quinta-feira, 9 de junho de 2016

Para ti

Ao que és:
Não reajo;
Resigno-me apática...
Tens razão.
Sou insensata.
Nunca tocas-te na minha mão.
Sou ingrata?
NÃO!
Sou um nada.
Perco-me numa constante;
Vivo enganada;
Dissolvo-me nesta podridão;
E fico calada...
Nada sei ou saberei.
Não há pureza!
Há maldade!
Não há destreza!
Há impiedade!
Nesta fome efémera,
Que destrói, rasga e profura!
Não espera, desespera!
Sim, este é o meu fim...
Degradante e silencioso.
Já não esperas por mim?
Sou nada.
Sou?

Ser é assim.

Sara Tomás de Melo Barreira Pinela, nº24, 11ºH1

Sem comentários:

Enviar um comentário