessoa mais
especial que conheço, e só te posso agradecer por te ter conhecido.
Com amor, António, Carlota, Cristina, Diana.
Meu amor,
Ultimamente, ando perdido nos meus sentimentos a pensar no nosso amor.
Lembrei-me de, quando eramos jovens apaixonados e felizes, com a vida
tranquila.
Hoje em dia,
sempre que estou sozinho e começo a pensar, és sempre tu que me vens à cabeça.
Com isto, quero dizer que cada vez te amo mais...
No entanto,
não sei se ainda sentes o mesmo por mim. Gostava de ter a oportunidade de nos
reencontrarmos, como nos velhos tempos, jovens e sem preocupações. Mesmo que a
resposta seja negativa, quero que saibas que sempre te vou amar.
Gostei muito
da nossa juventude e queria poder voltar atrás no tempo, nem que fosse apenas
um minuto!
Francisco A., Francisco G. ,
Hanna A., Henrique M.
13/2/2025
13 de fevereiro de 2025, Lisboa
Querido E.T.,
Espero que a tua viagem esteja a correr bem.
Estes dias têm sido muito difíceis sem ti para
me animar, sinto saudades dos teus abraços e da tua presença. Não sei como é o
amor no teu planeta, talvez tenha um significado diferente do meu, talvez o meu
coração bata num ritmo estranho para ti, ou talvez as minhas palavras sejam um
ruído para os teus ouvidos, mas na mesma continuo a amar-te. Espero que também
sintas o mesmo amor profundo que eu sinto. Espero que também sintas, de alguma
forma, a energia que me liga a ti.
Um grande beijinho do teu amor.
Maria V., Mariana N., Miriam S. e Matilde L.
Quinta feira, dia 13 de fevereiro de 2025
Meu amor:
Venho-te dizer que tenho sentido uma
grande paixão por ti. Desde que te conheço que queria passar este dia dos
namorados contigo.
A minha paixão descontrola-se quando
penso em ti e fico cada vez mais ansiosa por ver a tua cara.
Sempre que te afastas eu sinto-me
solitária. Sonho com o nosso reencontro e depois acordo com saudades. Não tenho
mais coração para saudades, agora só tenho tempo para ti.
Esta paixão não pode nem vai ser
ignorada. Vou procurar-te pelo mundo inteiro.
Para todo o lado que eu for contigo,
não me vou embora sem ti. Nunca mais te abandono, nem te deixo ser ignorada.
Amo-te muito e não quero perder-te na
minha vida, porque tu és o ar que eu respiro, a luz do meu dia, o meu raio de
sol favorito, a esperança que me faz acordar todos os dias.
Amo-te muito,
(Anónimos)
Lisboa, 13 de Fevereiro de 2025
Cara paixão,
O meu amor por ti não tem palavras;
Encontrar algo para te descrever;
É como andar por mil estradas.
A tua beleza é como uma flor;
Quando de vejo;
Sinto amor.
A tua personalidade é divina;
És simpática, amorosa, que maravilha!
Recuso-me a falar contigo apenas por
carta;
Quero encontrar-te;
Talvez na quarta?
Com amor e carinho,
Inês P., José R.,
Leonor C. e Lourenço S.
Meu amor,
Daqui de longe, vim por este meio transmitir o amor que sinto por ti.
Desde que nos conhecemos, sempre soube que não era só uma amizade, era
muito mais do que isso.
Daí em diante, a minha vida tem vindo a melhorar, contigo sempre ao meu
lado, olhando em ti a beleza do mar.
Os teus olhos azuis jamais conseguirão refletir tudo o que sinto por
ti.
Então só quero, onde quer que vás, guarda-me sempre bem junto a ti.
O nosso amor é arte, não é só paixão, o meu amor por ti permanecerá sempre
no meu coração.
Só quero que saibas, que no último raiar do dia, o meu amor não se
extinguirá.
Com muito amor no meu coração despeço-me.
Ass: Pilar C.; Rita S.; Rodrigo C.; Tiago
R.; Vivente C.
A Profª Bibliotecária: Ana Cristina Tavares
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025
Os filósofos e o Amor - Convite à leitura em fevereiro-março
Os Filósofos e o Amor: Amar, de Sócrates a Simone de Beauvoir,
Aude LANCELIN e Marie LEMONIER,
Lisboa, ed.
Tinta da China, 2010
Este livro percorre toda a tradição ocidental, desde a
Grécia Antiga aos Tempos Atuais, revisitando as principais fases e obras de
grandes pensadores.
Toda a “ mitologia” divinizante do Amor tem a sua
fonte na visão platónica. Quem já não ouviu falar do Amor Platónico? A
literatura acaba por dar expressão ao Amor de forma sublimada, sobretudo a
partir do Renascimento, sendo Camões um dos mais conhecidos expoentes na sua
Lírica. A influência cultural e o papel civilizacional do Amor, entendido ora
como paixão, mais ligada aos sentimentos exasperados de um corpo-alma possuída
pelos desejos e pulsões, ora como uma forma elevada de alcançar a
transcendência (como Platão o entendeu já no Banquete) são o testemunho de que
o Amor abarca várias formas e não se esgota numa única fórmula.
O Amor, linguagem do
coração, donde emergem os vários sentimentos, de que o maior expoente é a
saudade - quem não se lembra das Cantigas de Amor e de Amigo de D. Dinis “ Que
soidade de mia senhor/ quando me nembra dela qual a vi/ rogu´eu a Deus que mi a
leixe veer”, na busca de encontro do Eu com o Outro, acabam por nos levar
inevitavelmente para a questão da união profunda entre dois seres que o Amor
permite.
A adoração do ser amado, expressa na poesia de Camões
“ Transforma-se o amador na cousa amada/ por virtude do muito imaginar/ não
tenho logo mais que desejar/ pois em mim tenho a parte desejada./ Se nela está
minha alma transformada, que mais deseja o corpo alcançar?/ em si somente pode
descansar/ pois consigo tal alma está liada…”
Quer se encare o Amor pelo ponto de vista físico e antropológico/psicológico
ou metafísico tomando o Amor como a Alma do Universo que tudo rege (veja-se
Empédocles como o seu archê, em que o
Amor e o Ódio tudo dirigem no Cosmos), até às mais atuais formas de compaixão
pelos seres vivos (os animais em particular) fizeram da Ecologia, sobretudo a deep Ecology
(A. Naess), uma forma de expressar o amor à Natureza, com uma força
metafísico-espiritual tão profunda como nos Gregos. O desejo de fusão com o Outro,
com o Todo introduz o paradoxo da impossibilidade do Amor absoluto e ultrapassa
todas as formas concretas da sua expressão. Tudo muda e flui permanentemente,
mas o Fundo deve permanecer na sua essência, como a fonte que tudo une a que
tudo retorna. Esta, uma das perspetivas que dão sentido às narrativas orientais
onde a teoria dos Chakras e o Nirvana são concebidos como faces de um busca de
equilíbrio pessoal e Cósmico.
Temos ainda o Amor na sua face trágica onde o
sofrimento pela não correspondência, frustração ou perda e sofrimento associados,
mostram que o Amor é uma força motriz pela qual se vive e se morre. Tal
tragédia atinge o seu auge no amor romântico de “Romeu e Julieta” de
Shakespeare. Na filosofia temos o exemplo paradigmático de S. Kierkegaard que
motivou a orientação do seu pensamento filosófico para o estádio
ético-religioso.
A partir do séc. XX o Amor adquiriu um lugar central
na sociedade. Vários fatores contribuíram para uma disseminação e afirmação
mais visível do Amor. A crítica à sociedade tradicional na sua cisão corpo-alma
bem como a valorização da esfera pessoal de cada um, com o movimento hippie e o
surgimento do rock como forma de expressão musical efusiva de emoções dos
jovens e evasiva à autoridade religiosa e institucional, a influência das lutas
feministas (onde Simone de Beauvoir tem lugar de destaque com a obra “ O
Segundo Sexo”), o surgimento da Psicanálise com S. Freud e a assunção da
sexualidade como dimensão essencial do ser humano, reprimida na tradição, os
vários discursos quer ao nível literário (R. Barthes) e filosóficos (Sartre,
Beauvoir, Heidegger, Arendt) permitiram essa emancipação e conduziram-nos a uma
consciência das múltiplas formas de amor possível, fruto de um Projeto de Vida
Boa e LIBERDADE.
Equipa da
Biblioteca Escolar
Professora de Filosofia
Isabel Nunes de Sousa
A Profª Bibliotecária: Ana Cristina Tavares
terça-feira, 18 de fevereiro de 2025
Dia de S. Valentim sob inspiração camoniana
Na sexta-feira, dia 14 de fevereiro, celebra-se o Dia de S. Valentim, também conhecido como o Dia dos Namorados. Recordemos brevemente a origem desta celebração.
No século III d.C. o Imperador romano Cláudio II proibiu os casamentos, pois acreditava que os militares solteiros tinham melhor desempenho nas batalhas. Valentim, que era um bispo dessa época, não cumpriu esse decreto imperial, realizando os casamentos. Ao ser descoberto foi preso e condenado à morte, tendo sido executado no dia 14 de fevereiro, data que deu origem ao Dia dos Namorados. Na prisão, Valentim apaixonou-se pela filha do carcereiro que era cega e recuperou a visão ao visitá-lo. Valentim, antes de morrer, ainda conseguiu enviar e receber algumas cartas da amada, o que originou a troca de cartões nessa altura.
A Biblioteca Escolar foi decorada relembrando esta data e inspirando-se igualmente na obra lírica de Camões, nomeadamente nas suas paixões por diferentes mulheres, ao longo da sua vida.
No dia 14 de fevereiro, várias turmas, no âmbito da disciplina de Filosofia e Português visitaram a exposição e realizaram atividades de leitura e/ou escrita de mensagens sobre a temática em apreço.
Eis algumas imagens relativas a este evento:
Aqui fica um especial agradecimento à Equipa da Biblioteca Escolar que dinamizou esta atividade.
A Profª Bibliotecária: Ana Cristina Tavares
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025
Cartas de amor com Camões - 3º ciclo
No âmbito da comemoração do V Centenário do Nascimento de Camões e integrando a iniciativa da Rede de Bibliotecas Escolares denominada: "Camões, engenho e arte" realizaram-se mais atividades na Biblioteca Escolar.
Assim, na quinta-feira, dia 13 de fevereiro, realizou-se a atividade "Cartas de amor com Camões" com uma turma de 3º ciclo. A sessão foi realizada na Biblioteca Escolar, tendo sido dinamizada pela docente de Português, Laura Oliveira e a professora bibliotecária.
Fez-se uma breve apresentação da vida e obra de Camões a partir do livro Luiz Vaz de Camões - um poeta genial, leu-se e explorou-se brevemente a temática do amor no soneto "Amor é fogo que arde sem se ver".Os alunos, em pequenos grupos, escreveram cartas de amor e SMS que foram afixados num placard. As cartas serão oportunamente publicadas neste Blogue. Esta atividade foi contextualizada, aproveitando igualmente a celebração do Dia de S. Valentim ou Dia dos Namorados.
Aqui ficam imagens alusivas à Oficina de Escrita Criativa do 8º-2ª:
A Professora Bibliotecária: Ana Cristina Tavares
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025
Literacia fílmica com a Biblioteca
As turmas de 10º A1 e 10º E1 tiveram a oportunidade de assistir, no dia 31 de janeiro, a duas curtas-metragens, no âmbito da literacia fílmica e articulando conteúdos da disciplina de Filosofia.
Procurou-se dotar os alunos de competências que lhes permitam compreender e analisar a especificidade das mensagens das obras cinematográficas. Assim, foram abordados dois filmes premiados internacionalmente: História Trágica com final feliz de Regina Pessoa e La peur, petit chasseur de Lauren Achard. Após a projeção, seguiu-se um momento de reflexão e debate sobre as temáticas do medo, indiferença, solidão, metamorfose e outras. Em seguida, os alunos complementaram esta atividade com uma visita guiada à exposição da Biblioteca sobre o Holocausto com a docente de Filosofia, Isabel Nunes de Sousa e a Coordenadora da Biblioteca.
A Coordenadora da Biblioteca Escolar: Ana Cristina Tavares






















