

Influenciado pelo pós-impressionismo, evoluiria para a corrente dinamizada por Henri Matisse. Defendia o fim da perspectiva e da profundidade do espaço, apoiando-se numa composição dinâmica. A arte com o cubismo deixou-se de interessar por compreender a realidade ou só fazer o seu retrato, mas o quadro e a arte deveria criar a sua realidade. Apresentar o real de diversos ângulos, com cores chocantes, exprimindo o feio e aquilo que era chocante para a vida humana.

A arte deveria revelar o caos e a desordem. A 1ª Guerra Mundial mostraria de forma dramática os piores receios do Homem. Com Picasso o cubismo alcançaria a sua expressão máxima. A Arte deveria, deverá dizemo-lo nós mostrar à Humanidade como a nossa vida, vivida no curto espaço, faz parte de um movimento maior. O cubismo teve essa ousadia, a de criar um movimento artístico essencial para compreendermos o que foi o século XX.

O cubismo não propôs apenas uma forma diferente de ver a pintura, sugeriu uma nova visão da arte. O quadro não procurava representar algo, não pretendia fazer uma representação de objectos, mas sim criar a própria realidade. O quadro pintado era a própria realidade. Num mundo de caos e violência, o plano da perspetiva tinha de ser fragmentado, buscando a própria fragmentação da realidade. Foram também nas técnicas, que o cubismo inovou como expressão de arte ao integrar a fragmnetação da imagem, a inclusão de palavras, a combinação chocante de cores, a expressão do feio, do horror, na apresentação de uma sociedade em convulsão de valores. O cubismo revelou-nos um mundo de fealdade, um mundo em emergência, em ruptura com o século anterior.
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