segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Dia do Não fumador

O tabaco é um dos hábitos que socialmente identifica grupos e pessoas na sociedade contemporânea, pois é algo muito notório no espaço de convivência das pessoas. É um hábito com muitos utilizadores. A forma mais usual do seu consumo é através do designado cigarro. 


O tabaco é originário da América e tem como um dos seus principais componentes a nicotina. Pensa-se que a civilização Maia já conheceria esta planta, pois encontraram-se representações em objetos de cerâmica. Também os Astecas e outros povos da américa pré-colombiana o conheceriam misturando-o com folhas de diversas plantas como milho.

O consumo de tabaco está associado a um conjunto de doenças de uma gravidade assinalável, nomeadamente as doenças oncológicas. Doenças que podem retirar qualidade de vida, mas também encurtar de modo significativo a vida das pessoas. Doenças que têm um peso social elevado, pois influenciam muito negativamente os gastos a desenvolver na sua reabilitação e no afastamento da vida profissional que conduzem. 

É pois importante sensibilizar para os efeitos negativos na saúde do consumo de tabaco. É essa a missão de uma IPSS, a A Pulmonale, que visa alertar os mais jovens para os malefícios do consumo de tabaco. Abaixo deixamos alguns dos materiais que na Biblioteca alertaram para os efeitos negativos de ser fumador.


Saramago - a substância das palavras

"(...) Levantamos um punhado de terra e apertemo-la nas mãos.
Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno,
A vontade e os limites.

Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o 
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do 
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.

Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raíz.
Cada um de nós é por enquanto a vida. Isso nos baste. " (1)

(Passou ontem mais um ano sobre o nascimento do único Nobel da Literatura Portuguesa, José Saramago, o escritor de palavras que procurou no real formas de compreender o mundo e de nele intervir. Acima da polémica, do amor e do desinteresse, escreveu diversos romances, uns muito apreciados, outros nem tanto. Não percamos o mais importante, pois a sua obra é no essencial a sua assinatura sobre o que foi, o que procurou ser e o que nos tentou mostrar como sendo o seu olhar. Deixamos-lhe os parabéns a um autor que celebrou a palavra e a sua substância). 

(1) José Saramago, Na ilha por vezes habitada, in Provavelmente Alegria.

Rainha em Folha (V)

Livro da semana - Os sonhos de Einstein

Título: Os sonhos de Einstein
Autor: Alan Lightman
Edição: 4ª 
Páginas:2008 
Editor: Asa
ISBN: 978-972-41-1380-7 
CDU: 821.111 

Sinopse:" Suponham que o tempo é um círculo que se curva para trás sobre si próprio. O mundo repete-se a si mesmo, rigorosamente, até ao infinito. A maior parte das pessoas ignora que voltará a viver a sua vida uma e outra vez. (...) No mundo em que o tempo é um círculo, cada aperto de mão, cada beijo, cada nascimento, cada palavra, irão repetir-se com precisão. (...) Tal como um objeto se pode deslocar em três direções perpendiculares umas às outras, horizontal, vertical e longitudinal, também um objeto pode participar de três futuros perpendiculares uns aos outros. Cada futuro é real (...) Alguns menosprezam as decisões, argumentando que todas as decisões acabarão por ocorrer. Num mundo assim, como poderia alguém ser responsável pelas suas ações?"

(Num pequeno livro, Alan Lightman conseguiu de uma forma admirável dar-nos os tempos do tempo, numa poesia dos dias, a exatidão dos princípios com que Einstein sonhou o Universo e a sua organização).

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Boletim Bibliográfico

Boletim Bibliográfico - novembro (Sophia)

O convite das palavras

Escuta, escuta: tenho ainda
uma coisa a dizer.
Não é importante, eu sei, não vai
salvar o mundo, não mudará
a vida de ninguém - mas quem
é hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de alguém?
Escuta-me, não te demoro.
É coisa pouca, como a chuvinha
que vem vindo devagar.
São três, quatro palavras, pouco mais. 
Palavras que te quero confiar,
para que não se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas são a casa, o sal da língua.

Eugénio de Andrade, O Sal da Língua. Fundação Eugénio de Andrade