segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Curiosidades sobre alimentos - Sabias? (III)


A MAÇÃ é tão antiga quanto a história da humanidade. Nas regiões temperadas, a macieira é cultivada há muitos milénios. Segundo alguns investigadores, as primeiras macieiras surgiram há 25 mil anos, num ponto entre o Cáucaso e o leste da China. Entre as suas qualidades na alimentação humana destacam-se as seguintes:
  • Ajuda a emagrecer e a reduzir o colestrol;
  • Ajuda a combater a prisão de ventre e previne o envelhecimento;
  • Tem um efeito importante na redução do risco das doenças cardiovasculares.
A macieira como árvore está ligada à vida do homem desde tempos imemoriais. Pensa-se que exista na Terra pouco tempo antes do aparecimento do homem. As palavras são um instrumento da linguagem e uma forma de nomear o real, dar-lhe existência. É curioso verificar que  quer em latim, quer no grego as palavras que designam formas de vida agrícolas em sociedades ligadas à terra são idênticas, o que não acontece com caça ou guerra. A macieira pode como a oliveira estar associada ao símbolo da paz. A macieira está ligada a mitos de diferentes culturas e quer Homero, quer Heódoto referem jardins de frutos, entre os quais as macieiras.

Plínio, autor romano falava da macieira como a mais civilizada das árvores, bela e valiosa. A macieira diferencia-se das outras árvores, pois não depende dos cuidados humanos. Há nela algo de independência, de um crescimento indiferente à iniciativa humana. Floresceu de diferentes modos em diferentes continentes e como diz Thoreau talvez seja um príncipe disfarçado. A macieira selvagem é certamente uma concretização solene da Natureza nesse espírito celebrado pelos gregos, as maçãs de Hespérides, no jardim mais belo da Antiguidade.

Curiosidades sobre alimentos - Sabias? (II)

As CEBOLAS são cultivadas há mais de cinco mil anos na Ásia e no Médio Oriente. Os egípcios usavam-nas como moeda para pagar aos trabalhadores que construíram as pirâmides e colocavam-nas nos túmulos dos reis, como Tutankhamon.A cebola tem as seguintes qualidades na saúde humana:1. É um anti-inflamatório natural; 2. Contribui para a beleza da pele e dos cabelos; 3. Ajuda a prevenir doenças do sistema nervoso e a combater doenças respiratórias…

ALFACE nasceu na região do Mediterâneo Oriental e na Ásia ocidental.
Com representações que aparecem em antigos túmulos egípcios, o seu cultivo inicia-se, a partir de  4500 a.C. Os antigos gregos e romanos utilizavam a alface como alimento e devido às suas propriedades terapêuticas. Na China ela está associada à boa sorte. Christopher Columbus introduziu variedades de ALFACE na América do Norte durante a sua segunda viagem, em 1493. Foi plantada na Califórnia pelos missionários espanhóis no século XVII. A alface tem as seguintes qualidades na saúde humana: 1. Ajuda a combater a insónia e os resfriados; 2. Acalma dores musculares; 3. Ajuda a fortalecer as vias respiratórias. Tem importantes efeitos na prevenção da anemia.
 
O MORANGO é já conhecido no século II a. C., pela civilização romana. Era valorizado pelas suas propriedades terapêuticas e utilizado para um conjunto alargado de doenças. É curioso que parte carnuda do morango, a que comemos, não é o fruto mas o resultado do inchaço dos talos da planta. O fruto verdadeiro é a semente amarela que fica incrustada na superfície da parte carnuda. Podem-se destacar os seguintes efeitos na saúde humana: 
1. Ajudam a reforçar a imunidade; 2. Ajudam a melhorar a memória; 3. Previnem o envelhecimento precoce; 4. Têm poucas calorias e 5. Ajudam a reduzir o colesterol.
 
O CHOCOLATE entrou regularmente na alimentação humana, por volta de 1500 a.C., numa civilização que ocupava o espaço onde onde existem o México e a Guatemala. Posteriormente, os Maias e os Astecas, povos da mesma área, desenvolveram o costume de beber chocolate, produto que era considerado sagrado. O chocolate entraria nos costumes das cortes europeias durante o desenvolvimento dos  impérios coloniais e hoje é um alimento de grande procura. O chocolate está associada na alimentação a qualidades que o destacam como fonte de uma sensação de bem estar. Fornece energia e estimula o sistema nervoso central e os músculos cardíacos.

Curiosidades sobre alimentos - Sabias? (I)


O ESPARGO vem sendo cultivado há mais de 2.000 anos.
Teve origem em solos arenosos  do Sul da Europa e da Ásia. Cultiva-se, atualmente, em todos os continentes. O seu consumo é recomendável no tratamento da queda do cabelo, fragilidade de unhas e rejuvenescimento da pele em geral

 
A CEREJEIRA é uma árvore típica do Japão. 
Esteve durante séculos associada aos Samurais. A flor da cerejeira designada Sakura era uma metáfora para a beleza e efemeridade da vida desses guerreiros. A cerejeira está também ligada ao  costume de apreciar a beleza das flores. A partir de fins de março e princípios de abril, as cerejeiras ornamentais estão em flor por todo o Japão e marcam o começo da Primavera. A CEREJA é um delicioso fruto  com propriedades anti-inflamatórias e ainda um importante desintoxicante...
 
As UVAS tiveram a sua origem na Ásia, sendo introduzidas na Europa através da Península
Itálica pelos povos gregos. Foram os romanos, por sua vez, que transformaram a viticultura numa atividade lucrativa, enchendo as paisagens mediterrânicas de videiras. As UVAS de então, e ainda por vários séculos depois, destinavam-se basicamente à produção de vinho. Praticamente todas as civilizações antigas tinham um Deus específico para proteger a viticultura: entre os gregos era Dionísio; entre os egípcios, Osíris e entre os romanos, Baco.

Dia mundial da alimentação - o que comemos?



Numa população em crescimento mundial, como resolver o problema da alimentação para tantos milhões? A engenharia genética pode resolver o problema, ou precisamos de outras alternativas? Como produzir tantas toneladas de carne se ao mesmo tempo são precisos "planetas" de produção de rações? Como lidar com a questão das sementes tradicionais cultivadas pelo mundo rural? A dependência da indústria química não é mais uma fonte de empobrecimento para milhões de camponeses? E que resposta em termos de saúde pública a alternativa genética pode dar? A Alimentação tornou-se uma temática essencial. O filme neste link discute esta essencial  questão.


MIBE'16

Mês Das Bibliotecas Escolares - outubro.16 by Biblioteca - ESRDA on Scribd

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A palavra e o mundo - A volta ao mundo em oitenta dias (II)

   "Phileas Fogg ganhara, portanto, a aposta - e efectuara em oitenta dias a viagem à volta do mundo! Utilizara nela todos os meios de transporte, paquetes, comboios, carruagens, iates, navios mercantes, trenós e um elefante. O excêntrico cavalheiro desenvolvera nesta empresa os seus maravilhosos dotes de sangue-frio e de exactidão. Mas, afinal, o que tinha ganho nesta deslocação? O que alcançara com a viagem?
   Nada, hão-de dizer. Nada, na verdade, a não ser uma sedutora mulher, que - por muito inverosímil que isto pareça - o tornou o mais feliz dos homens!
   Em rigor, não se faria ainda por menos a volta ao mundo?" (pág. 283) 

A Volta ao mundo em oitenta dias é um livro da literatura universal que cumpre um conjunto de objectivos de grande significado. Retrata uma época, introduz-nos na viagem como possibilidade humana e dá-nos o desafio da superação humana, o tempo individual face à geografia. O protagonista da história é um senhor inglês, Phileas Fogg, um cidadão de Londres que vive uma vida solitária e calma feita de rotinas.

É no Reform Clubé, onde passa grande parte do dia, e onde pela leitura dos jornais que toma conhecimento do roubo num banco. Discutindo sobre o paradeiro do ladrão defende a ideia de que poderia estar em qualquer ponto da Terra. Faz assim uma aposta de que em oitenta dias poderia dar a volta ao planeta. Livro de iniciação à viagem é também uma curiosa forma de ler o tempo. Mesmo com os transportes ainda em início de grande transformação, a utilização do vapor dá-lhe esse desafio, ainda que complementado com outras formas de locomoção. Hoje seria muito fácil fazê-lo. Na época de Júlio Verne essa aventura é o que lhe dá o sentido de um clássico. O sentido do desafio.

Assim o cavalheiro inglês acompanhado do seu criado, o francês Jean Passepartout atravessa oceanos em navios a vapor, utiliza estradas usando a carruagem, o comboio e até o meio pedestre ou o transporte por animais. É uma viagem cronométrica feita em oitenta dias, com partida e chegada a Londres. Na viagem depara-se com obstáculos e figuras tradicionais do romance como a jovem em apuros que é salva pelo nosso viajante.

A volta ao mundo em oitenta dias é assim um clássico pela integração de um conjunto de situações. Embora o livro tenha momentos e situações de romantismo foi escrito numa atmosfera de ficção e é como tal que o devemos ler, mesmo quando a sorte ou o dinheiro são a forma de ultrapassar dificuldades. A viagem é ela própria uma forma de superação, mas também de reencontro com ele próprio, com o encontro com o amor. A volta ao mundo em oitenta dias é um produto de imaginação e uma narrativa fascinante de um autor marcante do século XIX.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

A palavra e o mundo - A volta ao mundo em oitenta dias (I)

   
Algumas das capas de um livro que faz parte da cultura universal. Livro marcante de Júlio Verne, na edição de 1872 aqui com as ilustrações de Alphonse de Neuville e Lén Benett. A consultar. Aqui.